Matérias Mais Lidas

imagemO mega sucesso do Led Zeppelin que era pra ser uma piada mas se tornou um hino

imagemDave Mustaine perde a compostura e xinga membro da equipe do Judas Priest

imagem"Master Of Puppets" entra no top 30 global do Spotify depois de "Stranger Things"

imagemA banda de hard rock dos anos 1970 que é a queridinha de Xande de Pilares

imagemMetallica em "Stranger Things" deixa fãs preocupados com a "popularização" da banda

imagemLed Zeppelin ou Pink Floyd, qual dos dois vendeu mais discos de estúdio?

imagemAngra: vídeos e setlist de show celebrando "Rebirth" em SP, com convidada especial

imagemAerosmith: Steven Tyler deixa reabilitação e morre esposa de Joey Kramer

imagemGuns N' Roses: A crítica de Portnoy ao trabalho de Matt Sorum

imagemO que Lemmy Kilmister aprendeu trabalhando como roadie de Jimi Hendrix

imagemMorre Patricia Kisser, esposa do guitarrista Andreas Kisser

imagemAxl Rose teria sofrido ataque de ansiedade antes de show, diz jornal

imagemMédico que tratou câncer de Mustaine escreveu letra de faixa do Megadeth

imagemFilho de Trujillo fez guitarra na "Master of Puppets" que toca em Stranger Things

imagemOzzy Osbourne gastou dinheirão em maconha, mas não fumou nada


Stamp

Kiss: eles ainda entregam muito, apesar do tempo passando

Resenha - Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

Por Eduardo dutecnic
Em 25/11/12

O Viper fez um set curto, praticamente um "Greatest Hits" de Soldiers of Sunrise e Theatre Of Fate, ainda como parte da "To Live Again Tour" e aproveitando pra promover o seu derradeiro show com esta formação com Andre Matos, dia 2 de dezembro no Via Marquês.

O show começou com Knights Of Destruction, faixa que abre o Soldiers Of Sunrise e o que veio em seguida foram só clássicos atrás de clássicos com To Live Again, Prelude To Oblivion e a Cry From The Edge. Living For The Night, em uma versão menor do que vimos nos shows "solo" do Viper nesta tour, veio para fechar a dobradinha Soldier/Theatre, com grande participação da galera, principalmente dos que se encontravam mais próximos ao palco. Rebel Maniac, com a plateia caprichando no "everybody, everybody…" e novamente o cover acelerado de ‘We Will Rock You’ do Queen encerraram esta rápida porém eficiente apresentação da banda em sua cidade-natal.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Muito legal o Viper ter tido a oportunidade de abrir para o Kiss em São Paulo (e no Rio também, no dia seguinte). Os desgastes da tour ficaram mais claros nesta noite, com a voz do Andre dando algumas falhadas com o passar da meia hora de show mas, mesmo assim, uma apresentação legal, com o som bem alto e com ótima aceitação dos presentes desta banda que é um dos ícones do metal nacional.

Kiss

Há basicamente duas linhas de eu escrever sobre o show. Uma delas é considerando apenas a questão geral da diversão, por uma ótica que normalmente quem vê a banda pela primeira vez ao-vivo fica (e fica deslumbrado mesmo, não tem jeito – ainda mais que grande parte do público presente era jovem), falar das explosões e toda a pirotecnia que poucas bandas trazem ao país, de como vale assistir a um show deles em relação ao dinheiro pago (porque a banda realmente entrega valor), a mágica que é ver esta banda ao-vivo e tudo mais. A outra linha é a musical apenas e, tentando ter o cuidado de manter em vista a idade avançada dos músicos em consideração, é ver também que a coisa anda ladeira abaixo e está previsível como nunca. Tentarei fazer um mix destas linhas pois, pelo menos para mim, a música é sempre prioridade ao-vivo.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

O Kiss entrou pontualmente no palco, as 21h30, com sua triunfal abertura para cerca de 25.000 presentes. A abertura de um show deles é de deixar até artistas que prezam mais pelo visual e fazem playback no palco, muitos deles encontrados no estilo pop, comendo poeira mesmo. As músicas são setentistas, com Detroit Rock City, com aquele tempinho a mais em seu início para a banda poder "pousar" no solo do palco, seguida de Shout It Out Load, ambas do Destroyer. Infelizmente, o volume do som caiu e muito em relação ao Viper e assim ficou por todo o show.

E vou logo aqui, para tentar não ser muito repetitivo também, falar como é triste ver a situação do vocal de Stanley. Creio que não conheço UMA pessoa que curta rock and roll que não goste da voz deste cara que encantou por décadas a todos nós. Todos nós amamos! E, infelizmente, a voz dele realmente acabou ao-vivo. Tem a questão da idade que DEVE ser considerada SEMPRE, tem a questão da cirurgia e tudo mais… mas é impossível não citar esta questão. É mais triste ainda porque ele tenta, por muitas vezes, ser o Stanley que todos nos acostumamos a ver, mas é nítido como ele mal chega perto e agora se segura, com a banda estrategicamente o suportando cada vez mais. Que fique claro aqui que isso é um adendo estritamente musical, pois com essa "deficiência", é claro que as músicas da banda perdem muito. E, nesta noite, até Gene estava um pouquinho rouco.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Voltando ao show, Stanley cumprimenta o público, pergunta sobre termos uma "rock and roll party", fala que foram para Argentina e Chile mas que nós somos "number 1? (com aquela vaia tradicional para os países da América do Sul) e a banda segue com Calling Dr. Love, para Gene assumir também o microfone e mostrar ainda mais sua incrível presença de palco. Após os clássicos, a banda então traz uma dobradinha do recém-lançado álbum Monster: Hell Or Hallelujah, que funciona muito bem ao-vivo – é uma boa música, bem encaixadinha, uma ótima opção de single, inclusive (e quem não conhecia a música, logo já aprendeu ali mesmo o grudento refrão para cantar) e Wall Of Sound que, apesar de não ter virado single do disco, segue as mesmas características da primeira, em minha opinião.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Hora de voltar aos anos 70 com Hotter Than Hell – e a banda, que tirou Firehouse do set, aproveitou para usar a tradicional sirene para apagar o fogo nesta hora mesmo, com Gene fazendo seu número de cuspir fogo. Stanley então anuncia que era hora de fazer algo do Creatures Of The Night, meu predileto, e a banda emenda o clássico I Love It Loud e seu "WHIPLASH, HEAVY METAL ACCIDENT…". Uma delícia.

A banda então traz a última do Monster na noite, Outta This World, com Stanley apresentando Tommy e este assumindo os vocais com bastante competência. Eric também tem seu momento de diversão visual com um "bazuca". O momento para os 2 não-originais da banda continua, com um solo meio estranho e sem sentido, calcado em blues, de Tommy com Eric acompanhando na batera e o guitarrista suspenso na plataforma atirando com sua guitarra ao final. E aí é hora do clássico cuspir fogo de Simmons para que ele pudesse também ser suspenso e o Destroyer voltasse com a excepcional e pesada God Of Thunder, com uma animação bem legal nos telões.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Paul chama a "Kiss Army" e anuncia que trariam uma música de um disco de 1998 e traz a faixa-título Psycho Circus, para minha enorme alegria de poder voltar àquela noite de 1999, com o show deles em Interlagos (e todo o frio que passei na saída do show). Deu para notar também que o público delirou com a inclusão da faixa, já que muitos ali presentes cresceram nesta época e tiveram este disco do Kiss como algo marcante. Só não entendi se Stanley errou a letra do início da música ou se foi algo proposital – ele inverteu o "Here I am! Here we are! We are one", cantando "Here we are! Here I am! We are one!". De resto, a música foi uma ótima pedida mesmo, um momento legal do show, apesar da roquidão de Stanley estar cada vez mais evidente.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Aí veio o grande momento do show para mim e para o Rolf, que foi o retorno do Creatures Of The Night, mas com War Machine. Infelizmente a galera próxima mal conhecia a música – e fica a dica para a galera ir atrás deste maravilhoso som. Para mim, o ponto mais alto do show, até pela questão de não ser uma música sempre tocada pela banda e, mesmo assim, ser uma das minha prediletas de lendária discografia. E alguns vão lembrar dos shows de 1983 da banda pelo país (aqui e aqui).

A partir daí, o Kiss liberou de vez clássico após clássico. Era hora de Paul voar para Love Gun e a gente viajar para 1977, em outro momento sempre muito especial, ainda que ele tenha se poupado bastante no vocal da música. Mesmo sendo algo repetido há tantas décadas, é de se admirar o sincronismo de tudo nesta música, com as esperadas explosões ao final.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Paul então repete a brincadeira que vimos no show de 2009 e toca o início de Black Diamond, música do fantástico primeiro disco da banda, com um globo dando um clima bem legal, e colocando a intro de Stairway To Heaven e fazendo a brincadeira de sempre, se a galera queria ouvir uma música do Kiss e tudo mais. O vocal então é assumido por Eric e sua "elevada" bateria para uma ótima performance geral do quarteto antes do retorno para o bis.

A banda volta ao palco com Stanley dizendo que é uma honra estar tocando para a gente e pergunta se gostaríamos de ver a banda no futuro, para então trazer Lick It Up, música do período que ficou marcado pelo Kiss removendo as maquiagens em uma forte tentativa que a banda tinha para recuperar o sucesso do início de carreira. A música é acompanhada por todos, principalmente em seu refrão, ainda que a galera tenha demorado a bater palmas, algo muito tradicional neste música. Ela ainda teve um rápido trechinho de Won’t Get Fooled Again, do The Who.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

A banda vai se despedindo com I Was Made For Lovin’ You, com Stanley achando uma das câmeras que transmitia ao-vivo o show e se esforçando bastante na parte do "can’t get enough", não comprometendo. Por fim, Rock And Roll All Nite em clima total de festa, claro, com Gene assumindo os vocais pela última vez na noite com a tradicional chuva de papéis picados pela pista e palco. Sempre um grande momento para se celebrar o rock and roll e a mágica da banda após um pouco mais de 1h30 de show. Uma linda queima de fogos finaliza a noite seguida do playback de God Gave Rock ‘N’ Roll To You II para o público poder continuar a cantoria enquanto deixava o estacionamento do Anhembi.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

É de se tirar o chapéu para o repertório da banda, pois eles trouxeram clássicos após clássicos e estrategicamente colocaram músicas do novo disco em momentos oportunos. Foi estranho não ver a banda tocando Deuce, ou Strutter, mas compreensível. A maior lamentação musical fica por conta mesmo do vocal de Stanley, mas há de se dar todos os descontos do mundo. Dói falar, mas infelizmente temos que nos acostumar com a realidade que o tempo está passando. Mas que eles ainda entregam – e muito.

Valeu, Kiss. É o de sempre – e o de sempre que tanto amamos. Não é?

Para conferir o vídeo completo do show do Kiss, algumas fotos (inclusive do ingresso), os setlists e links permeando toda a discografia da banda, acesse a matéria original no Minuto HM.

http://minutohm.com/2012/11/18/cobertura-minuto-hm-kiss-e-viper-em-sp-parte-2-resenha/

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal


Outras resenhas de Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

Resenha - Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

Resenha - Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

Resenha - Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

Resenha - Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

imagemResenha - Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

Resenha - Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

Resenha - Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Airbourne 2022
publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp




Sobre Eduardo dutecnic

Paulistano, nascido em 1982, bacharel em Sistemas de Informação pelo Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas (CEAG) pela FGV. Tem como paixão as bandas Iron Maiden e MetallicA, mas é fã de rock e metal internacional em geral. Alguns hobbies são: acompanhar o time do coração, Corinthians; doente por Back To The Future e Indiana Jones; viajar; Playstation; jogar o eterno Duke Nukem 3D. Carros em geral e F1 em especial. Tudo que pode ser relacionado à tecnologia (software e hardware). Ama os velhos receivers valvulados e aquelas maravilhosas caixas pesadas e potentes. Fã do Whiplash desde os primórdios. Criador e administrador do Minuto HM (www.minutohm.com), o blog da família do Heavy Metal (Twitter: @minutohm).

Mais matérias de Eduardo dutecnic.