Airbourne: Uma aula de rock clássico em São Paulo

Resenha - Airbourne (Carioca Club, São Paulo, 03/09/2017)

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Por Diego Camara
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Depois de tantos problemas, muita gente chegou a duvidar que o show do Airbourne iria realmente acontecer em terras brasileiras. Afinal foi em 2014 que o show deveria ter ocorrido no Manifesto Bar. Mas tudo mudou, e a banda cresceu tanto que o show foi para o Carioca Club – imagino eu o que teria sido este show no Manifesto Bar, meus amigos, se alguém teria ficado de pé no final! Confiram abaixo os principais detalhes do show, com as imagens exclusivas de Fernando Yokota.

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Às 19h, com o público ainda esvaziando a fila na porta da casa, subiu ao palco o BARANGA para fazer o show de abertura. Casa já estava cheia, e os caras foram muito bem recepcionados pelo público. O som da casa estava muito alto, de estourar, como um show de rock deve ser. As guitarras da banda estavam lindas, desde a abertura com "Filho Bastardo" até o final com "Pirata do Tietê". A banda mostrou sua pegada firme de sempre, fazendo o público curtir todo o tempo. Já dá para dizer hoje que o Baranga é uma banda clássica da cena brasileira, esplêndida em todos os sentidos. Foram 40 minutos de arrasar.

Com 15 minuto de atraso, o Airbourne subiu ao palco pra acabar com a espera. A banda abriu com o trovão de "Ready to Rock". O som continuava de arregaçar os ouvidos, alto e forte, e as guitarras se aproveitaram de cada decibel que a casa entregou. O som limpo delas se contrastou maravilhosamente bem com os vocais crus de Joel e a bateria visceral de Ryan, fazendo o público cantar junto a música inteira.

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A abertura impressionante seguiu com uma sequência excelente, onde a banda encaixou música atrás de música mantendo o ânimo do público lá no alto. Primeiro com "Too Much, Too Young, Too Fast", um dos sucessos do seu primeiro álbum "Runnin’ Wild". O público pulou e bateu palmas, fazendo a casa tremer. O ânimo da banda era o mesmo dos fãs, e Joel agradeceu ao público que veio ver um verdadeiro show de Rock.

Não é pouco que muitos comparam a banda ao AC/DC. O ânimo no palco, a vontade de tocar e a técnica, tudo se aproxima dos compatriotas australianos, e isso aliado a juventude da banda faz com que o público seja transportado imediatamente para o passado, quando o som era mais simples e visceral. O solo de guitarra na introdução de "Girls in Black", com Joel se ajoelhando na parte da frente do palco, encostado ao público do fronte da pista, é uma bela amostra disso. A banda claramente se emociona com a excelente performance da plateia, que transforma a pista do Carioca Club numa grande festa. Joel sumiu do palco, aparecendo no camarote, no meio dos fãs, tocando sua guitarra e em seguida dando um banho de cerveja em todo mundo em volta e abaixo, estourando uma lata em sua cabeça.

A seguinte foi "It’s All For Rock ‘n’ Roll", onde a banda convidou para o palco o baterista Roger de Souza, lendário ex-roadie do MOTÖRHEAD, para a performance nas baquetas e homenageando com a música o lendário e saudoso Lemmy Kilmister. O que seguiu foi mais uma performance de alto nível em uma música daquelas extremamente pegajosas, com a cara do rock clássico.

Fechando o show, a banda sacou "No Way but the Hard Way", uma das mais emocionantes para o público. No meio da música, Joel saca alguns copos de cerveja e pergunta "Vocês querem?", arremessando eles na pista – e obviamente molhando todo mundo no meio do caminho. O show além de ser um arregaço, ainda tem cerveja grátis, como isso poderia ser ruim? Em seguida, a banda fechou o show com "Stand Up", onde mais uma vez o destaque foi para a excelente introdução na guitarra, que fez o público gritar.

A banda saiu do palco, e na hora – sem deixar o defunto esfriar – começou a tocar nas caixas de som a intro para o bis. Airbourne volta com tudo, já sacando "Live it Up" do bolso. Se o show já estava de doido, no bis quem estava ali na frente do palco ficou pensando se não deveria ter trazido capa de chuva. Choveram copos de cerveja, mais uma lata amassada na cabeça, para a loucura do público, e na própria pista se formou um mosh e, adivinhem, mais cerveja voando. O final, com a clássica "Runnin’ Wild", foi o ponto alto do show, por isso tudo e muito mais.

Após tudo isso – além da tristeza da equipe de faxina do Carioca Club – a banda agradeceu ao público mais uma vez e prometeu voltar novamente ao Brasil em breve. Sim, por favor!

Airbourne é:
Joel O’Keeffe – Vocal e guitarra
Harri Harrison – Guitarra
Justin Street – Baixo
Ryan O’Keeffe – Bateria

Setlist:
1. Ready to Rock
2. Too Much, Too Young, Too Fast
3. Down on You
4. Rivalry
5. Girls in Black
6. It's All for Rock 'n' Roll
7. Breakin' Outta Hell
8. Diamond in the Rough
9. No Way but the Hard Way
10. Stand Up for Rock 'n' Roll
Bis:
11. Live It Up
12. Runnin' Wild

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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