Kiss: diversão garantida ou seu dinheiro de volta

Resenha - Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Salvo se você nunca foi ao show antes ou nunca viu na Internet ou em DVD algumas imagens, já se sabe de antemão o que vai acontecer em um concerto do KISS. Mas em se tratando de um concerto de Rock dos quatro mascarados mais famosos da música, quem se importa em ver novamente algo que já se sabe como vai ser? Eu não me importo e garanto que muitos dos 25 mil fãs presentes à Arena Anhembi também não.

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Show do KISS é sempre garantia de diversão. Fogos de artifício, luzes coloridas, chamas no palco, telões gigantes, produção de primeira linha e, é claro, seus quatro integrantes, cada qual com os seus momentos de destaque.

Tem música também, e boa. Sucessos de quase 40 anos de carreira, dentre os quais clássicos imortalizados como “Shout It Out Loud” e o hino “Rock and Roll All Nite”, além de canções como “War Machine”, incluídas novamente no repertório.

O baixista Gene Simmons já falou em entrevistas que atraso no início de um show é um desrespeito aos fãs. Então nem é necessário dizer que o KISS foi mais uma vez preciso em São Paulo, entrando no palco pontualmente às 21:30h, ao som de “Detroit Rock City”.

Antes disso, o VIPER, em turnê para comemoração dos 25 anos do álbum “Soldiers Of Sunrise”, tocou por 30 minutos. André Matos aproveitou a oportunidade para exaltar o prazer de abrir para o KISS e o público pôde ouvir canções como “Living For The Night”, “Rebel Maniac” e “We Will Rock You”, cover do QUEEN. Um belo aperitivo para o prato principal que seria devorado em seguida.

O KISS já deu as caras com fogos saindo de trás do palco e iluminando o céu do Anhembi. E era só o começo de um show de luzes e explosões que viriam ao longo da apresentação dos mascarados.

O som demorou um pouco a se acertar e na parte do fundo da pista se ouviu gritos para que o volume fosse aumentado. Realmente estava baixo, o que acabou melhorando somente por volta da terceira canção da noite, “Calling Dr. Love”, mas ainda assim oscilando um pouco.

Paul conversou com o público diversas vezes, para destacar que o Brasil era realmente o número um, se comparado com Argentina ou Chile. Claro que ele deve ter dito isso também nos outros países, mas Paul está no seu papel de entreter seus fãs. Também aproveitou para destacar o lançamento do disco “Monster”, antes de anunciar a música “Hell Or Hallelujah”, faixa nova, mas que para mim já nasceu como um hit.

Daí em diante o que se viu foi o pacote completo que o KISS oferece em seus espetáculos musicais: guitarra que solta tiros de fogos de artifício durante o solo de Tommy; bateria que levita; cuspidas de fogo e de sangue, antes de Gene ir às alturas para cantar “God Of Thunder” e mandar um “tudo bem” em português; tirolesa para levar Paul ao centro do público; e por aí vai. Sensacional.

Além dos clássicos, foi muito legal ouvir novamente “Psycho Circus”, o que fez este redator recordar a passagem da banda por aqui em 1999, com sua formação original, na então turnê que ficou famosa pela distribuição de óculos 3-D para os presentes.

Com quase uma hora e meia de apresentação, o KISS se retirou do palco após “Black Diamond”, para retornar minutos depois. Paul perguntou se todos queriam mais e a banda tirou uma foto com o público de fundo. Feito isso, “Lick It Up”, “I Was Made for Lovin' You” e “Rock And Roll All Nite” fecharam a noite, com muitos (leia-se MUITOS) fogos e muito papel picado voando pela Arena Anhembi.

Era a hora de ligar os celulares e as câmeras para registrar esse final apoteótico.

Antes do bis, Paul ainda perguntou se eles poderiam voltar no futuro. Bom, acredito que a resposta seja óbvia. Sim, eles podem voltar e esperamos por isso.

Diversão garantida ou seu dinheiro de volta. Esse poderia ser o lema do KISS ao vender ingressos para os seus shows, embora seja difícil de acreditar que Gene, em matéria de grana, fosse capaz de devolver dinheiro a alguém. Bom, mas nesse caso nem precisaria mesmo, pois os shows são divertidos demais, assim como foi essa apresentação em São Paulo.

Banda:

Paul Stanley – vocais, guitarra
Gene Simmons – vocais, baixo
Eric Singer – bateria, vocais
Tommy Thayer – guitarra solo, vocais

Set List:

Detroit Rock City
Shout It Out Loud
Calling Dr. Love
Hell Or Hallelujah
Wall of Sound
Hotter Than Hell
I Love It Loud
Outta This World
Solo Guitarra/Bateria
Solo Baixo
God of Thunder
Psycho Circus
War Machine
Love Gun
Black Diamond

Bis:
Lick It Up
I Was Made for Lovin' You
Rock and Roll All Nite

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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