Rock in Rio: uma grande festa com mil coisas acontecendo ao mesmo tempo

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Por Igor Soares
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Esta foi minha quarta vez no festival de Roberto Medina, dessa vez para três longos e cansativos dias, em uma experiência muito diferente das anteriores, quando sempre comparecia para um único dia de shows. Tentei ver o máximo de apresentações que fosse possível, mas além de estar atento a tudo que acontecia nos palcos, agora com mais tempo, observei bastante o que acontecia ao meu redor, fotografei quase tudo e isso me fez perceber essa edição de uma forma bem diferente das outras.

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O público quer festa e isso é o Rock in Rio: uma grande festa, com parque de diversões, jogos eletrônicos e algumas bandas (bem grandes) tocando. Para a grande e esmagadora maioria do público, pouco importa se sua banda favorita está no palco, as pessoas estão ali pra se divertir, seja nos brinquedos, assistindo uma banda clássica que nunca veio ao Brasil, ou uma banda cover que toca sucessos no stand de um dos patrocinadores do evento.

Ok, mas vamos falar dos shows que assisti. No meu primeiro dia, a quinta-feira 21, cheguei ao som de Ana Canãs e Hyldon, que embalaram o início de tarde com uma agradável soul music, ao lado do guitarrista do Ira!, Edgard Scandurra. Bom show, mas sem grandes emoções.

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Os garotos do Tyler Bryant & The Shakedown vieram depois e aí sim, fizeram uma apresentação cheia de energia, com fortes influências de blues, empolgando de verdade o público, que certamente saiu do show com vontade de conhecer mais sobre essa jovem banda. Na sequência, foi a vez de Alison Mosshart tomar conta do palco com o The Kills, que apesar de não ter empolgado a plateia, fez um show excelente.

No palco mundo, vi os brasilienses do Scalene demarcarem de vez seu lugar entre os grandes do cenário nacional. Intercalando sons mais pesados e baladas cantadas em coro pelo público, a banda deixou claro que daqui pra frente será figurinha fácil nos festivais.

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De volta ao palco sunset, Alice Cooper foi simplesmente espetacular e literalmente incendiou a Cidade do Rock com as participações de Arthur Brown e Joe Perry. Os figurinos e toda a encenação foram um show à parte, com destaque também para os músicos de sua banda, especialmente a bela guitarrista Nita Strauss. Showzaço!

De volta ao palco mundo, fiquei me perguntando: o que diabos o Fall Out Boy está fazendo aqui? Beleza, hora de descansar. Só não imaginei que iria passar dois shows descansando, pois o Def Leppard também não correspondeu às expectativas e meio que desanimou boa parte do público, que preferiu guardar energias para a atração principal da noite.

Já o Aerosmith sim, fez valer a noite! Tyler estava em ótima forma e a banda melhor ainda. Um show pra guardar na memória, empolgante do início ao fim e com um desfile de clássicos no setlist, para velhos e novos fãs.

Pulei a sexta-feira do Bon Jovi e voltei pra Cidade do Rock no sábado, dia 23, já bem tarde, queria ver apenas os dois headliners da noite. Antes, deu tempo de conferir a Rock Street, com seu muro e calçada da fama, restaurantes e pequenos shows. Foi lá que caiu a ficha, enquanto uma multidão esperava o show do Incubus no palco mundo, outras milhares de pessoas se divertiam em atrações alternativas. Ali ninguém reclama do line-up do Rock in Rio e acho que é pra essas pessoas que o festival realmente acontece. Passei algum tempo refletindo sobre aquilo enquanto bebia cerveja e comia um "espetinho gourmet", mas nem viajei muito, pois quando resolvi voltar pro meio da multidão, eis que me aparecem Andreas Kisser e seu filho Yohan com uma banda cover tocando clássicos do Metal. E foi do caralho o show do Kisser Clan! Tá vendo? Preferi uma banda cover ao show do palco principal.

Tava divertido, mas era hora de correr pra ver de perto uma das bandas mais esperadas do festival. E podem reclamar à vontade, mas tem coisas que só o Rock in Rio faz por você. Ver The Who naquele palco, com aquela estrutura de som e luz, foi mágico! Quem esperou a vida toda por esse show, cantou a plenos pulmões todas as letras e se emocionou bastante. Quem não conhecia, com certeza saiu de lá com vontade de comprar uma camiseta, ouvir toda a discografia e dizer pra todo mundo que aquela era sua nova banda favorita. Mais um show lendário na conta do Medina.

Um intervalo rápido (muito rápido) e lá estava o gigante Guns n' Roses! Slash e Duff em excelente forma, um repertório cheio de clássicos e nosso amado e odiado Axl Rose apenas sendo ele mesmo. Ok, ele não cantou bem e isso pode até ser chato pra quem assistiu na TV, mas na frente do palco, meus amigos, continua sensacional e me fez pular e gritar como se ainda fossem os anos 90. Foram mais de 3 horas? Nem percebi.

Quem já foi ao Rock in Rio, sabe que o evento é muito cansativo, começa cedo e termina muito tarde, principalmente se tiver o Guns n' Roses. Mas vamos lá, eu ainda tinha que conferir o último dia de shows no domingo, 24.

Perdi o show do Ego Kill Talent e peguei apenas o finalzinho do Doctor Pheabes, que agitou a galera em "Garota de Berlim" com o Supla. Ao término do show, resolvi pegar um caminho diferente dos dias anteriores e pra minha felicidade, dei de cara com o Raimundos em um show surpresa no stand do Itaú. E que show meus amigos, a banda apareceu como um trio, com Digão, Canisso e Fred na bateria, tocando os maiores clássicos da carreira da banda. Uma porrada atrás da outra!

Nunca tinha ouvido o Republica e gostei muito do show deles no Palco Sunset. Precisos, pesados na medida certa e com uma excelente presença de palco. Os caras fizeram um show impecável. É bom ficar de olho nessa banda, acho que ainda vamos ouvir bastante o nome deles. Logo depois foi a vez do Capital Inicial no Palco Mundo, com o show de sempre e as músicas de sempre.

No Sunset chega a hora do tão esperado show do Sepultura, e em se tratando de Rock in Rio, se tem uma coisa que você nunca espera dessa banda é o mesmo show de sempre. Sem medo de arriscar, a banda se reinventa a cada edição do festival e mais uma vez acertou em cheio convidando a Família Lima, em mais um show daqueles de entrar pra história da Cidade do Rock.

Falta pouco pra acabar o festival e no Palco Mundo agora é a vez do The Offspring, que mais uma vez ligou o botão da máquina do tempo e nos levou de volta aos anos 90. E se você tem mais de 30 anos, se acostume meu amigo, pois as bandas da sua adolescência já podem ser chamadas de clássicas. Foi impressionante perceber como a molecada de hoje sabia as todas as letras na ponta da língua. Chegando ao fim do festival, escolhi descansar um pouco e não vi o show do 30 Seconds to Mars. Perdi algo?

Poucas bandas conseguem ter a popularidade do Red Hot Chili Peppers, todo mundo gosta do som desses caras, e por isso mesmo eles foram a banda certa para encerrar mais uma edição do festival. Fizeram o melhor show do fim de semana, com o melhor setlist, o melhor som e tiveram a melhor resposta do público em mais um daqueles shows onde todo mundo canta junto, todas as músicas. Foi realmente pra fechar com chave de ouro. Pode explodir os fogos Rock in Rio, que foi foda!

Comente: E você, no fim das contas, o que achou do festival?




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Sobre Igor Soares

Brasiliense de nascimento e piauiense de coração, Igor é Geógrafo e Desenvolvedor Web. Acessa o Whiplash.Net desde os primórdios e o Iron Maiden, sua banda favorita, é uma das razões dele ter se tornado colaborador do site.

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