Metallica: o show compensou qualquer falha da produção
Resenha - Metallica (Parque Condor, Porto Alegre, 28/01/2010)
Por Douglas Morita
Postado em 03 de fevereiro de 2010
Depois de 11 anos de espera, e da decepção do cancelamento dos shows em 2003, o Metallica finalmente volta à América do Sul como parte de sua turnê mundial do "Death Magnetic". Mais especificamente, dia 28 de Janeiro marcou a volta da banda em solos brasileiros, realizando o primeiro dos três shows que foram feitos no Brasil.
A apresentação, que deveria acontecer originalmente no Estádio Passos D’Areia em Porto Alegre, foi alterada faltando apenas pouco menos de duas semanas para um local chamado Parque Condor, desconhecido até então inclusive para moradores da cidade, devido à interdição pelo corpo de bombeiros do Estádio do São José. Felizmente, excluindo a quantidade insuficiente de banheiros químicos e o lamaçal que tomou conta do local após a chuva, o show dos gigantes do metal compensou qualquer falha por parte da produtora.
Por volta das 21h45, surgem no telão cenas do filme "Três Homens em Conflito" acompanhadas da música "Ecstasy of Gold", cantada em coro pelas mais de 25 mil pessoas presentes. O show começou de fato quando James Hetfield (vocal/guitarra), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e Robert Trujillo (baixo) subiram ao palco e mandaram de cara, três músicas clássicas do "Ride The Lightning": "Creeping Death", "For Whom The Bells Tolls" e a música título do disco.
Em seguida, tivemos "The Memory Remains" e os famosos "nanana"s que parecem terem sido feitos propositalmente para serem cantados juntos pelo público e que foi muito bem recebida, embora seja do controverso "Reload". Com violão no palco, Hetfield começa então "Fade To Black", marcando a quarta música do "Ride The Lightning" na noite, e depois a trinca de músicas do "Death Magnetic": "That Was Just Your Life", "The End Of The Line" e "The Day That Never Comes", todas devidamente cantadas e agitadas pelo público.
Na sequência, "Sad But True", "Cyanide", "One", com efeitos pirotécnicos sincronizados com as explosões e tiros do início da música de tirarem o fôlego, a quase hino "Master of Puppets", e então a rapidíssima "Battery".
Após um breve solo de Hammett, começa a balada "Nothing Else Matters", com direito a Hetfield sentado em um banquinho para dar um ar mais intimista para combinar com o estilo da música.
Ouvimos então o riff que marca o início de "Enter Sandman". Embora esteja saturado da música em si, ouvi-la ao vivo com som quase ensurdecedor e no meio do público é totalmente diferente e extremamente contagiante. Por mais que toquem essa música em todas as setlists, ela é realmente indispensável nos shows do Metallica.
A banda sai do palco para se preparar para o bis, que na turnê atual é sempre marcado por uma música cover, uma música antiga e "Seek and Destroy". A cover da vez foi "Die Die My Darling" dos Misfits, que já foi emendada com "Phantom Lord".
O show é finalizado com "Seek and Destroy", marcando mais uma apresentação histórica da banda em terras brasileiras, e aquela sensação de que duas horas de show é pouco para um grupo como o Metallica.
Setlist:
Creeping Death
For Whom The Bell Tolls
Ride The Lightning
The Memory Remains
Fade To Black
That Was Just Your Life
The End Of The Line
The Day That Never Comes
Sad But True
Cyanide
One
Master Of Puppets
Battery
Nothing Else Matters
Enter Sandman
- - - - - - - -
Die, Die My Darling
Phantom Lord
Seek and Destroy
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