Paul McCartney: em Porto Alegre, uma noite muito especial

Resenha - Paul McCartney (Estádio Beira-Rio, Porto Alegre, 07/12/2010)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Maximiliano P.
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Para você, o que é um dia especial? Na minha opinião é aquele no qual você vive momentos inesquecíveis, se depara com coisas inexplicáveis e convive com pessoas de atitudes incomparáveis.

16 acessosBeatles: singles natalinos serão relançados em dezembro5000 acessosHeavy Metal: "cristãos podem aprender muito com o gênero"

Beira-Rio, Porto Alegre, 07 de dezembro... Muita gente, confusão na entrada, camisetas pretas por todo o lado, cartazes, gente chorando por conseguir entrar no estádio... Sim, é o cenário esperado de um grande show de rock, o maior que o RS já presenciou. Às 21h10min, as luzes e os gritos de fãs de 15 a 70 anos anunciaram PAUL.

Ao olhar para os telões confesso que senti algo diferente, um frio na barriga, um frenesi muito estranho. Percebi, então, que não estava na presença de um artista qualquer, como muitos que já assisti ao vivo. Era PAUL MCCARTNEY, quem estava à minha frente... Um Beatle, um dos mais incríveis artistas da história. Esse feeling tomou conta do estádio, dava pra sentir no ar...

Após abrir o show com “Venus and Mars/Rock Show/Jet”, Macca começou a arrebatar o público com seu carisma. Nos intervalos de cada música, um bem humorado PAUL fez questão de se comunicar em português, desfilou com a bandeira brasileira e prestou muitas homenagens a seus amigos John/George, ao seu staff/banda e principalmente à platéia. Tudo isso com a simplicidade e o espírito simpático de um principiante, mesmo sendo ele a maior personalidade musical ainda viva.

Foram 2h46min de um show absolutamente inesquecível, com uma performance impecável de PAUL e de sua magnífica banda em 35 músicas, com 02 retornos. O repertório foi muito bem equilibrado entre canções dos Beatles, dos Wings e da carreira solo de PAUL.

Não vou discutir aqui se “Let it Be” foi melhor do que “Yesterday”, se “Eleanor Rigby” ou “The Long and Winding Road” fez mais gente chorar, ou se “Live and Let Die” animou mais o público do que “All My Loving”. Isso é discutir o sexo dos anjos.

Prefiro ressaltar alguns momentos pontuais do show como meus prediletos... PAUL levantou o estádio com uma versão alucinada de “Ob-La-Di,Ob-La-Da”, tocada pela primeira vez em solo brasileiro, fez a platéia gritar (mesmo) “I don't know, I don't know...” na lindíssima “Something”, me arrepiou em “Band on the Run” (a canção que eu mais aguardava) e na psicodelia de "A Day in the Life", e após perguntar à platéia “Do you wanna rock'n roll?”, deu espetáculo na frenética “Helter Skelter”.

“Sir James PAUL MCCARTNEY” tem 68 anos e está mais inteiro do que muitos quarentões por aí. Muitos associam sua longevidade musical à abstinência alcoólica e ao vegetarismo, mas se equivocam redondamente. PAUL “mito” e PAUL “artista” sobrevivem da energia irreverente de menino que ele carrega para o palco e da humildade de alguém que valoriza o carinho do público e nunca perde a chance de retribuir.

Durante todo o show PAUL se divertiu, curtiu o momento junto com a platéia, transpareceu uma energia muito positiva... Em cada palavra que cantou, em cada nota que assobiou ou tocou, era visível que fazia com com amor, e isso é o que vai perpetuá-lo. A duração e a alegria do seu show são verdadeiras lições para algumas “novas figuras” do meio musical, que tem idade para ser netos de PAUL e não tocam mais de uma hora e meia em seus “shows”, sem sequer mostrar os dentes.

No finalzinho, mais precisamente antes da última música (“Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”), PAUL deu o golpe de misericórdia no que se refere à humildade e reciprocidade com a platéia... O que mais pode ser dito de um ídolo que interrompe o show para atender o pedido de duas fãs apaixonadas? Ao autografar os braços delas, Macca tatuou seu nome no coração de cada um dos presentes no estádio.

Na década de 90, uma letra de Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) lançou no ar um dos maiores dilemas da história do rock: “Afinal, o que é rock'n roll: os óculos do John ou o olhar do PAUL?” Todos nós descobrimos a resposta naquele domingo, em um dia especial. Muito especial...

Set list: Venus and Mars/Rock Show, Jet, All My Loving, Letting Go, Drive My Car, Highway, Let me Roll it, The Long and Winding Road, 1985, Let Me In, My Love, I've Just Seen a Face, And I Love Her, Blackbird, Here Today, Dance Tonight, Mrs. Vanderbilt, Eleanor Rigby, Ram On, Something, Sing The Changes, Band on The Run, Ob-La-Di Ob-La-Da, Back in the USSR, I've Got a Feeling, Paperback Writter, A Day in the Life/Give Peace a Chance, Let it Be, Live and Let Die, Hey Jude, Day Tripper, Lady Madonna, Get Back, Yesterday, Helter Skelter e Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Paul McCartney (Estádio Beira-Rio, Porto Alegre, 07/12/2010)

634 acessosPaul McCartney: calor, lágrimas e rock em Porto Alegre


George HarrisonGeorge Harrison
Ronnie Von cometeu gafe e deixou de gravar com ele

16 acessosBeatles: singles natalinos serão relançados em dezembro811 acessosPipocando Música: 8 teorias de artistas que foram trocados900 acessosPaul McCartney: a máquina do tempo e as canções que não voltam mais374 acessosRed Rose Speedway: teria Paul McCartney ainda que provar algo?0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Beatles"

Pink FloydPink Floyd
"Os Beatles eram como figuras divinas para nós"

Paul McCartneyPaul McCartney
Um baita susto pregado por George Harrison

Phil CollinsPhil Collins
Paul McCartney foi tirar satisfação com o ex-Genesis

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Paul McCartney"0 acessosTodas as matérias sobre "Beatles"


Heavy MetalHeavy Metal
"Cristãos podem aprender muito com o gênero"

SlipknotSlipknot
Corey Taylor explica porque o mundo pop não suporta o Metal

Michael KiskeMichael Kiske
Ex-Hellowen: "O Iron Maiden vende a morte às pessoas!"

5000 acessosG.G. Allin: o extremo dos extremos5000 acessosReb Beach: "Não me importo de dizer que Kirk Hammet é um bosta"5000 acessosMaquiagem, spikes e sorrisos: conheça o Happy Black Metal5000 acessosKiss: os itens mais bizarros do merchandise oficial5000 acessosZakk Wylde: foto do arsenal de guitarras do músico5000 acessosJudas Priest: baterista de 10 anos tocando o clássico Painkiller

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.


Sobre Maximiliano P.

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online