Discos pouco falados no mundo do rock: Mind the Acoustic Pieces

Resenha - Mind the Acoustic Pieces - Maiden United

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Por Zé Elias
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Uma ousadia dugaraio? Uma heresia? Uma tentativa de fugir do lugar comum? Ou de levar Iron Maiden a um público que tradicionalmente não é o seu? Ao ouvir este primeiro álbum da banda-tributo Maiden United você poderá fazer qualquer uma dessas perguntas.
Porque o projeto (e não só este disco) é inteiro acústico, tem nada de metal. Em lugar das guitarras, temos violões, violoncelo, piano. Quase nada de solos. Algumas com andamento mais lento. Vai encarar?

"Mind the acoustic pieces" coloca esses elementos em todas as faixas do celebrado "Piece of mind". E quais são os atrevidos que realizaram a proeza? Os que têm maior evidência: o vocalista britânico Damian Wilson já cantou com um monte de gente do rock, inclusive na banda de Rick Wakeman, no começo da década passada; a vocalista holandesa Anneke van Giersbergene, da banda The Gathering, aparece em duas faixas; e os violões ficam a cargo do holandês Ruud Jolie, da banda de metal sinfônico Within Temptation.

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Atenção! O disco é definitivamente não recomendado para xiitas do rock pesado. É preciso ser do tipo curioso... Ou se você for um coroa já sem tanta paciência para ouvir metal, se está hoje em dia curtindo as acústicas do Led e Jethro Tull tanto quanto as pesadas, provavelmente irá "vencer o desafio" de ouvir todo o trabalho ahahahaahahah Eu às vezes consigo, às vezes não. Mas é muito mais pelo timbre vocal do Sr. Wilson, que nem sempre acho fácil, do que pelo fator acústico, coisa que pra mim deixou há muitos anos de ser uma barreira.

Faixas:
1. Where Eagles Dare 05:08
2. The Trooper 05:57
3. Quest for Fire 03:50
4. Still Life 04:21
5. Revelations 06:32
6. Die with Your Boots On 04:35
7. Flight of Icarus 05:06
8. Sun and Steel 03:34
9. To Tame a Land 06:07

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Sobre Zé Elias

José Elias da Silva Neto é paulista de Santo André, nasceu em 1965. Mora em Poços de Caldas, MG. É designer gráfico, baixista e palmeirense. O primeiro rock ouviu com 2 anos de idade, "Wooly Booly", de Sam the Sham and the Pharaos. Em 1972, foi apresentado ao "Machine Head" do Deep Purple e ao "Santana 3". Uns anos depois vieram a coletânea "1962-1966" dos Beatles e "No Mean City", do Nazareth. Aí virou mania. Quem tá sempre no player: Jethro Tull, Queen, Led Zeppelin, Genesis, Gentle Giant, Dixie Dregs, Emerson Lake & Palmer, Rush, Focus. E alguma coisa de jazz anos 30-40, música erudita, MPB. O que não lhe faz a cabeça: rock farofa, solos muito longos e metal muito zoeira.

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