O único rockstar que Kurt Cobain disse admirar de verdade; "Eu não pedi autógrafo"
Por Bruce William
Postado em 10 de fevereiro de 2026
Kurt Cobain nunca fez muita questão de parecer "misterioso" quando o assunto era influência. Ele citava bandas, discos, riffs, dava contexto, e às vezes até diminuía as próprias músicas como se estivesse só descrevendo o caminho que fez até chegar nelas. Pra quem veio descobrir o Nirvana mais tarde, esse lado acaba aparecendo em vários lugares: listas de discos anotadas, cadernos, lembranças de entrevistas e aquele monte de referência que ele largava pelo caminho.
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No meio disso, tem uma frase que chama atenção pela característica com a qual Kurt descreve a cena. Em 1993, durante a divulgação do "In Utero", Cobain lembrou de um encontro com Iggy Pop e colocou o cara num pedestal raro pra ele: "Eu conheci o Iggy Pop, antes de a gente ser rock stars." E completou: "O Iggy Pop é praticamente a única pessoa que eu conheci que eu realmente, realmente admiro."

A conversa, destacada pela Far Out era com a VJ e jornalista Erica Ehm, e ele situou a lembrança no Edgewater Inn, em Seattle. A pergunta óbvia veio em seguida: o encontro correspondeu ao que ele imaginava? Cobain respondeu sem hesitar: "Sim, foi uma empolgação enorme, ele foi ótimo."
O detalhe mais humano (e mais revelador) aparece logo depois. Cobain disse que não pediu autógrafo e tentou se controlar pra não virar "o fã chato" em cima do cara: "Eu não pedi autógrafo. Eu tentei não incomodar ele do jeito que eu achava que eu poderia ser incomodado..."
Isso diz muito sobre a cabeça dele naquela fase. Ao mesmo tempo em que o Nirvana já tinha virado um troço gigantesco, Cobain ainda pensava como alguém que veio do underground e sabia como é quando a curiosidade dos outros vira invasão. Então, quando encontra alguém que ele admira, ele tenta fazer o caminho inverso: respeitar o espaço.
Pra fechar o quadro, o mesmo período também é o das listas e anotações que ajudaram muita gente a cavar punk e alternativo por conta própria. Cobain tinha uma "Top 50 Albums" e, segundo o texto da Far Out, ele colocou "Raw Power" (The Stooges, 1973) bem no topo. A ligação fica meio automática: ele admira o cara, e o disco do grupo do cara é "o primeiro da lista". Faz todo o sentido.
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