"Birth Of Malice" mantém Destruction como um dos grupos de thrash mais importantes do mundo
Resenha - Birth Of Malice - Destruction
Por Mário Pescada
Postado em 15 de junho de 2025
Nota: 8 ![]()
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Já se passaram mais de 40 anos gravando, lançando discos, excursionando pelo mundo e o Destruction mostra em seu 16º disco, "Birth Of Malice" (2025), que não é um grupo que está na ativa arrastando um passado, mas sim que ainda tem o que acrescentar.
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Produzido pela dupla Schmier/Randy Black e contando com a contribuição profissional de V.O. Pulver, produtor que vem trabalhando com a banda desde 2003, o disco entrega aquilo que os fãs do grupo alemão esperam que ele faça: música rápida, pesada e agressiva. Quem viu a recente performance do grupo por aqui no Bangers Open Air pôde ver que a banda continua brutal (pena que das músicas novas, apenas "Destruction", uma ode a própria banda, com vídeo clip filmado na capital paulista, foi executada).
Alternando entre momentos de pancadaria de um thrash metal impiedoso e faixas com mais groove, o Destruction fez uma opção acertada a meu ver, já que, do contrário, os 50 minutos de duração de "Birth Of Malice" (2025) correriam o risco de cair na mesmice.
Do lado pancadaria, destaques para "No Kings - No Masters", uma paulada do começo ao fim que ataca em sua letra todas as formas de opressão/domínio por autoridades; "Dealer Of Death", meu ponto alto do disco, faixa muito bem construída que cita a gigante alemã Basf, empresa do ramo químico que colaborou para as atrocidades de Auschwitz e "Greed", uma provável direta para alguém do ramo.
Já do lado groove, mas sem deixar de pesar a mão, "Cyber Warfare" é uma boa pedida, assim como "Scumbag Human Race", um bom título para cantar junto com a banda durante seu refrão.
No meio disso tudo, temos o cover de "Fast As A Shark", faixa lançada pelo conterrâneo Accept no essencial "Restless And Wild", em 1982. Mantiveram a introdução original, mas deram uma pisada no acelerador.

A bonita e viva capa é assinada pelo parceiro de longa data Gyula Havancsák, que desde "Inventor Of Evil" (2005) cria artes para a banda, além de ter trabalhos seus para Accept, Grave Digger, Stratovarius, Annihilator, Burning Witches e muitos outros.
"Birth Of Malice" (2024) mantém o veterano Destruction como um dos grupos de thrash metal mais importantes não só da Alemanha, mas do mundo. Lançado no Brasil pela Shinigami Records, responsável por outros lançamentos da banda por aqui, em parceria com a Napalm Records, está disponível em duas versões: CD acrílico ou digifile (painéis).
Formação:
Schmier: vocais, baixo
Damir Eskić: guitarra, backing vocals
Martin Furia: guitarra, backing vocals
Randy Black: bateria
Faixas:
01 Birth Of Malice (intro)
02 Destruction
03 Cyber Warfare
04 No Kings - No Masters
05 Scumbag Human Race
06 God Of Gore
07 A.N.G.S.T.
08 Dealer Of Death
09 Evil Never Sleeps
10 Chains Of Sorrow
11 Greed
12 Fast As A Shark (Accept cover)
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