A balada "anti-romântica" que salvou o U2, segundo The Edge
Por André Garcia
Postado em 27 de abril de 2023
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Em 1989, o U2 passava por um momento curioso de sua trajetória: a banda estava no topo do topo, mas seus membros já não aguentavam mais fazer parte dela. Inspirados pelo que tinha feito David Bowie na década anterior, eles abandonaram tudo e foram para Berlin com Brian Eno para gravar algo totalmente diferente. Praticamente formaram outra banda mantendo o mesmo nome.
U2 - Mais Novidades
Decididos a fazer seu trabalho mais experimental e vanguardista, no estúdio só existia uma regra: tudo que lembrasse o U2 deveria ser imediatamente descartado. O resultado disso foi "Achtung Baby" (1991) — uma obra fundamental para a consolidação da mistura entre rock e música eletrônica, como um elo entre New Order e Radiohead.
O maior hit do álbum foi "One", uma tocante balada com uma das mais memoráveis interpretações de Bono. No entanto, seu autor, o guitarrista The Egde, discorda que se trate de uma música romântica. Mais que isso, como ele contou à Q Magazine, ela está mais para uma canção "anti-romântica".
"Não é aquela velha ideia hippie de 'vamos todos viver juntos'. É um conceito muito mais punk rock — é anti-romântico 'Nós somos um só, mas não somos iguais; nós temos que carregar um ao outro'. É um lembrete de que não temos escolha. Não é: 'Vamos lá, pessoal, bora pular esse muro'. Querendo ou não, a única maneira de sair daqui é se eu te ajudar a subir no muro, e você me puxar depois".
Na mesma entrevista, o guitar hero irlandês contou que aquela música foi crescendo durante a produção do álbum. Mais que um hit, "One" acabou salvando o disco, por ter marcado uma virada de chave, por ter sido o momento em que as inicialmente frustrantes gravações engrenou: "Foi uma música providencial para a gravação do álbum, o primeiro destaque no que vinha sendo um conjunto de sessões extremamente difícil."
Sétimo álbum de estúdio do U2, "Achtung Baby" marcou a mais brusca guinada estética e sonora de sua carreira, e norteou tudo que a banda viria a fazer nos anos 90. Apesar do choque inicial, os fãs abraçaram aquela nova proposta, assim como os críticos, que aclamaram o trabalho com uma obra-prima. Com hits como "One", "Mysterious Ways" e "The Fly", vendeu 18 milhões de cópias e faturou o prêmio de melhor álbum do ano tanto do Grammy quanto da Rolling Stone.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor baterista da história da música pesada, segundo o Loudwire
A opinião de vocal do Depeche Mode sobre versão do Lacuna Coil para "Enjoy the Silence"
A melhor faixa de "Powerslave", clássico do Iron Maiden, segundo o Loudwire
A diferença entre Bruce Dickinson e Paul Di'Anno, segundo Adrian Smith
Angus Young disse que uma banda gigante era "um Led Zeppelin de pobre"; "isso é ridículo"
Ouça Phil Campbell tocando "TNT", do AC/DC, com o Anthrax
5 álbuns clássicos de rock que Gastão Moreira tentou gostar - e não conseguiu
"Se Michael Kiske entrasse no Iron Maiden, Bruce Dickinson não teria voltado", diz Regis
O maior guitarrista da história da música pesada, segundo o Loudwire
Organização do Monsters of Rock divulga horários dos shows
Toda banda de heavy metal sonha em chegar onde o Metallica chegou
"Você também é guitarrista?": Quando a Rainha da Inglaterra conheceu lendas do instrumento
Quinze bandas brasileiras de Rock e Metal com mulheres na formação que merecem sua atenção

Os dois nomes citados por Cornell ao assumir que odiava rockstars arrogantes ou inacessíveis
3 hits que mostram quando o rock dos anos 80 deixou de ser rebelde e ficou mais maduro
O gênero que revolucionou o rock, mas The Edge achava insuportavelmente tedioso
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
As bandas que mais influenciaram o U2 das antigas, segundo The Edge
U2: assista a banda tocando disfarçada no metrô de Nova York


