T&N: ex-membros do Dokken surpreendem positivamente

Resenha - Slave To The Empire - T&N

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Por Igor Miranda, Fonte: Van do Halen
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Nota: 8

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Enquanto o Dokken lança aquele que, segundo o frontman Don Dokken, é o último disco da carreira do grupo – o enfadonho Broken Bones –, o T&N começa suas atividades com Slave To The Empire. A banda reúne os ex-integrantes da banda supracitada George Lynch e Jeff Pilson com "Wild" Mick Brown, que continua sendo baterista do conjunto desde o primeiro full-length, Breaking The Chains, de 1982. Ainda há a presença do experiente Brian Tichy, que toca bateria nas inéditas do registro (Brown não participou de todas as faixas pois estava gravando o já citado Broken Bones).
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A faixa título do álbum abre com muito poder de fogo. O instrumental é, basicamente, Dokken. Riffs pesados que ainda assim não deixam a melodia de lado, bateria destacada, atuação genial de George Lynch e refrão digno de estádio. Tem a aura oitentista, mas sem soar datada. Destaque para a voz de Jeff Pilson – o baixista assume os vocais com louvor. "Sweet Unknown" soa mais contemporânea, flertando com gêneros de Rock mais alternativos. Mas ainda com qualidade e criatividade. Lembra os registros mais recentes do Lynch Mob.

Duas releituras de antigas músicas do Dokken seguem adiante: "Tooth And Nail", com Doug Pinnick (King's X) e "It's Not Love", com Robert Mason (Lynch Mob, Warrant). Pinnick manda muito bem com seu vocal grave aliado ao peso da canção que dá título ao segundo full-length da carreira do Dokken. Mason é um grande vocalista e não faz feio em "It's Not Love". Em termos de extensão e melodia vocal, trata-se de um dos melhores do estilo. "Rhythm Of The Soul" segue com classe. Hardão cadenciado, pesado e melódico. Jeff Pilson dá um show de voz nessa aqui.

"When Eagles Die" começa acústica, mas seus acordes, de progressão densa, parecem anunciar que a canção cresceria em peso logo mais. A faixa lembra bastante o trabalho do Lynch Mob. O remake de "Into The Fire" com Pilson nos vocais só confirma o seu talento. O cara canta mesmo. Deveria ter assumido os vocais em mais projetos e até em algumas canções do Dokken. A releitura de "Alone Again" com Sebastian Bach (Skid Row) é o ponto alto do álbum. Além de sua já conhecida extensão vocal, Bach dá um show de feeling em sua performance. O loirão estava inspirado.

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"Mind Control" é um verdadeiro Heavy Metal, com bons riffs e vocalizações mais graves/rasgadas. Boa para bater cabeça e prepara os ouvidos para a versão de "Kiss Of Death" com Tim "Ripper" Owens. A canção, que já era uma paulada, fica ainda mais pesada com o ex-vocalista do Judas Priest e do Iced Earth. O fechamento fica por conta de "Jesus Train", que flerta com o Blues de forma excelente e é o maior destaque das inéditas, e "Access Denied", um Heavy Metal meio moderno, mas com performance instrumental irretocável. Brian Tichy mostra aqui que representou "Wild" Mick Brown (o legendário baterista tocou apenas nas covers) a altura.

O saldo final de Slave To The Empire é positivo. Há alguns momentos mais alternativos que podem não agradar, mas nada que comprometa. Não deve ser o disco do ano, principalmente pela quantidade de releituras de clássicos do Dokken, mas trata-se de um ótimo material. Na minha opinião, os renegados George Lynch e Jeff Pilson estão muito melhores que o desafeto Don Dokken.

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Jeff Pilson (vocal, baixo)
George Lynch (guitarra, violão)
"Wild" Mick Brown (bateria em 3, 4, 7, 8 e 10)
Brian Tichy (bateria em 1, 2, 5, 6, 9, 11 e 12)

Músicos adicionais:
Tim "Ripper" Owens (vocal em 10)
Doug Pinnick (vocal em 3)
Sebastian Bach (vocal em 8)
Robert Mason (vocal em 4)

01. Slave To The Empire
02. Sweet Unknown
03. Tooth And Nail (feat. Doug Pinnick)
04. It's Not Love (feat. Robert Mason)
05. Rhythm Of The Soul
06. When Eagles Die
07. Into The Fire (Jeff Pilson)
08. Alone Again (feat. Sebastian Bach)
09. Mind Control
10. Kiss Of Death (feat. Tim "Ripper" Owens)
11. Jesus Train
12. Access Denied

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

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