Eu Sou O Maior!

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Por Márcio Ribeiro
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Tem que ser muito seguro e um tanto quanto pretensioso para poder dar uma declaração dessas. No entanto, a frase é título de uma canção, composição de ninguém menos que John Lennon, um dos artistas mais queridos e respeitados do business, uma das poucas pessoas que, durante a década de setenta, podia dar tal afirmação sem cair no ridículo. A canção foi entregue para Ringo Starr em um encontro inesquecível que rendeu um registro igualmente histórico.

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Está fazendo trinta anos que foi lançado o disco "RINGO", aquele do desenho de Tim Bruckner na capa, que tem todos os convidados retratados como parte do público assistindo ao Ringo "o astro", de macacão ao lado de um anjo, ambos substituindo a letra 'i' de seu nome. No alto, uma placa com a maçã verde, símbolo de sua gravadora, a Apple Records, mais os dizeres "Du It On Mun Dei" (Faça Na Segunda).

Para Beatle-maníacos, essa raça dentro de uma raça, que adora e venera absolutamente tudo feito, falado, registrado ou comentado em relação aos Beatles, existem vários discos do Ringo Starr para você comprar e curtir. Porém, se você não tem adoração excessiva, mas gosta de um bom disco de pop com um pouco de boogie como acompanhamento, então permita-me recomendar o seu álbum de 1973, chamado simplesmente "RINGO".

De longe, o seu maior sucesso comercial, este é também seu melhor êxito como artista solo. Lançado nos Estados Unidos no dia 2 de novembro de 1973, e 9 de novembro no Reino Unido, este álbum pulou para o segundo lugar entre os discos mais vendidos nos Estados Unidos, na terceira semana nas paradas. No Reino Unido, um mercado consideravelmente menor, um sucesso similar traz seu auge nas paradas na terceira semana, chegando a sexto lugar. Estes dados são providos respectivamente pela Billboard e Melody Maker.

São três as faixas que chegaram às rádios: 'Photograph' e 'You're Sixteen', ambas chegando ao tão ambicionado No.1; e 'Oh My My', alcançando No. 5 nas paradas americanas. No entanto, não há nenhuma canção "só para completar o vinil" em todo o álbum.

Agora, o grande detalhe deste disco e razão do grande furor na época, é sem dúvida o fato dele conter logo na primeira faixa, uma formação composta de John Lennon, George Harrison, Billy Preston e Klaus Voorman, além de Ringo Starr. Este foi o mais perto que se chegou a uma reunião dos quatro Beatles na história. Acredito que esta talvez seja uma ocasião interessante o suficiente para estar relatada nesta coluna.

As gravações foram realizadas em Los Angeles, durante o mês de março de 1973, época em que houve uma série de fatores que levaram a aproximação acidental destes três Beatles. Há de se comentar que, durante os primeiros dois anos da separação, havia sérios desentendimentos entre estes ex-colegas, que estavam divididos em dois grupos: John, George e Ringo de um lado e Paul de outro; sem contar que, ainda em 1971, John e George se desentenderiam seriamente também, aumentando ainda mais a distância entre os quatro sócios da firma Apple Corps.

Este detalhe é apenas ilustrativo da importância da faixa "I'm The Greatest" que abre o disco e é um reencontro de velhos amigos, fazendo o que fazem melhor, boa música. Composição de John Lennon, temos além de Ringo na bateria e vocais, John ao piano, George Harrison na guitarra, Billy Preston no órgão e baixista Klaus Voorman, outro importante personagem na saga dos Beatles, que conheceram ainda como uma banda de boate em Hamburgo.

Insiro aqui uma história dentro da história. Quando os Beatles acabaram, uma das primeiras idéias que surgiu era de substituir McCartney na banda por Voorman, com o grupo passando a se chamar The Ladders. "I'm The Greatest" nos dá a oportunidade de registrar musicalmente o que teria sido a banda, caso esta idéia tivesse vingado. Entretanto, ao contrário do que se possa imaginar, esta reunião foi totalmente acidental. E tem como catalizador um disco pirata chamado "Alpha Omega".

Este pirata, surgido no mercado em 1972, compilava ilegalmente músicas dos Beatles e foi o motivo que levou a gravadora EMI/Apple a compilar e lançar as duas coletâneas "Beatles 1962-1966" (O Álbum Vermelho) e "Beatles 1967-1970" (O Álbum Azul). Com a necessidade de uma reunião de negócios com os integrantes da banda, o local escolhido foi Los Angeles, onde Ringo já estava trabalhando no seu novo álbum. John voou de Nova York com Yoko e George aterrisou vindo de Londres. Paul, impossibilitado de receber um visto de entrada nos Estados Unidos graças a alguns pés de maconha encontrados pela polícia em sua horta na Escócia, permanece na Inglaterra, dividindo suas atenções entre terminar de filmar o seu especial para televisão chamado "James Paul McCartney", e ensaiar sua nova banda Wings para a primeira excursão Britânica, marcada para iniciar em maio.

Reunião feita no prédio da gravadora Capitol, John, Yoko, Ringo e Maureen vão assistir ao filme "Último Tango em Paris" juntos, tendo Harrison recusado o convite. Passado o fim de semana, George, que ainda estava na cidade, acaba visitando Ringo no estúdio e adorando o material já gravado. Ele então se convida para participar do álbum, o que Ringo imediatamente aceitou, os dois músicos preparando alguns vocais. Sem aviso, John e Yoko aparecem no estúdio, Lennon surpreso por encontrar Harrison presente. No entanto, logo o ambiente era um de criatividade e produção, Lennon oferecendo uma composição recente sua, que daria início às sessões. E foi assim que se deu este encontro mágico, com três dos quatro Beatles registrando uma canção.

Depois o álbum segue com "Have You Seen My Baby (Hold On)", de autoria de Randy Newman, famoso compositor para programas televisivos e peças teatrais. A faixa tem como convidado o guitarrista Marc Bolan. A amizade entre Bolan e Ringo se estreitou em final de 1972, quando Bolan pretendia filmar sua banda T. Rex e Ringo lhe procurou oferecendo fazê-lo através da Apple.

A Apple passou a ser tocada por George e Ringo a partir de 1972, os dois amigos alternando períodos em que puderam disponibilizar mais tempo à tarefa. Ringo tinha experiência com fotografia e cinema, tanto que seu nome aparece nos créditos pelas imagens do filme "The Magical Mystery Tour", de 1967. Como dono da Apple Films, pegou uma equipe e equipamentos, e passou a filmar shows de T. Rex em final de 1972 e imagens externas com Marc Bolan em início de 1973, editando e terminando o trabalho pouco antes de iniciar as sessões para este disco. E foi neste estado de espírito que um convite para Bolan participar das sessões se deu de forma muito natural.

O álbum segue com "Photograph", linda canção composta em maio de 1971 por Ringo e George, junto com praticamente todo mundo que estava presente na ocasião. Tudo aconteceu em Cannes durante o festival de cinema que se realizava. Depois do casamento de Mick e Bianca Jagger, realizado em St. Tropez, o casal Ringo e Maureen vão a Cannes, hospedando-se em um iate, o S.S. Marala, alugado pela duração do festival. Lá recebem várias visitas, entre elas Cilla Black, George e Pattie Harrison. Hospedados no iate por alguns dias, certa tarde, Ringo e George começam a compor uma canção, idéias soltas sendo oferecidas também pelas mulheres presentes (Maureen, Pattie e Cilla). O resultado da tarde foi este futuro hit, a canção "Photograph", naturalmente uma das primeiras opções para serem gravadas, quando George acabou aparecendo no estúdio, ele imediatamente passou a colaborar com vocais e um violão de doze cordas. Mais tarde, uma orquestração e coro seriam adicionados à canção, arranjados e conduzidos por Jack Nitzche.

Harrison também iria oferecer uma outra composição sua, esta escrita em 1971, na casa de Donovan na Irlanda. A canção se chama "Sunshine Life For Me (Sail Away Raymond)", o personagem Raymond sendo o nome de um advogado de Alan Klein cuidando do processo em que Paul McCartney processava John Lennon, George Harrison, Sir Richard Starkey Jr., e a Apple Corps. Nesta faixa, além da participação de George na guitarra e vocais, temos David Bromberg no banjo e rabeca, Klaus Voorman no contrabaixo e todo o conjunto The Band nos demais instrumentos, excluindo percussão.

Fechando o primeiro lado do LP, está "You're Sixteen," dos irmãos Robert e Richard Sherman, outro grande hit para Ringo neste álbum. A canção é um velho tema favorito da década de cinquenta e Ringo a cantava em seus tempos de baterista da banda Rory Storm & the Hurricanes. Nela temos Harry Nilsson e Paul McCartney nos vocais de fundo, Paul também participando com um kazoo. Um kazzo é um instrumento americano feito de lata, parecido com um apito, com uma membrana presa em um orifício superior. O instrumento produz um som anazalado e é as vezes referido como um sax de boca.

Temos então "Oh My My", a segunda composição do Ringo no álbum, outra em parceria, desta vez com o amigo Vini Poncia. Outro grande sucesso comercial, embora não tenha ido tão bem quanto "Photograph" ou "You're Sixteen." Boogie bem gostoso, destaque para o piano de Billy Preston e o solo de sax de Tom Scott. Convidados também incluem as participações das cantoras Merry Clayton e Martha Reeves. "Step Lightly," outra composição de Ringo Starr, acalma o clima e oferece no lugar de um solo, um pouco de sapateado (no estilo soft shoe) bem executados pelo próprio Ringo.

A próxima canção, "Six O'Clock" é uma agradável e bem gravada canção de Paul e Linda McCartney. A faixa demonstra o nível de interesse de Paul em participar do álbum, que já oferecia composições de John e George. Curiosamente, em meio à desintegração final dos Beatles em 1970, foram justamente Paul e Ringo os únicos que, em meio a uma discussão calorosa, chegaram a sair no tapa. A reaproximação de Paul McCartney com Ringo Starr viria a acontecer somente em maio de 1971.

Outra história interessante aconteceu durante o casamento de Mick e Bianca Jagger, onde Ringo e Maureen, assim como também Paul e Linda McCartney, além de dezenas de grandes amigos, artistas, socialites e personalidades gerais compareceram. Foram transportados, indo e vindo, em um avião especialmente fretado por Jagger para a ocasião. Apesar dos dois ex-amigos se evitarem durante toda a viagem, foi durante a recepção à noite que Ringo e Paul conversaram pela primeira vez em um ano.

A faixa foi gravada em Londres no estúdios da Apple em Saville Road, aquele mesmo, visto no filme "Let it Be", que nesta época, diferente do que era em 1969, contava com equipamentos dos mais modernos instalados e funcionando profissionalmente desde o ano anterior. Em "Siz O'Clock", temos Paul tocando piano e sintetizador, dividindo os vocais de fundo com sua esposa Linda. Paul ainda compõe o arranjo para flautas e cordas. Vini Poncia está no violão e Klaus Voorman no baixo. A sessão terminou curiosamente as seis da manhã depois de uma noite inteira de trabalho árduo sobre a canção.

Antes de ir dormir, Ringo ainda gravou o sapateado que apareceria na próxima do álbum, "Devil Woman," Outra composição da dupla Starkey e Poncia, tem como curiosidade a rara participação de Klaus Voorman nos vocais de fundo, junto com Richard Perry, produtor do disco. Perry, ao terminar as sessões em Los Angeles, teria como próximo projeto trabalhar com Paul McCartney no arranjo da canção "Live And Let Die." Com as fitas debaixo do braço, mostrou algumas para Paul e é secretamente o motivador de Paul a querer tanto participar deste trabalho.

A faixa final, "For You And Me (Babe)," é uma composição de George Harrison e Malcolm Evans, velho amigo e braço direito dos Beatles, desde os tempos no Cavern Club. A faixa escrita especificamente para encerrar o álbum despede de todos de forma perfeita e elegante. Uma chave de ouro em um disco extremamente agradável de se ouvir, relaxado em uma poltrona, na noite de um dia difícil.

Antes do álbum chegar no mercado, notícias sobre a volta dos Beatles inundaram os noticiários na América e Inglaterra. O lançamento das coletâneas Vermelha e Azul passou a ser visto como uma grande jogada comercial para botar o nome dos Beatles de volta em circulação (como se algum dia ele tivesse na prática saído) antes de anunciar o seu retorno. Entrevistados, John, Paul e George negaram qualquer intenção de reunir os Beatles.

John fala claramente sobre a pressão que seria: "Vocês falam como se fosse maravilhoso o tempo todo. Não era assim nem um pouco. E podem imaginar o tipo de pressão que os Beatles sofreriam? Nada poderia caber dentro dos sonhos que as pessoas têm deles. Portanto, esqueçam isto, vocês sabem que é é ridículo."

Paul fala sobre seus atuais interesses: "Os demais trabalharam em algumas faixas em Los Angeles e depois o material chegou até a mim. Eu participei com uma faixa chamado "Six O'Clock"... então, de certa forma, houve um nível de cooperação e eu acho que este tipo de coisa pode acontecer com mais freqüência. Estou feliz em poder trabalhar com os outros três como acredito que eles também estão, uma vez que seja físicamente possível; no entanto, o mais importante para mim agora é a coisa nova - Wings, porque estou sempre aberto para idéias novas."

George porém caracteristicamente coloca o prego no caixão: "Eu até consigo me ver tocando com John e Ringo, mas eu jamais participaria de uma banda com Paul McCartney. Ele tende a ser um tanto mandão. Não é nada pessoal, é apenas por um ponto de vista de músico."

Em novembro daquele ano e até no ano seguinte, John Lennon comentaria em algumas ocasiões de forma mais favorável, dizendo primeiro que não há nenhuma lei que proíbe o retorno dos Beatles. Tanto John e Paul, quanto George e Paul, voltariam a se ver e falar, em raríssimas ocasiões. Mas nunca mais haveria outra reunião em estúdio com três (ou mais) integrantes juntos, salvo o projeto "Anthology" já na década de noventa, com Lennon já falecido há quase quinze anos.

Passaram-se trinta anos (1973-2003), desde o impacto inicial do álbum "RINGO". A carreira de Ringo se mostrou não tão prolífica, tampouco lucrativa, durante os anos que se seguiram. No entanto, já na década de noventa, Ringo vem seguidamente desfrutando de excursões rentáveis e críticas favoráveis com sua série de "All Starr Band", conjunto que agrupa formações de nomes conhecidos, que estão entre projetos na ocasião. Hoje, com mais de sessenta anos, o vovô Ringo continua com disposição para encarar excursões pela Europa, América, Japão e Oceania. Quem sabe alguém faz o investimento, e consegue trazê-lo tambem para a America do Sul? Seus shows estão valendo a pena.

Ringo Starr

Ringo Starr - bateria, percussão, vocais
Jim Keltner - bateria
Lon & Derrek Van Eaton - percussão
Milt Holland - percussão, marimba
Klaus Voorman - baixo elétrico, contrabaixo, vocais e litografias
Marc Bolan - guitarra
Jimmy Calvert - guitarra, violão
Steve Cropper - guitarra, violão
Vini Poncia - guitarra, violão, percussão, vocais
George Harrison - guitarra, violão, violão 12 cordas, vocais
David Bromberg - guitarra, banjo, rabeca, violino
Robbie Robertson - guitarra
Rick Danko - rabeca, violino
Levon Helm - mandolin
Garth Hudson - acordeão
Bobby Keys - saxofone (tenor)
Chuck Findley - sopros
Tom Scott - sopros, clarinete, saxofone, arranjo dos clarinetes
Jim Horn - arranjo dos sopros
Tom Hensley - piano, teclados
James Booker - piano
John Lennon - piano, vocais
Billy Preston - piano, órgão, teclados
Nicky Hopkins - piano, piano elétrico, guitarra
Paul McCartney - piano, sintetizador, teclados, sax de boca, kazoo, arranjo de cordas, arranjo de flautas, vocais
Linda McCartney - vocais
Harry Nilsson - vocais
Merry Clayton - vocais
Martha Reeves - vocais
Jack Nitzsche - arranjador, arranjador das cordas, arranjador do coral, arranjador da orquestra
Richard Perry - produtor, vocais
Bill Schnee - engenheiro de som
Tim Bruckner - pintura da capa e contra-capa

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Sobre Márcio Ribeiro

Nascido no ano do rato. Era o inicio dos anos sessenta e quem tirou jovens como ele do eixo samba e bossa nova foi Roberto Carlos. O nosso Elvis levou o rock nacional à televisão abrindo as portas para um estilo musical estrangeiro em um país ufanista, prepotente e que acabaria tomado por um golpe militar. Com oito anos, já era maluco por Monkees, Beatles, Archies e temas de desenhos animados em geral. Hoje evita açúcar no seu rock embora clássicos sempre sejam clássicos.

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