"Opus Mortis", do Outlaw, é um dos melhores discos de black metal lançados este ano
Resenha - Opus Mortis - Outlaw
Por Mário Pescada
Postado em 14 de dezembro de 2025
Nota: 9 ![]()
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Um disco cuja primeira frase "Stare into the abyss, and you will become its part" faz referência direta a Nietzsche ("Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você"), já arriscava, mas prometia entregar muito. O que era expectativa em pouco segundos de audição virou realidade e daí já não havia dúvidas: "Opus Mortis" (2025), novo disco do Outlaw lançado pela gravadora alemã AOP Records, é um dos melhores discos de black metal lançados este ano.

O instrumental é impiedoso: com exceção de uma parte ou outra, o que prevalece é uma bateria insana, bem destacada na gravação e riffs afiados de guitarra, méritos da produção de Tore Stjerna, produtor com uma longa ficha de discos de black/death metal e que mais uma vez, assina outro ótimo trabalho.
Fãs de Dissection, Watain e Necrophobic precisam dar uma conferida em "Opus Mortis" (2025), um trabalho muito bem construído, convergindo brutalidade com passagens mais melancólicas/espaciais criadas por sintetizadores, criando todo um clima especial as músicas. De ponta a ponta, um disco muito bom, mas destacam-se "The Crimson Rose", que conta com Jelle Soolsma (Dödsrit, ex-Nuclear Devastation) traz um trabalho de guitarra e solo muito bom; "A Million Midnights", com Lucas Veles (Blasphemaniac), tem um ar mais dramáticos e uma crescente intensa e "A Subtle Intimation", com seu ritmo mais "lento" e com mais passagens.
Difícil mesmo é situar a qual país o grupo pertenceria hoje: formado em São Paulo em 2015, parte dos seus integrantes migraram para a Alemanha. Após saídas e chegadas, hoje o Outlaw seria uma dupla formada pelo brasileiro D. (Daniel Souza) e o finlandês T. (Tommi Tuhkala), já que ao que tudo indica, A. (Amilcar Rizk) não faz mais parte do grupo.
Sendo um trio ou dupla, fato é que o Outlaw entrega em "Opus Mortis" (2025) um black metal feroz, intenso e com letras muito boas que abordam pós-morte, existencialismo, mundos paralelos, e outros assuntos não terrenos.
O grupo tocaria junto com o Groza na Colômbia, México e Brasil em novembro, mas na véspera do embarque, devido a problemas de saúde do baterista T., tiveram que cancelar sua participação na turnê. Uma pena que não foi dessa vez, mas agora fica outra expectativa: vê-los ao vivo e presenciar todo esse peso/atmosfera assim que possível, algo que pode ocorrer já em 2026.
Formação:
D.: vocais, guitarra, baixo
T.: bateria, sintetizadores, piano
Faixas:
01 Blaze Of Dissolution feat. Jelle Soolsma
02 Through The Infinite Darknes
03 The Crimson Rose feat. Jelle Soolsma
04 A Million Midnights feat. Lucas Veles
05 Those Who Breathe Fire feat. Georgios Maxouris
06 A Subtle Intimation
07 Ruins Of Existence
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