O baterista do prog que, segundo Neil Peart, possuía características incomparáveis
Por Bruce William
Postado em 12 de setembro de 2025
Neil Peart sempre foi lembrado como um dos maiores bateristas do rock, respeitado não apenas pela técnica impecável, mas também pela busca constante por aprendizado. Ao longo de sua carreira no Rush, ele absorveu referências de diferentes estilos e músicos, desde John Bonham até Stewart Copeland, construindo uma linguagem própria e em permanente evolução.
No universo do rock progressivo, que moldou parte essencial do som do Rush nos anos 1970, Peart se mostrou particularmente atento ao trabalho de bateristas de Yes, Genesis e, sobretudo, do King Crimson. Se Bill Bruford e Phil Collins foram referências óbvias, Michael Giles representou para ele uma descoberta transformadora. Giles foi responsável pela bateria em "In the Court of the Crimson King" (1969), álbum de estreia do King Crimson que redefiniu os rumos do prog rock.

Peart ficou fascinado pela forma como Giles estruturava suas partes, equilibrando disciplina e espontaneidade em composições cheias de detalhes. Em suas palavras: "Era tudo o que eu queria. Era ao mesmo tempo disciplinado e empolgante. Ele estava completamente envolvido no que fazia, mas dentro de uma estrutura. Sua construção de viradas, o senso de conjunto e de orquestração eram incomparáveis e muito subestimados", disse Neil, em fala publicada na Far Out.
Para o canadense, Giles não tocava apenas acompanhando a canção: ele expandia a música com ideias que interagiam com os outros instrumentos, quase como se fosse um arranjador por trás da bateria. Esse modelo influenciou diretamente a forma como Peart passou a escrever suas próprias partes no Rush, muitas vezes planejadas em detalhes antes mesmo de subir ao palco.
Não é por acaso que, ao longo dos anos, King Crimson se tornou uma das principais referências para quem queria compreender os limites do prog rock. A saída de Michael Giles levou à entrada de Bill Bruford, outro gigante das baquetas, mas o impacto da estreia da banda já estava consolidado, e deixou marcas profundas em músicos como Peart.
Ao reconhecer Giles como um baterista "incomparável", Neil Peart mostrava também seu olhar generoso para a história da música. Mesmo tendo sido ele próprio alçado ao panteão dos maiores, nunca deixou de valorizar aqueles que o inspiraram e ajudaram a construir seu estilo particular.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
O disco mais odiado do Metallica que Jimmy Page e Jack White adoraram
A banda que Dave Grohl chamou de circo e comparou a cerveja velha e sem graça
Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
O que Ronnie James Dio disse a Scott Ian cinco anos depois de um envelope por baixo da porta
O pior disco do Kiss: Paul Stanley escolhe dois, e Marty Friedman discorda
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
A delicada música do Black Sabbath que Tony Iommi escolheu para seu casamento
O nome em "Livin' on a Prayer" que Jon Bon Jovi vetou: "Não posso cantar"
A música que Jon Bon Jovi nunca cantaria, segundo Desmond Child
As 10 músicas mais pesadas do Queen, incluindo uma raridade que quase ninguém conhece
O guitarrista que Angus Young considera o mais superestimado do rock
A música do Slayer que produtor Ross Robinson considera tão boa quanto "Angel of Death"

Os três melhores solos do Rush segundo Alex Lifeson, incluindo um que até ele acha difícil
Por que o Rush passou a ensaiar os próprios erros antes de voltar aos palcos
As 10 bandas de hard rock com a melhor trinca de álbuns dos anos 1980, segundo a Loudwire
A curiosa e sincera opinião de Neil Peart sobre Ringo Starr
A banda soft rock americana da qual Geddy Lee (Rush) é um grande fã
O guitarrista apontado como melhor do mundo que Alex Lifeson não curte: "Não me tocava"
O disco ao vivo que mostrou ao mundo o que o Rush realmente era capaz de fazer
A canção dos anos 60 que Geddy Lee diz ser "heavy metal antes de existir heavy metal"
O álbum do Rush que Derrick Green mais gosta (e o que mais odeia)
O show que deixou o Rush abismado; "a gente queria tocar que nem eles, mas eram difíceis"


