A canção punk que Billie Joe Armstrong queria ter escrito; "a guitarra é surreal"
Por Bruce William
Postado em 11 de outubro de 2025
O espírito de 1977, de certa forma, ainda vive nas guitarras de Armstrong, e talvez seja por isso que ele olhe pra trás e diga, com admiração e um toque de inveja criativa, que queria ter escrito aquela música.
Quando Billie Joe Armstrong fala sobre punk, raramente se limita à cena californiana. Sua admiração vai além da geração que ajudou a formar o som do Green Day, alcançando as origens do punk britânico - aquele som cru, rápido e cheio de atitude que incendiou 1977. Entre tantos nomes, uma faixa específica o marcou a ponto de fazê-lo dizer que gostaria de tê-la escrito.
Em conversa com a Vulture, Armstrong respondeu à pergunta "qual clássico punk você gostaria de ter escrito?" e mandou, sem piscar os olhos: "'Wild Youth', do Generation X, é tão absurdamente cativante. É sobre ser punk e rebelde na Inglaterra de 1977. A guitarra é surreal, e a voz do Billy [Idol] soa incrível. É uma das minhas músicas punk favoritas de todos os tempos."

O Generation X era a banda de Billy Idol antes da carreira solo. Formado em Londres, o grupo surgiu em meio à explosão do punk britânico, mas apostava num som mais melódico que o dos Sex Pistols, algo que influenciaria diretamente o punk americano dos anos 1990. "Wild Youth", lançada em 1977, tinha tudo o que o estilo pedia: refrão grudento, energia juvenil e letras que exaltavam o caos e a rebeldia da época.
Quando Armstrong diz que "a guitarra é surreal", ele fala sobre o que sempre defendeu: o equilíbrio entre sujeira e melodia. A faixa de Generation X traz riffs simples, mas precisos, com uma pegada de pop agressivo que ecoa décadas depois em músicas do Green Day como "She" e "Hitchin' a Ride".
Não é difícil entender por que ele se identifica tanto. Em "Wild Youth", há a mesma urgência que o Green Day levou para os anos 1990: a ideia de ser jovem, gritar contra tudo e transformar barulho em hino. O espírito de 1977, de certa forma, ainda vive nas guitarras de Armstrong, e talvez seja por isso que ele olhe pra trás e diga, com admiração e um toque de inveja criativa, que queria ter escrito aquela música.
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