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O vocalista que o Black Sabbath deveria evitar, de acordo com Ozzy Osbourne

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Postado em 22 de dezembro de 2025

O Black Sabbath nunca foi um lugar para "música de levantar astral". A banda apareceu com uma sonoridade pesada e um clima que não pedia licença, e isso fazia parte do pacote desde o começo: não era só distorção, era uma identidade. O curioso é que, mesmo dentro desse universo, o grupo sempre teve momentos mais calmos. Dá para achar faixa atmosférica, dá para achar balada, dá para achar melodia.

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Foto: Divulgação
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Só que o "mais calmo" do Sabbath ainda vinha com um jeito esquisito, meio fora de eixo, como se a banda não conseguisse (ou não quisesse) parecer normal por muito tempo. E essa mistura funcionou num nível que, olhando hoje, ainda parece improvável: "Paranoid" chegou ao topo da parada de álbuns no Reino Unido em 1970, num período em que o mercado também tinha espaço para um pop/rock bem mais comportado, como Simon & Garfunkel.

Em 1972, Ozzy Osbourne explicou essa fronteira do jeito dele, sem romantizar: "Eu gostaria de fazer coisas mais leves... mas quando eu estou com o Black Sabbath, eu sou a quarta parte de um quebra-cabeça. A gente não conseguiria fazer um negócio tipo Elton John... simplesmente não funcionaria. É como se fosse o Elton John ficando pesado. A gente só grava o que a gente sente que vale a pena gravar. Se for um álbum mais suave... azar."

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A fala, reproduzida pela Far Out, é interessante porque não é "Sabbath odeia melodia". É o contrário: ele está descrevendo o que acontece quando quatro pessoas têm uma assinatura tão marcada que o resultado final vira outra coisa, mesmo quando tentam ir para um lado mais leve. Também serve para entender por que o Sabbath, naquela fase, não tinha muito interesse em "amaciar" som para agradar rádio ou tendência. Se saísse um disco mais suave, saía e pronto. A prioridade era gravar o que a banda achava que valia a pena gravar.

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Engraçado é que o tempo adora cobrar essas frases. Ozzy manteve a cabeça de que o Sabbath precisava soar pesado, mas, fora da banda, ele acabou expandindo bem mais o cardápio - inclusive colaborando com o próprio Elton John décadas depois.

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Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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