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Resenha - Virgin Steele (Music Hall, Curitiba, 24/06/11)

Por André Molina | Fonte: autoria própria |

Apesar de um público não numeroso em Curitiba, a banda de heavy metal épico Virgin Steele subiu ao palco do Music Hall para realizar uma das apresentações marcadas em território brasileiro. O show aconteceu em uma sexta-feira (24 de junho) no meio do feriadão de Corpus Cristi, na véspera do show de São Paulo. Vale lembrar que o grupo acabou cancelando a apresentação do Rio de Janeiro, concentrando seus esforços nas duas capitais.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Um fato estranho foi percebido pelos fiéis fãs que estavam presentes no Music Hall. A banda subiu ao palco sem o guitarrista Edward Pursino e contou com o auxílio da tecladista Lynn Delmato, que deu um toque feminino na imagem do grupo e criou climas para os arranjos de canções bem trabalhadas. A guitarra ficou por conta de Josh Block e o baterista Frank Gilchrist exibiu uma postura segura com fortes levadas, abusando do bumbo duplo. O que também chamou a atenção foi a ausência do baixo, sendo substituído pelos arranjos de teclado.

Agora, o que realmente deve ser destacado é o desempenho do líder e vocalista David DeFeis, que exibiu uma apaixonada presença de palco. Ele cantou como se estivesse em um grande festival europeu, transmitindo ao público a alegria de executar suas músicas na capital paranaense. DeFeis não mediu esforços para se aproximar dos fãs sempre estendendo as mãos e pedindo para cantar as canções. No final da apresentação ele demonstrou satisfação ao declarar que “gostaria de retornar a Curitiba”. Fato que foi comentado por representantes da produção nas redes sociais. O vocalista também não deixou de criar a atmosfera que cerca o Virgin Steele desde os primórdios, com citações sobre cavaleiros, magos, mitologia grega e deuses. Na canção “Veni, Vidi, Vici”, DeFeis levantou uma espada, objeto símbolo da banda. Apesar de certo exagero ao utilizar agudos nas canções, o cantor já demonstrou o alcance de sua voz em “The Orpheus Tabbo”, que abriu a apresentação. A empolgação da banda foi demonstrada até o final do show. O grupo realizou dois bis, finalizando com a consagrada “Invictus”.

Já a qualidade do som não pode receber tantos elogios. Em muitos momentos estava embolado. Aliás, este é um problema bem comum em shows realizados em pequenas casas de espetáculo de Curitiba.

Antes de se apresentar, o Virgin Steele aproveitou a passagem por Curitiba para conceder entrevista a uma rádio local. Ao ser questionado sobre as influências, David DeFeis declarou que seu pai foi o primeiro responsável pela utilização dos temas mitológicos e literários. “Por ser ator ele foi uma grande influência. Apresentou histórias antigas, Shakespeare e Chopin. Aliado à luz da lua e os sons vindos da terra, os mestres ajudaram a surgir as primeiras canções do Virgin Steele”, disse o vocalista à 91 Rádio Rock.

DeFeis também falou sobre o início de composição de um novo trabalho. Ele declara que será inspirado na inquisição do Século XVI. “Haverá o conflito entre os gêneros masculino e feminino e Deus. São temas que nos inspiram”, afirmou.

Sobre o principal trabalho da banda, o vocalista destacou “Noble Savage”, de 1986. “Foi nosso melhor disco. É considerado o primeiro trabalho apesar de ser o terceiro. Tem uma qualidade e um entrosamento bem superior aos discos anteriores. É o nosso clássico”, disse.

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Sobre André Molina

André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.

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