Discos pouco falados no mundo do rock: The Serpent Is Rising

Resenha - Serpent Is Rising - Styx

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Por Zé Elias
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O disco mais detestado pelos próprios membros do Styx é provavelmente o mais amado pelos que, de um modo geral, não gostam da banda. Comentários em vários sites me mostraram isso, e eu achava que era só comigo ahahahah

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O fato é que a maioria esmagadora do trabalho deles é rock farofa e mela-cueca; eu sou daqueles que só costumam gostar das farofas que vêm à mesa de refeições. "The serpent is rising" vendeu pouco e isso deve tê-los incomodado.

E qual a pegada do disco, afinal? Hard rock com pitadas de prog em metade das faixas (faixa-título, "The grove of Eglantine", "Young man", "Jonas Psalter"). O destaque pra mim no trabalho como um todo é o conjunto vocal, com arranjos que lembram um pouco o Queen. As duas últimas faixas, "Krakatoa" e a erudita "Hallelujah" de Handel, dão bom exemplo disso. São emendadas e contrastantes. A primeira das duas é só uma narrativa em tom dramático falando sobre a famosa ilha vulcânica, com acompanhamento crescente de um órgão (epa...) e a faixa seguinte dispensa explicações.

O álbum de 1973 teve, no relançamento de 1980, uma capa diferente da original apresentando o nome apenas como "Serpent". Achei o LP (com a segunda e para mim mais bonita capa, pois ser mais estilizada) em 1983, numa loja chamada Museu do Disco, no Shopping Iguatemi de Campinas, quando morei lá. E você, qual das duas prefere?

Depois de tudo isso, falar que os caras tocam bem é óbvio demais. O negócio é ouvir:

Faixas:
1. Witch Wolf
2. The Grove of Eglantine
3. Young Man
4. As Bad as This
5. Winner Take All
6. 22 Years
7. Jonas Psalter
8. The Serpent Is Rising
9. Krakatoa
10. Hallelujah Chorus (Handel)

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Sobre Zé Elias

José Elias da Silva Neto é paulista de Santo André, nasceu em 1965. Mora em Poços de Caldas, MG. É designer gráfico, baixista e palmeirense. O primeiro rock ouviu com 2 anos de idade, "Wooly Booly", de Sam the Sham and the Pharaos. Em 1972, foi apresentado ao "Machine Head" do Deep Purple e ao "Santana 3". Uns anos depois vieram a coletânea "1962-1966" dos Beatles e "No Mean City", do Nazareth. Aí virou mania. Quem tá sempre no player: Jethro Tull, Queen, Led Zeppelin, Genesis, Gentle Giant, Dixie Dregs, Emerson Lake & Palmer, Rush, Focus. E alguma coisa de jazz anos 30-40, música erudita, MPB. O que não lhe faz a cabeça: rock farofa, solos muito longos e metal muito zoeira.

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