Discos pouco falados no mundo do rock: Keith Emerson Band

Resenha - Keith Emerson Band with Marc Bonilla - Keith Emerson

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Por Zé Elias
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Veja se você combina com uma ou mais alternativas:

A) As melhores baladas da história do rock são "Lucky man", "Still you turn me on", "From the beginning", "Ces't la vie"...
B) "Tiger in a spotlight" era a mais aguardada no programa "Som Pop" da TV Cultura, nos anos 1980.
C) Dá vontade de fazer air keyboard toda vez que toca a introdução de "Tarkus".

Muito bem, então você é um grande fã de Emerson, Lake and Palmer desde o século passado e acho que vai se interessar por esta resenha. Muita gente considera que a história morreu na praia. Ou melhor, em "Love Beach", disco de 1978 que encerrou o primeiro ciclo da banda. Não sou tão radical assim. Além de algumas boas faixas nos discos do retorno na década de 1990 e também nas variações "Emerson, Lake and Powell" e "Emerson, Berry and Palmer", a carreira solo de Keith Emerson tem coisas merecedoras de se ouvir.

"Keith Emerson Band featuring Marc Bonilla" (2008) é o trabalho que mais se aproxima, a meu ver, dos sons que marcaram o trio ELP em todas as suas fases e influências: prog (com direito a suíte temática), improvisos jazzísticos, música clássica, piano puro, música de cabaré, baladas e até a sonoridade mais pop nos anos 1980/90. Pra dar uns exemplos: a introdução do disco tem o jeitão de "The endless enigma"; na sequência, viagens que remetem a "Tarkus"; a faixa "The art of falling down" poderia talvez estar no "Works". Até a voz de Marc Bonilla tem um timbre bastante parecido com o de Greg Lake em muitos momentos. A propósito: é ele quem dá o toque diferenciado em relação ao ELP, usando bastante a guitarra.

Aprendi a deixar a idolatria e as comparações com o passado quando vou ouvir algo novo. E é uma boa porque às vezes aparecem álbuns como este, quase uma hora de música de muito bom nível. Segue uma amostra, a faixa "Finale".

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Sobre Zé Elias

José Elias da Silva Neto é paulista de Santo André, nasceu em 1965. Mora em Poços de Caldas, MG. É designer gráfico, baixista e palmeirense. O primeiro rock ouviu com 2 anos de idade, "Wooly Booly", de Sam the Sham and the Pharaos. Em 1972, foi apresentado ao "Machine Head" do Deep Purple e ao "Santana 3". Uns anos depois vieram a coletânea "1962-1966" dos Beatles e "No Mean City", do Nazareth. Aí virou mania. Quem tá sempre no player: Jethro Tull, Queen, Led Zeppelin, Genesis, Gentle Giant, Dixie Dregs, Emerson Lake & Palmer, Rush, Focus. E alguma coisa de jazz anos 30-40, música erudita, MPB. O que não lhe faz a cabeça: rock farofa, solos muito longos e metal muito zoeira.

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