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PoisonBlack: entrevista exclusiva para o Brasil

Postado por Nacho Belgrande | Em 26/08/11 | Fonte: Site do LoKaos Rock Show
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O POISONBLACK desembarca em São Paulo para uma única apresentação nesse sábado, 27/08 e TARMO KANERVA, baterista do grupo falou ao fone direto da Finlândia - terra natal da banda - sobre o atual status da banda, a cena metálica finlandesa e o que espera do Brasil e da plateia brasileira.

Vocês são da Finlândia, um lugar que ao longo da última década, estabeleceu-se como uma Mecca do Metal. Por mais louco que isso possa parecer, é mais fácil para uma banda conseguir contrato com uma gravadora sendo finlandesa do que sendo estadunidense hoje em dia?

Bem, fica impossível pra eu responder, porque eu não tenho experiência alguma sobre o quão difícil é para as bandas estadunidenses conseguirem um contrato. Claro que estamos cientes do fato de que há muitas bandas populares de Metal vindas da Finlândia por aí e o Metal e o hard rock finlandeses estão bem ‘na moda’ hoje em dia, mas é bem difícil dizer se as gravadoras contratam bandas baseadas no fato delas serem da Finlândia.

A Finlândia não é exatamente o que se considera um país grande em termos territoriais, então presumimos que a maioria da cena metálica de lá foi pra escola uns com os outros ou tocou nos mesmos palcos, é esse o caso? Com quais outras bandas finlandesas vocês estudaram e já tocaram?

Não, não exatamente. Mesmo não havendo muitas pessoas morando na Finlândia, o país é bem grande geograficamente. Mas com certeza depois que você começa a excursionar aqui, você logo fica conhecendo muitos músicos de outras bandas.

Podemos dizer que o BLACK SABBATH ou o IRON MAIDEN representam o Metal Bretão, já que ambos causaram um enorme impacto na cultura musical de seu país. Que banda finlandesa você diria que tem a mesma importância? Seria o Stratovarius? Por quê?

Sim, eu acho que o Stratovarius é uma delas. Eu também mencionaria o Amorphis e o Sentenced. Estas bandas foram as primeiras a fazerem turnês fora da Finlândia e, portanto, abriram muitas portas para outras bandas que as seguiram logo depois.

Com o passar do tempo, a música do PoisonBlack passou a soar mais como a do Sentenced, o que não seria nada de extraordinário por causa do longo histórico do vocalista Ville com eles. Isso é intencional, um caminho natural, ou à medida que Ville assumiu as funções de frontman do grupo ele decidiu que a banda soaria bem menos gótica?

Bem, em minha opinião Ville tem uma voz única e consequentemente é bem natural que nosso som tenha algo em comum com o Sentenced. Ainda assim, você tem que lembrar que há quatro indivíduos totalmente diferentes no PoisonBlack que têm impacto sobre como soamos. Eu acho que nos distanciarmos daquele som gótico foi mais ou menos um desenvolvimento natural.

Vocês não excursionaram muito fora da Europa e agora vão tocar na América do Sul, cujas platéias há muito são descritas como bem hardcore. Na cabeça de vocês, como é tocar aqui?

É algo pelo qual temos esperado por muito tempo para vivermos por nós mesmos! Quero dizer que já ouvimos tantas histórias sobre o quão entusiastas os fãs daí são por parte de outras bandas e é definitivamente uma honra tocar aí!

Vocês acabaram de lançar um novo disco em maio desse ano. Quanto mais vocês pretendem ficar em turnê depois do show aqui?

Bem, fica difícil dizer a essa altura. Eu acho que temos que esperar e ver quanta demanda há por nós. Espero que tenhamos chance de ainda tocarmos muito mais shows!

O seu último disco foi produzido por Tue Madsen, que é famoso por dar às bandas um som mais sujo e cru. O resultado final ficou exatamente igual ao que vocês tinham em mente a princípio?

Sim, eu acho que sim. Você tem que lembrar que nós estivemos presentes durante toda a mixagem e então tínhamos um bom entendimento de como o disco ia ser.

O vídeo de ‘Mercury Falling’ tem algumas belas mulheres lutando de biquíni, o que não é muito comum nos vídeos de rock hoje em dia. As bandas parecem preferir imagens de acidentes de carro, lutas de vale-tudo e sangue. Podemos esperar que o PoisonBlack lance mais vídeos assim: Ou uma versão sem cortes desse, quem sabe?

Não, acho que não. Nós intencionalmente queríamos ter todos esses clichês do rock ‘n’roll em nosso clipe, como garotas bonitas, chamas e tudo mais. Tínhamos essa certa vibração ‘de zueira’ quando estávamos filmando o vídeo, entende?

Vocês fazem fronteira com a Lapônia, onde supostamente vive o Papai Noel. O que você gostaria que os fãs brasileiros tirassem de um saco de presentes para você?

Hm. essa me pegou! Talvez um belo bife brasileiro... e também muito nos seria útil o conhecimento de vocês no futebol, porque o futebol finlandês é uma bela duma bosta! hahaha

Serviço – Poisonblack em São Paulo:
Abertura: Furia Inc.
Data: sábado, dia 27 de agosto
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi – São Paulo/SP
Fone: (11) 3168-9595
Abertura da casa: 22h
Censura: 16 anos
Estacionamento próximo, na rua Joaquim Floriano
Acesso a deficientes / ar condicionado

Ingressos:
1º Lote (promocional): R$ 80
Venda no Manifesto Bar, Rockland (Galeria do Rock – rua 24 de maio, 62, 1º andar / 262, Fone: 3362 2606) e online através da Ticket Brasil (www.ticketbrasil.com.br) e Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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