Flying Colors: Supergrupo produziu um trabalho impecável
Resenha - Flying Colors - Flying Colors
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 25 de março de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Quando surge um novo supergrupo, a expectativa gerada entre os fãs e os críticos é grande: é mais uma banda onde cada integrante demonstra suas habilidades indiscriminadamente sem um propósito claro, ou um conjunto no qual a "química" realmente aconteceu? Definitivamente, o FLYING COLORS se enquadra na segunda categoria.
Não que o álbum de estreia do grupo, autointitulado, trate-se de uma obra prima do rock contemporâneo, longe disso. Mas é provavelmente um dos trabalhos mais bem feitos dos integrantes que formam o grupo. Cada um deles parece estar tocando bem à vontade, como se a banda já existisse há anos e os membros fossem companheiros de longa data. No caso de MIKE PORTNOY (bateria, vocais) & NEAL MORSE (teclados, vocais) e STEVE MORSE (guitarras) & DAVE LARUE (baixo), isso não deixa de ser verdade, já que eles trabalharam juntos no TRANSATLANTIC e no DIXIE DREGS, respectivamente. O quinteto é fechado com o vocalista/guitarrista CASEY MCPHERSON.
Não cabe aqui fazer comparações com os projetos antigos ou paralelos dos membros da banda. O que é possível se afirmar com segurança é que cada músico está muito bem fazendo o que faz. MIKE não está distribuindo pancadas arrepiantes em sua bateria como fazia no DREAM THEATER, mas a suavização que trouxe às suas linhas caíram como uma luva no grupo. DAVE e STEVE trouxeram riffs bem interessantes no baixo e na guitarra, que transportam o ouvinte automaticamente para algumas décadas atrás, quando o rock estava no seu auge. NEAL completa a sonoridade com seus arranjos únicos, além dos vocais, feitos por ele e por CASEY, um músico praticamente desconhecido se comparado aos outros quatro, mas nem por isso menos capaz. Se ele precisava de um momento para alavancar sua carreira, este momento chegou, e ele soube aproveitá-lo.
É difícil descrever o que o quinteto produziu com "Flying Colors", mas basta dizer que é um trabalho impecável. Há espaço para músicas leves ("Blue Ocean", "Better Than Walking Away"), pesadas ("Shoulda, Coulda, Woulda", "All Falls Down") e melódicas ("Kayla", "Everything Changes"). Mas em nenhum momento o álbum parece perder a conexão que existe entre suas faixas, o que faz da sua sonoridade algo diverso, e, ao mesmo tempo, constante. Todos os elementos acabam convergindo em uma mistura na faixa épica "Infinite Fire", de 12 minutos, que fecha a obra.
"Flying Colors" é um ótimo começo para uma banda nova, o que se deve, é claro, à vasta experiência de cada um dos músicos envolvidos, apesar de isto não ser garantia para um bom álbum. Se as agendas dos músicos permitirem, o Flying Colors tem grandes chances de render uma banda "séria", que produza mais álbuns e turnês, em vez de empacar no primeiro ou segundo disco, como acontece com muitos supergrupos.
O Flying Colors ainda não tem vídeos promocionais nem registros de performances ao vivo, mas você pode conferir algumas cenas das gravações do álbum com algumas faixas ao fundo neste vídeo:
"Blue Ocean" - 7:05
"Shoulda Coulda Woulda" - 4:32
"Kayla" - 5:20
"The Storm" - 4:53
"Forever in a Daze" - 3:56
"Love is What I'm Waiting For" - 3:36
"Everything Changes" - 6:55
"Better Than Walking Away" - 4:57
"All Falls Down" - 3:22
"Fool in My Heart" - 3:48
"Infinite Fire" - 12:02
Outras resenhas de Flying Colors - Flying Colors
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Crypta oficializa Victoria Villarreal como sua nova guitarrista
Astros do rock e do metal unem forças em álbum tributo ao Rainbow
Com 96 atrações, Sweden Rock Festival fecha cast para edição 2026
Entidade de caridade britânica rompe relações com Sharon Osbourne
O artefato antigo que voltou à moda, enfrenta a IA e convenceu Andreas a lançar um disco
A música do Iron Maiden que é a preferida de Mikael Akerfeldt, vocalista do Opeth
A sincera opinião de Ozzy sobre George Harrison e Ringo Starr: "Vamos ser honestos?"
Com quase 200 atrações, Summer Breeze fecha cast para edição 2026
O guitarrista vetado na banda de Suzi Quatro que três anos depois vendeu 10 milhões de discos
7 músicas de metal lançadas em 2000 que estavam à frente do seu tempo, segundo a Louder
System of a Down emplaca terceira música no "Clube do Bilhão" do Spotify
Os músicos que, segundo Mick Jagger, sempre odiaram o rock dos Rolling Stones
O clássico que o Rainbow nunca tocou ao vivo porque Ritchie Blackmore esqueceu o riff
A música que deixou seu autor constrangido e se tornou um grande hit dos anos 90
Festival Somos Rock é adiado uma semana antes da realização

"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme


