Flying Colors: O Supergrupo com Mike Portnoy e Neal Morse
Resenha - Flying Colors - Flying Colors
Por Doctor Robert
Postado em 02 de março de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Quando se ouve falar na união de músicos extremamente bem conhecidos e conceituados para a formação de um novo grupo, a primeira coisa que sempre surge à cabeça dos fãs com certeza é: "Como será que isso vai soar?". Fica sempre a expectativa de que os artistas ou irão trazer consigo a sonoridade que sempre os acompanhou nas bandas em que se destacaram e jogar em um caldeirão para ver o que sai, ou então de que irão se arriscar em fazer algo totalmente diferente. O resultado pode agradar bastante a alguns, mas também pode ser execrado por tantos outros - basta lembrar de 30 anos atrás, quando o Asia surgiu, formado por medalhões do rock progressivo, oriundos de grupos como Yes, King Crimson, Emerson, Lake and Palmer, e o choque ao ouvir um som totalmente calcado no pop radiofônico.
Pois bem, e então chegamos ao Flying Colors, mais um entre os vários supergrupos que surgem a cada ano no mundo do rock. E embora seu trabalho de estreia só tenha sido finalizado agora em 2012, a formação do grupo remonta a quatro anos atrás, quando o produtor Bill Evans sugeriu aos envolvidos a reunião de suas forças para tal empreitada.
O elenco escolhido por ele dispensa apresentações: Mike Portnoy é o responsável pela bateria, Steve Morse e seu fiel escudeiro Dave LaRue tomam conta das cordas, Neal Morse (nenhum parentesco com Steve), velho amigo e parceiro de Portnoy, pilota os teclados. Para produzir o trabalho, Evans nomeou o experientíssimo Peter Collins, cujo currículo ao lado de nomes como Rush e Queensryche já é o suficiente para demonstrar sua importância. Faltava então alguém para assumir os vocais, quando por sugestão de Portnoy foi recrutado Casey McPherson, texano que teve sucesso com o álbum "New Morning" de seu grupo Alpha Rev, alcançando o Top 5 da Billboard em 2010.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Logo na faixa de abertura, "Blue Ocean", já temos uma noção boa do que está por vir ao longo do disco: o quinteto resolveu investir em uma sonoridade que flerta abertamente com um pop mais acessível, porém sem deixar de lado a qualidade dos arranjos que levam a assinatura dos envolvidos em todos os trabalhos que fazem, chegando em alguns momentos a lembrar Eric Johnson (influência confessa de Steve Morse - embora não se possa dizer que Eric Johnson seja pop). Já na segunda música, "Shoulda Coulda Woulda", somos apresentados a uma veia mais rocker, naquela que talvez seja a música mais pesada do álbum - mas não espere nenhum heavy metal para bater a cabeça.
O primeiro grande destaque do play é a terceira faixa, "Kayla", uma bela balada que poderia muito bem virar hit nas rádios em outros tempos. Belas melodias e arranjos de muito bom gosto. Outro grande momento é "Forever In a Daze", com uma passagem interessante antes do solo, onde Dave LaRue mostrando um pouco do que é capaz nos slaps. Vale ouvir cuidadosamente também "Love Is What I’m Waiting For", totalmente Beatles. Para quem gosta de rock progressivo, pode-se ouvir claramente um pouco deste em vários trechos de Everything Changes (embora o refrão lembre mais Coldplay) e na faixa de encerramento, "Infinite Fire" (não por acaso, a mais longa). E Mike Portnoy assume o microfone principal em "Fool In My Heart".
Fica claro então que os envolvidos resolveram deixar aflorar suas maiores influências, aliando a isso seus toques pessoais e característicos. Não espere um novo Black Country Communion, não é essa a proposta do grupo. E nem algo muito pesado – embora Portnoy tenha ultimamente se aprofundado bastante nesta verve em outros trabalhos, como o Adrenaline Mob. O que temos aqui é um disco para se ouvir sem preconceitos, um conjunto de canções agradáveis e muito bem trabalhadas.
Com lançamento oficial agendado para março, "Flying Colors" é uma surpresa muito agradável e sério candidato a melhor disco do ano. Não deixe de conferir.
Flying Colors (2012 - Music Theories Recordings)
01 : Blue Ocean (7:05)
02 : Shoulda Coulda Woulda (4:32)
03 : Kayla (5:20)
04 : The Storm (4:53)
05 : Forever in a Daze (3:56)
06 : Love is What I’m Waiting For (3:36)
07 : Everything Changes (6:55)
08 : Better Than Walking Away (4:57)
09 : All Falls Down (3:22)
10 : Fool in My Heart (3:48)
11 : Infinite Fire (12:02)
* Casey McPherson – vocais, guitarra, teclado
* Steve Morse – guitarra e violão
* Dave LaRue – baixo
* Neal Morse – teclados, vocais
* Mike Portnoy – bateria, percussão, vocais
Site Oficial:
http://www.flyingcolorsmusic.com
Outras resenhas de Flying Colors - Flying Colors
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Masters of Voices reúne quatro gerações do rock e heavy metal na América do Sul e no Brasil
Live anuncia dois shows no Brasil para o mês de setembro
Os cinco maiores álbuns da história do rock progressivo
Tuomas Holopainen não gostou do primeiro disco que comprou na vida
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
A melhor música de prog metal lançada a cada ano, de 1985 até 2025
A música do Pink Floyd que Roger Waters detestou e David Gilmour transformou num clássico
Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
Os 10 maiores baixistas de todos os tempos, segundo a Rolling Stone
A música de 2000 que Brian Johnson considera uma das melhores do AC/DC: "Me arrepia"
Geoff Tate não considerou chamar outros ex-Queensryche para "Operation: Mindcrime III"
Fugindo do óbvio: 5 artistas fora do radar para quem cansou da mesmice
Assista o trailer de "Frampton", documentário sobre a vida e obra de Peter Framtpon
Steve Harris aponta a música ideal para apresentar o Iron Maiden a quem nunca ouviu a banda
LA Weekly: as 20 piores bandas de todos os tempos
O artista brasileiro que Humberto Gessinger tatuaria o rosto, de tão fã que é
A música de Raul Seixas que critica a seleção brasileira e o futebol


Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
