Green Day: 10 anos de um dos últimos clássicos do rock
Resenha - American Idiot - Green Day
Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 22 de setembro de 2014
(Lançado em 20 de novembro de 2004 no Reino Unido e 21 de novembro de 2004 nos Estados Unidos)
Os anos 2000 são de completo tédio no rock. Especialmente a segunda metade. A primeira traz até alguns bons trabalhos, com um ar de renovação. Dessas propostas, o que chegou mais próximo de se tornar um clássico do rock - e para mim, pode ser considerado como tal - foi "American Idiot", do Green Day, que completou 10 anos de lançamento no Reino Unido neste domingo (20) e hoje (21), nos Estados Unidos. Imagino que grande parte dos leitores headbangers do Whiplash vão discordar. Desafio quem não concorda com meu ponto de vista a ler o texto e, quem sabe, ser convencido por ele.

Curiosamente, "American Idiot" nem teria nascido - ou talvez fosse concebido de outra forma, anos depois. Em meados de 2002, o Green Day estava gravando outro disco, intitulado "Cigarettes And Valentines". Mas no meio de 2003, as trilhas para masterização, com todas as gravações, foram roubadas. O trabalho seguiria a linha punk rock que o trio apresentou em álbuns como "Kerplunk", segundo o vocalista e guitarrista Billie Joe Armstrong. O material não foi encontrado e jamais viu a luz do dia.
Outras bandas regravariam algo semelhante ao que já estava pronto. Porém o Green Day decidiu compor algo novo, do zero. Além: a proposta do vindouro novo trabalho seria bem diferente do anterior. "American Idiot" não tem nada de básico. A essência punk rock aliada a melodias pop foi mantida. O trio, no entanto, fez o novo disco em formato de opera rock, que conta a história do anti-heróí Jesus Of Suburbia.

Canções muito bem trabalhadas, incluindo duas faixas com mais de 9 minutos de duração, marcaram a proposta de "American Idiot". Ao mesmo tempo que o álbum mistura tudo o que o grupo fez até então, traz influências de gêneros que jamais foram trabalhados na discografia anterior. O disco vai do punk rock ao pop punk, com pitadas de outras vertentes do rock, como progressivo, alternativo e um ou outro momento do folk.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O mercado recebeu "American Idiot" de braços abertos. O disco ficou em primeiro lugar nas paradas de 19 países. Estima-se que 15 milhões de cópias foram vendidas por todo o mundo. Os cinco singles foram bem aceitos: a faixa título, "Boulevard Of Broken Dreams", "Holiday", "Wake Me Up When September Ends" e "Jesus Of Suburbia".
Depois, infelizmente, o Green Day nunca mais foi o mesmo. Provavelmente a cobrança para chegar a esse patamar novamente impediu que discos futuros soassem mais espontâneos. O álbum seguinte só foi lançado em 2009. Intitulado "21st Century Breakdown", o trabalho não correspondeu ao mesmo nível de qualidade. E diferente de "American Idiot", pouco inovou. A trilogia seguinte ("¡Uno!", "¡Dos!" e "¡Tré!", de 2012 e 2013) até retoma a pegada, apesar de soar um pouco sem inspiração em alguns momentos.

"American Idiot" é diferente. Ultrajante, explosivo, imprevisível e clássico. Parece ter sido planejado do primeiro ao último acorde. Todas as composições são bem trabalhadas e as letras mostram Billie Joe Armstrong em momento de inspiração sublime. Dez anos depois, esse disco pode ser considerado um dos últimos clássicos da história do rock.
Leia o faixa-a-faixa completo no link:
http://www.igormiranda.com.br/2014/09/os-10-anos-de-american-idiot-do-green.html

Billie Joe Armstrong (vocal, guitarra)
Mike Dirnt (baixo)
Tré Cool (bateria)
Músicos adicionais:
Rob Cavallo (piano)
Jason Freese (saxofone)
Kathleen Hanna (vocal adicional em 10)
01. American Idiot
02. Jesus of Suburbia
* I. Jesus of Suburbia
* II. City of the Damned
* III. I Don't Care
* IV. Dearly Beloved
* V. Tales of Another Broken Home
03. Holiday
04. Boulevard of Broken Dreams
05. Are We The Waiting
06. St. Jimmy
07. Give Me Novacaine
08. She's A Rebel
09. Extraordinary Girl
10. Letterbomb
11. Wake Me Up When September Ends
12. Homecoming
* I. The Death of St. Jimmy
* II. East 12th St.
* III. Nobody Likes You
* IV. Rock and Roll Girlfriend
* V. We're Coming Home Again
13. Whatsername

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