Marilyn Manson: menos chocante mas não menos rock n' roll

Resenha - Marilyn Manson (Jackie Gleason Theater, Miami Beach, USA, 21/07/2013)

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Por Narcissus Narcosis, Fonte: Miami New Times, Tradução
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Por volta do ano 2000, Marilyn Manson foi o maior, mais assustador, mais obscuro e estranho rockstar da face da terra. Ele era o diabo encarnado, a voz na cabeça de uma criança problemática, o salvador dos irrecuperáveis.

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Por Kat Bein

Ele percorreu um longo caminho, todos nós percorremos um longo caminho, e agora é 2013. O Anticristo Superstar ficou um pouco mais velho, e os seus shows não são tão atormentados com tumultos de católicos como costumavam ser. Mas na última noite ele conseguiu inundar o Fillmore Miami Beach, com milhares de fãs glam-góticos, jovens e velhos.

Sentimos como se tivéssemos uma única perspectiva para o show. Ainda que a autora [da resenha que você está lendo] nunca tenha visto o MANSON ao vivo anteriormente, nós ficamos alterados com a ideia. Nosso pai viu o MANSON ao vivo, sem mentira alguma, cerca de 4 ou 5 vezes. Fomos ensinados desde o Ensino Médio que esse maldito filho da puta fazia o melhor show de rock ‘n’ roll de todos os tempos. Expectativas para um espetáculo eram altas.

Um par de opening acts barulhentos proveu um bate cabeças geral enquanto o espaço do recinto era preenchido com jovens vestidos em corsets e instrumentos de tortura/escravidão. É estranho estar em Miami e não ver um único bronzeado. A merda começou a realmente ficar emocionante quando a cortina gigante caiu. Você sabia que os assistentes de palco estavam correndo para criar qualquer fantasia mórbida que nossas mentes ingênuas aguardavam.

À medida que os minutos passavam, a multidão ficava nervosa, cantando em voz alta músicas como “Enter Sandman” e “Purple Haze”, que saíam dos alto-falantes da casa. Eles gritavam por “Manson!Manson!” e, às 9:50, eles conseguiram o que queriam.

MANSON subiu ao palco todo vestido em couro negro, com a pele muito branca e uma tarja preta em seu rosto. Ele parecia um pouco com o clássico Trent Reznor (mas essa é um tipo de coisa que sempre foi dele, certo?). O cantor adentrou o palco cantando “Angel With the Scabbed Wings” com uma grande cruz vermelha que brilhava acima dele (Nota do tradutor: é uma adaptação da Cruz de Lorena – originalmente heráldica, que tinha finalidades religiosas e artísticas e que foi usada nas cruzadas). O palco lembrava vagamente um cemitério.

“Oh, é muito bom estar de volta a Miami”, disse ele, fazendo alusão ao fato de ser basicamente uma volta a casa (sim, o sul da Flórida pariu essa besta!). “Vamos manter a cidade limpa”, ele continuou, gritando o título da próxima música, “Disposable Teens.”

O show decorreu por mais algumas canções, com as suas habituais mudanças de roupa. Durante a noite inteira ele era um cafetão do mal. Seu microfone era uma faca de açougueiro gigante e ele continuou cortando o ar ao seu redor.

MANSON faz o papel de rockstar muito bem, indo aos fãs para cantar com eles, tocando as suas mãos, murmurando entre as músicas que ele estava chapado de tantas drogas. Em um determinado ponto ele cantou “Happiness is a Warm Gun”, dos Beatles, mas modificou a letra para “I’m high as Hitler, I’m going down”. Nós acreditamos.

O set continuou com “Rock is Dead”, “Disassociative” e o grande cover “Personal Jesus”. Ele também manteve as frases de efeito, falando sobre como você não deve ir à floresta, porque pode ser estuprada; prometeu foder todos na plateia e depois disse algo sobre uma mulher negra – às vezes era difícil de entender.

Todo mundo esperou ansiosamente pelos seus maiores hits. Quando “Sweet Dreams” começou a ser tocada, MANSON surgiu em pilares gigantes, que estavam em suas mãos e nos seus pés. O cantor parecia um inseto ameaçador. Pelo menos para mim, que vi a cópia do VHS da turnê de “Antichrist Superstar” tão extensivamente na minha juventude, não poderia ter ficado mais animada para ver o pódio nazista surgir. Também foi legal o jeito que ele comeu as páginas da bíblia, embora com um pouco mais de cansaço do que no vídeo dos anos 90.

MANSON reapareceu depois da última mudança de roupa, incitando a multidão a aplaudir com as mãos. Ele foi ao pedestal do microfone e disse “eu digo uma coisa: esta é a última canção de todos os malditos 163 shows. I love you, beautiful people.” Havia tanta fumaça e confete quando ele voltou com a mais famosa canção de sua carreira. Entretanto, acabou dando a multidão mais uma “Irresponsible Hate Anthem”, para “terminar este com um estrondo.” Quando estava tudo realmente acabado e as luzes foram acesas, a banda e a equipe jogavam baquetas e peles de bateria para o público.

Enquanto voltávamos para o carro, conversamos sobre o MANSON já não ser tão chocante o quanto costumava ser, mas este é o tipo de impacto que ele teve sobre o mundo. Ele abriu-nos para as ideias mais obscenas e ainda o amamos por isso. Mesmo não nos sentindo como se tivéssemos vendido a alma ao diabo por termos ido lá, ele ainda faz um show de rock ‘n’ roll infernal, e ainda é bom o suficiente para dar às crianças tristes algo para sorrir.

Setlist:

-"Angel with the Scabbed Wings"
-"Disposable Teens"
-"No Reflection"
-"Little Horn"
-"Dope Show"
-"Rock Is Not Dead"
-"Personal Jesus"
-"Obscene"
-"This Is the New Shit"
-"Sweet Dreams"
-"Antichrist Superstar"
-"The Beautiful People"
-"Irresponsible Hate Anthem"

Confira a matéria original em inglês nos links abaixo, juntamente com algumas fotos do show:

http://blogs.miaminewtimes.com/crossfade/2013/07/marilyn_man...

http://www.miaminewtimes.com/slideshow/marilyn-manson-at-the...

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Sobre Narcissus Narcosis

Narcissus Narcosis é fã de Marilyn Manson desde o final dos anos 90 e tirou o seu nome de uma música do cantor. Além do roqueiro, também é apreciador de literatura, cinema, filosofia, psicologia, teatro, shows, etc.

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