Os 11 melhores álbuns de progressivo psicodélico da história, segundo a Loudwire
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de novembro de 2025
O rock psicodélico nasceu nos anos 1960 como uma expansão natural da contracultura - mais livre, mais colorido, mais viajante. E foi justamente dessa expansão que surgiriam novas ramificações sonoras, entre elas o rock progressivo, que transformaria viagens cósmicas em longas suítes, improvisos ousados e discos conceituais. Ao unir essas duas vertentes, algumas bandas criaram obras que continuam influenciando músicos, produtores e ouvintes meio século depois.
Para organizar esse vasto universo de experimentações, o jornalista Jordan Blum, da Loudwire, classificou aqueles que considera os 11 maiores discos de prog psicodélico de todos os tempos. Como ele explica logo na introdução de seu artigo, "as bandas buscavam simular e complementar a estética, as atitudes e as experiências alucinógenas da subcultura psicodélica", algo que, ao se misturar com o virtuosismo progressivo, abriu as portas para obras realmente únicas.
Melhores e Maiores - Mais Listas

Os melhores álbuns de rock progressivo
Blum também lembra que grupos como The Byrds, Jefferson Airplane, Love, 13th Floor Elevators e os próprios Beatles ajudaram a definir o terreno. Já Pink Floyd, Vanilla Fudge e The Moody Blues, segundo o autor, "serviram como os primeiros atos a realmente cruzar o psicodélico com o progressivo". A lista cobre discos dos anos 1970 até produções modernas, incluindo bandas gigantes, nomes cult e artistas contemporâneos que expandiram o legado.
A seguir, destacamos os principais comentários de Jordan Blum sobre cada uma das escolhas - preservando suas observações e trechos essenciais do texto original publicado pela Loudwire.
11) Hawkwind – Warrior on the Edge of Time (1975)
Blum descreve o disco como "o auge da variedade vocal, da composição provocativa e da instrumentação alucinante" da banda. Com Lemmy ainda no baixo, o álbum traz sintetizadores exuberantes, Mellotron, metais e narrações que transformam o trabalho em uma jornada fantástica inspirada na mitologia de Michael Moorcock.
10) Knifeworld – Bottled Out of Eden (2016)
O jornalista afirma que o disco é "particularmente caloroso e agradável", destacando a abertura "High Aflame", que ele chama de "uma das faixas mais divertidas e elaboradas" do conjunto. Para Blum, a banda equilibra maluquice e sensibilidade de forma irresistível.
9) Hypnos 69 – Legacy (2010)
Considerado "o trabalho mais pesado da lista", Legacy é definido como a síntese perfeita do estilo da banda belga. Blum diz que os épicos de quase 20 minutos são "bestas corajosas, complexas e imaginativas", mesclando Pink Floyd, King Crimson, Black Sabbath e até elementos de Canterbury.
8) The Mars Volta – Amputechture (2006)
Aqui, Blum afirma que o disco é o trabalho "mais cósmico, caótico e bem-humorado" da banda dentro do recorte psicodélico-progressivo. Ele também destaca a participação de John Frusciante e afirma que "nenhum outro álbum do Mars Volta se empresta tão bem a fechar os olhos e flutuar".
7) Amplifier – The Octopus (2011)
O autor define o álbum duplo de duas horas como "a ilustração definitiva de suas muralhas sonoras sedutoras e experimentações astronômicas". Para Blum, mesmo seus desvios mais obscuros "levam o ouvinte a lugares ousados antes de devolvê-lo à realidade".
6) Nektar – A Tab in the Ocean (1972)
Apesar de subestimada, a banda aparece em posição alta na lista. Blum escreve que a faixa-título, com 17 minutos, "rotineiramente contrapõe o fanfarra sinfônica de ELP e Yes a momentos suaves e harmoniosos". Um dos discos mais curtos e fáceis de revisitar, segundo ele.
5) Eloy – Ocean (1977)
Blum afirma que há algo "especial e quase indescritível no prog/space rock alemão dos anos 70", e que Ocean é o ápice disso. Ele destaca os vocais de Frank Bornemann e descreve o fechamento - com título quilométrico - como "uma viagem a um lugar mítico de milênios atrás".
4) Phideaux – Doomsday Afternoon (2007)
O jornalista diz que o álbum representa o psicodélico "tanto musical quanto tematicamente", explorando ambientalismo e distopias orwellianas. Para Blum, é "a hora mais deslumbrante da banda", com harmonias belíssimas e melodias pastorais que escondem um subtexto de tragédia.
3) King Gizzard & The Lizard Wizard – Polygondwanaland (2017)
A banda australiana aparece como o híbrido mais puro do ranking. Blum descreve "Crumbling Castle" como "um mergulho magnífico em extravagância mística", e compara o disco a algo que surgiria "se Hunter S. Thompson colaborasse com um exército de multi-instrumentistas chapados".
2) The Moody Blues – Days of Future Passed (1967)
Considerado o primeiro trabalho realmente psicodélico/progressivo da banda, o álbum é descrito como "um avanço conceitual e composicional que pavimentou o caminho para o prog dos anos 70". Blum ressalta ainda que o disco termina com "uma das maiores canções de todos os tempos, 'Nights in White Satin'".
1) Pink Floyd – The Dark Side of the Moon (1973)
Indiscutível, segundo o autor. Blum escreve que o álbum é "perfeição absoluta", e reforça que sua abordagem filosófica - sobre tempo, propósito, solidão e loucura - o torna mais sombrio que seus predecessores. Ele elogia a performance de David Gilmour e chama "The Great Gig in the Sky" de "a maior personificação do desespero existencial já registrada em vinil". Como resume o jornalista, "Pink Floyd alcançou a perfeição com The Dark Side of the Moon". E, nesse ponto, é difícil discordar.
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