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Quando Bruce Dickinson saiu do Iron em 92/93 após o ótimo Fear of The Dark, a casa caiu no mundo do metal. Afinal de contas, quem teria calibre e DNA para substituir uma das vozes mais emblemáticas do metal? Olhando o horizonte, alguns cantores– quase todos influenciados pelo próprio Dickinson – se aventuraram na dura e doce tarefa de substituir a voz do Maiden.
Bruce sempre foi tido como a versão “mais pesada” de grandes intérpretes da música mundial. Ou seja, ele era – junto com Dio – o “cara” quando o assunto era técnica e interpretação, muito acima da média. A gente vê o tamanho da qualidade de um artista quando ele passa a ser influência de tantos outros que surgem. Não só no canto, mas na postura. Muita gente quis ser Bruce Dickinson. A história todo mundo já sabe, a banda optou por Blaze Bayley, o homem das costeletas, oriundo do Wolfsbane.
Muita gente torceu o nariz e apesar de "X Factor" ser um disco com assinatura Iron Maiden, o disco seguinte conseguiu ser pior que "No Prayer for the Dying" (1990); "Virtual XI" (1998) trazia canções que até o mais fanático admirador de Iron colocou fora do seu playlist.
Bem, em 2000 aconteceu o que o mundo da música esperava, o bom filho Bruce Dickinson retornou ao microfone do Iron Maiden para comandar o aguardado "Brave New World" e assim, retornar ao topo com a Donzela de Ferro, em um turnê vitoriosa, lucrativa e que matou as saudades de fãs de todo mundo. É bom observar que a carreira solo de Dickison foi à contento e seus discos sempre receberam não só elogios dos seus fãs como da crítica especializada.
2010. A banda que possui fãs xiitas tão impressionantes quanto o Iron, perde não seu vocalista mas talvez a maior marca registrada da banda; Mike Portnoy. Mais detalhes sobre o que eu penso da saída do músico clique abaixo em texto publicado no Aliterasom e no Whiplash e em vários outros sites de música.
Dream Theater: Mike Portnoy, o deus que cometeu pecado
Recentemente fomos apresentados ao reality produzido pela banda, possivelmente ano passado, com total comprometimento da Roadrunner, na qual o grupo mostra ao mundo como ocorreu (a banda já está em estúdio gravando seu disco desde janeiro deste ano) a escolha de novo maestro.
Debates, discussões e muita torcida nas comunidades e fóruns de rock and roll. Afinal de contas tal qual o processo seletivo do Iron, também temos um “brasileiro” (Andre Matos foi um dos postulantes à vaga de Bruce) entre os 7 candidatos ao posto de baterista do DT, a saber, Aquiles Priester, baterista do Hangar.
Longe de querer ser acertivo e definitivo a respeito de um assunto tão controverso, a pergunta que eu faço aos leitores é o seguinte: você acha que DT corre o risco de errar na escolha do músico que irá substituir Mike Portnoy? E mais: você acredita que o músico que deu nome à banda retornará às baquetas da banda americana?
Confesso que estas são as perguntas que intrigam a minha mente. Os músicos que lá estão dispensam maiores apresentações mas será que todo o cenário novelístico criado será suficiente para a permanência de um “novo membro” na família DT?
Façam suas apostas.
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Daniel Junior é administrador do site Aliterasom e do site sobre futebol Pensando Futebol. Estudante de Língua Portuguesa, embora já tenha estudado Jornalismo e História. Tem 36 anos é músico e líder operacional em uma multinacional americana; fascinado por tecnologia, comunicação e séries de TV. Acredita que Lost foi a melhor criação do homem depois do Youtube e até hoje não acredita que 24 horas acabou.
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