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The Prime Movers

Por Márcio Ribeiro
Em 14/07/02

Umas das bandas que infelizmente nunca teve um registro dignamente lançado e portanto acabaram esquecidos pelo tempo foi The Prime Movers. Naturais de Ann Arbor, continuariam durante o decurso da década fazendo uma cativante mistura de blues, gospel e soul que atrairam a atenção de gente como Paul Butterfield e Mike Bloomfield. Na carreira, só ficou faltando o investimento de uma gravadora.

Quando o Butterfield Blues Band tocou pela primeira vez em Ann Arbor, cidade localizada no estado americano de Michigan, acabou germinando em alguns garotos brancos o interesse de tentar tocar blues seriamente. O ano era 1965, e precisou o exemplo do Paul Butterfield para provar que brancos podiam fazer blues de qualidade.

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Nascia no verão de 1965 a banda The Prime Movers. A formação inicial contava com os irmãos Michael e Daniel Erlewine, Michael cuidando da guitarra rítmica e gaita, enquanto Daniel assumia a guitarra solo, ambos fazendo vocais; Robert Sheff nos teclados; Robert Vinopal no baixo; e Spider Winn na bateria.

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Michael e Daneil Erlewine, as cabeças pensantes da banda, sempre demonstraram um grande amor e entendimento sobre o blues. Outro membro de grande importância foi Robert Sheff, que era um músico com treinamento clássico, tendo já apresentado peças de compositores chamados clássico-modernos, gente como Bob Ashley, Gordon Mumma e John Cage.

Enquanto a maioria dos grupos da região eram de rock 'n' roll sujo, esta era a única banda branca que tocava exclusivamente blues. Com o nome Prime Movers escrito na lateral da Van que os levava de cidade em cidade, muitas vezes foram confundidos com uma firma de mudanças. O compromisso de seus integrantes era tanto que, para facilitar ensaios, todos passaram a morar juntos em uma casa alugada.

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Apesar de continuar sem nenhum contrato de gravadora, tornaram-se durante o percurso do ano, bastante populares no circuito universitário e cafeterias da região. Viopal acaba deixando o grupo em 1966, sendo substituído por Jack Dawson. Depois foi a vez de Winn deixar o grupo. Em seu lugar ingressa um dos melhores bateristas de Ann Arbor na época, James Osterberg, conhecido pelos colegas por Jim O. Ex-baterista de uma banda chamada The Iguanas, o pessoal dos Prime Movers passaram a chamá-lo de Iguana, depois simplificado para Iggy.

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Iggy, que depois tornaria-se Iggy Pop, tinha então 18 anos, não fumava nem bebia e era extremamente polido, respeitoso e tímido. Ele viria a se tornar uma das maiores lendas do rock malcriado durante a decada seguinte.

Esta seria a formação considerada clássica dos Prime Movers e a banda rapidamente passaria a ganhar fama e respeito pelas cidades vizinhas, graças a uma boa dose de blues tradicional com pitadas de soul e gospel na mistura. The Prime Movers trabalhavam com um empresário chamado Jeep Holland, que era largamente conhecido graças ao seu trabalho com o principal grupo da região, The Rationals. Holland tentou transformar The Prime Movers em uma banda pop, seguindo um rumo que mais se assemelhava aos Beatles, exatamente como fazia com The Rationals, porém a banda recusou. Por insistir em se manter puro, tocando e representando exclusivamente música enraizada no verdadeiro blues, The Prime Movers viu passar mais do que uma oportunidade para um contrato com uma gravadora. No entanto, seu firme propósito em promover o blues lhe deu extrema credibilidade e eles conseguiram fama equivalente a outras bandas novas da área, como The Amboy Dukes e The MC5.

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Em parte, foi esta seriedade dos Prime Movers que serviu de modelo para The Stooges quando eles começaram em 1967. Ainda em 1966, Ron Asheton, que junto com Iggy formaria The Stooges, pertenceu à formação dos Prime Movers por cerca de duas semanas, enquanto não arrumavam um baixista para substituir Jack Dawson, quando este deixou o grupo. Asheton continuaria a trabalhar com eles como roadie até meados de 1967, quando então passou a se dedicar exclusivamente aos Stooges.

A eterna mutação na formação desta banda continuaria durante toda sua existência, mantendo-se constante apenas os dois irmãos. Segundo suas contas, passariam pelos Prime Movers cerca de trinta e sete músicos diferentes, com a formação inchando mais adiante em sua carreira, haja visto a inclusão de um naipe de metais.

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J.C. Crawford substituiu Iggy Pop após a saída do baterista no final de 1966. The Prime Movers continuaram com uma carreira respeitável montada exclusivamente com base em suas apresentações ao vivo. Se começaram inicialmente tocando em festas universitárias, a partir de 1966 estariam tocando em todas as principais casas noturnas da região de Ann Arbor, Detroit e depois Chicago. O próximo passo foi San Francisco, onde a banda aportou durante o verão de '67, o chamado "Verão do Amor." Com uma importante assistência de Mike Bloomfield, que estava morando na cidade e montando sua nova banda, chamada Electric Flag, conseguiram um lugar para morar e ensaiar ao lado de um helioporto em Sausalito.

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Inicialmente tocando em um restaurante tipo "A Casa das Costeletas", acabaram conseguindo apresentações em casas de prestígio como The Matrix, onde abriram para o Cream. Depois do sucesso deste show seus horizontes na cidade se alargaram e eles passaram a tocar nos melhores lugares, tal como no Straight Theater, Haight "A", e o hoje mundialmente famoso Fillmore West. No entanto, por algum azar, nunca conseguiram transformar a boa recepção do público para com suas apresentações em um contrato com uma gravadora, garantindo a devida liberdade artística.

Houve um convite por parte da Motown que queria transformá-los em uma banda acompanhante para seus artistas, mas a proposta foi prontamente recusada. The Prime Movers chegaram a gravar algum material, embora o numero exato seja ainda incerto. Nada chegou a ser lançado até o momento. Ao retornarem a Ann Arbor, participaram de um número de festivais locais e continuaram com o mesmo sucesso circulando entre as melhores casas de Ann Arbor - Mt. Holly, Daniel's Den, Mother's, Schwaben Inn, the Town Bar, Mr. Flood's Party, the 5th Dimension, e Clint's Club; Detroit - Grande Ballroom, the Chessmate, Wisdom Tooth, e the Living End e Chicago - Mother Blues. Em 1970, os irmãos Erlewine resolvem encerrar a banda, cada um seguindo um caminho diferente.

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Daniel Erlewine se tornaria um respeitado montador de guitarras, concertando e montando guitarras para músicos com fama internacional. Ele se tornaria um colunista dos mais respeitados da revista Guitar Player.

Michael Erlewine chegou a participar do primeiro álbum de Bob Seager tocando gaita na faixa "Ramblin' Gamblin' Man." Ele chegou a passar um ano fazendo o circuito de piano bar até se casar em 1971, quando então abandonou a vida de músico. Em 1977 ele formaria a Matrix Software, a primeira companhia de computadores dos Estados Unidos a criar software para programas lidando com astrologia. Em 1991, fundaria a All Music Guide (www.allmusic.com), que é hoje a maior database sobre música existente. Ele ajudaria a montar o All Movie Guide (www.allmovie.com) e também o All Game Guide (www.allgame.com).

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Ambos os irmãos estão financeiramente bem de vida.


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Sobre Márcio Ribeiro

Nascido no ano do rato. Era o inicio dos anos sessenta e quem tirou jovens como ele do eixo samba e bossa nova foi Roberto Carlos. O nosso Elvis levou o rock nacional à televisão abrindo as portas para um estilo musical estrangeiro em um país ufanista, prepotente e que acabaria tomado por um golpe militar. Com oito anos, já era maluco por Monkees, Beatles, Archies e temas de desenhos animados em geral. Hoje evita açúcar no seu rock embora clássicos sempre sejam clássicos.

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