Harris: "Sharon Osbourne tem um ego do tamanho da California!"

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Por Glauco Silva, Fonte: Maiden Fans Website
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Matéria de 06/09/06. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

A edição espanhola da Metal Hammer recentemente fez uma entrevista com Steve Harris, baixista do IRON MAIDEN. Segue a tradução da mesma (feita do espanhol e depois inglês), cortesia do site MaidenFans.com:

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Metal Hammer: É fato que muitos fãs podem desanimar e não gostar do álbum à 1ª audição. Por que ele saiu tão sombrio?

Steve Harris: Todos têm um modo diferente de enxergar as coisas. Fizemos entrevistas a semana toda, alguns de nós fomos ao Japão semana passada para promoção, e todos têm uma idéia diferente sobre o que acham do significado deste álbum. Agora mesmo fui entrevistado por 3 jornalistas espanhóis, e todos vocês o acharam sombrio. Isso só ocorreu antes com 2 repórteres. No entanto, isso é apropriado à faixa de abertura. 'Different World' fala sobre as diferentes perspectivas que as pessoas vêm nas coisas. Acho que o álbum tem mais esperança do que trevas, com um enorme sentimento progressivo. É bastante épico. Temos mais canções longas do que nunca, e não me pergunte por quê, pois isso nunca é planejado. Eu só reúno o pessoal...

Metal Hammer: ... e lhes diz que você tem um monte de músicas já prontas.

Steve Harris: Bem, eu lhes digo que os vejo na semana que vem (risos). Digo que temos que nos reunir para começar a trabalhar no novo álbum. Acho que a maioria do material foi escrito com o Adrian no 1º dia que nos encontramos. É bem espontâneo e inspirado. Então encontrei Dave e Janick, e Bruce escreveu as letras sobre minhas melodias. Mas não há um padrão para cada álbum...

Metal Hammer: Como compositor, você se diverte ao fazer as pessoas terem visões diferentes de seu trabalho? Você ri delas, pensando "seus idiotas"?

Steve Harris: (risos) Nada poderia ser mais inverídico que isso. Todos têm uma opinião diferente. É como ler um livro: todos lêem coisas diferentes, mesmo com o texto sendo igual.

Metal Hammer: Este é com certeza um álbum progressivo, apesar de eu considerar isso intencional, devido ao número de repetições nas músicas ou em partes de algumas delas. Algumas me lembraram "The Angel and the Gambler" do "Virtual XI". A música era muito boa, mas a repetição do refrão chegava a doer. Achei que as músicas do "A Matter of Life and Death" foram compostas longas só para ficar assim. Você não acha que músicas com dois minutos a menos sairiam melhores?

Steve Harris: Você é o 1º a mencionar isso. É uma questão de opinião. Quando escrevo algo, achamos que está certo do que jeito que é, não paramos pra pensar se a música é mais curta ou longa. Não escrevemos músicas longas no álbum só pra ter músicas demoradas.

Metal Hammer: Você acha que a música do MAIDEN pode seguir o rumo progressivo? Por quê não mudar no sentido de algo mais extremo? Isto é, só pra citar um exemplo.

Steve Harris: Não, pois não crescemos com o death metal. Portanto, ele não pode nos influenciar. Nossas influências musicais vêm dos anos 70, e isso é o que você pode escutar em nossos sons. O death metal está na área, mas não nos diz nada no tocante a escrever músicas, pois não crescemos escutando este tipo de música.

Metal Hammer: Eu quis dizer se o caminho progressivo é o único a ser seguido em sua evolução.

Steve Harris: Mas nem sequer pensamos nisso. Não pensamos em evoluir numa direção ou outra. Por isso o álbum tem músicas muito mais épicas, pois nem cogitamos isso.

Metal Hammer: A maior parte do ábum foi composta com Adrian. Acho que 5 de 10 músicas foram escritas em co-autoria com ele. Na situação hipotética dele sair da banda novamente, como você acha que isso afetará o som de vocês?

Steve Harris: Não acho que ele sairá de novo, pois já fez isso uma vez e teve a chance de voltar (risos). Não acredito que ele sairia uma 2ª vez, mas isso é imprevisível! Não creio que isso acontecerá, então não considero isso um problema possível. Acho que neste álbum, mais que em qualquer outro, a influência do Adrian é maior. No próximo disco eu irei 1º à casa do Janick ou do Dave (risos), e então teremos mais músicas deles no disco. As coisas rolaram assim pelo que eu já expliquei. Não somos uma banda que escreve 20 músicas e escolhe gravar 10. Paramos quando achamos que temos músicas o suficiente para um novo álbum.

Metal Hammer: O Metallica trabalhou bastante tempo com Bob Rock, e ele se tornou uma parte importante da banda. Vocês têm trabalhado com Kevin Shirley nos últimos 3 lançamentos. Você acha que uma mudança no que se refere a produção poderia beneficiar o grupo?

Steve Harris: Não, pois achamos o que procurávamos. Neste álbum soamos melhor do que nunca com o Kevin. Estamos confortáveis com ele e trabalhamos bem rápido. Pra que mudar a combinação se ele funciona? Seria algo a ser considerado se não estivesse funcionando...

Metal Hammer: Não se mexe em time que está ganhando.

Steve Harris: Exatamente.

Metal Hammer: A banda soa muito mais orgânica que a maioria dos demais na cena atual. Vocês estavam tentando encontrar esse som, ou este seria o som definitivo do MAIDEN?

Steve Harris: A única coisa que mudamos de propósito, desta vez, foi o som do baixo. Nos últimos 2 discos acho que me afastei do meu som clássico de baixo, devido à presença das 3 guitarras. Então, olhamos pra trás e escutamos nosso material antigo para recuperar o som de baixo dos 4 primeiros álbums. Disse isso ao Kevin e acho que agora soa bem melhor, com mais espaço para a bateria. Acho que é a única coisa que quisemos mudar intencionalmente, o resto veio de modo natural. E concordo que o disco soa bem mais orgânico. Fazemos o que fazemos e este é o resultado final. Kevin está bem acomodado agora, é o 3º álbum dele conosco. Ele sabe como nós todos trabalhamos, e o que fazer para tirar o melhor som possível desta banda.

Metal Hammer: A maior parte das gravações foi feita ao vivo, não é?

Steve Harris: A faixas base foram feitas bem rapidamente. O que mudamos desta vez foi que trabalhamos com uma atmosfera bem ao vivo. Trabalhamos nas bases de um som, adicionamos as coisas extra, mixamos e passamos pra próxima música. Foi ótimo trabalhar assim.

Metal Hammer: Li os diários do Kevin, e percebi que o álbum foi feito bem rápido, em só 2 meses.

Steve Harris: É porque é o 3º álbum dele, e isso acelera bastante as coisas. As composições foram escritas bem rápido, então pudemos trabalhar bem mais com o Nicko. Além disso, ele conhecia as músicas bem melhor quando entramos no estúdio, e pudemos gravar as bases mais rápido. Depois, trabalhamos som por som. Não foi algo letárgico. Se passar muito tempo no estúdio, você se aborrece com tudo e começam as discussões e tensão. Desta vez nos focamos em cada música e, uma vez terminada, era hora de fazer outra.

Metal Hammer: Acho que a voz do Bruce soa meio abafada em alguns sons, principalmente em "Different World". É alguma espécie de castigo por ele ter se comportado mal no Ozzfest de 2005?

Steve Harris: (risos) Não, nada disso. Depende da música. Às vezes a voz precisa se sobressair na mixagem, e às vezes precisa soar meio abafada. Se você aumentar a voz, perde aquele som grande e cheio que estava buscando. Por isso a voz dele pode parecer abafada em alguns sons. Mas foi proposital.

Metal Hammer: As linhas melódicas dele parecem os trabalhos antigos em alguns casos. Especialmente quando ele segura a nota no fim dos versos (Harris balança a cabeça). No passado já rolaram sons com linhas vocais mais rápidas e elaboradas, como "Hallowed Be Thy Name".

Steve Harris: Bom, depende do que a música pede. De certo modo é culpa minha, e não do Bruce, pois escrevi as linhas melódicas deste disco e do último. Se você tiver que culpar alguém, eu sou essa pessoa (risos). Tento fazer com que as coisas soem de determinada maneira, e tenho meu próprio estilo de compor. Uns gostam e outros não, mas fazer o quê? É meu estilo. Não analizo isso muito. Se você escutar um álbum e depois o analizar, pode ter uma opinião diferente da de outro ouvinte.

Metal Hammer: Sem analizar profundamente, você acha que um casual fã adolescente do MAIDEN achará um disco fácil de escutar? É difícil digeri-lo.

Steve Harris: Não penso nisso. Se eu quisesse chamar a atenção de adolescentes, escreveria um material tipo BULLET FOR MY VALENTINE, com linhas vocais mais focadas [ao que é popular atualmente], mas não ligamos a mínima [para isso]. Queremos os fãs jovens, pois é isso que faz uma banda evoluir, mas também pensamos nos demais, queremos todos os fãs, velhos, novos e os nem tanto. Não escrevemos o que as pessoas querem escutar, e nunca fizemos isso, pois elas não sabem o que querem escutar.

Metal Hammer: Por quê você acha que o MAIDEN durou tanto tempo? A razão é você, os outros membros ou tudo isso junto?

Steve Harris: O principal motivo é o que você mencionou antes: fazemos o que queremos. Se tentássemos escrever para adolescentes... Antes de qualquer coisa, não poderíamos fazer isso, pois não somos mais jovens. E se fizéssemos isso, aborreceríamos os fãs na faixa dos 30. Você não pode escrever o que as pessoas querem. Fazemos o que fazemos, e eles que decidam se gostam ou não. Se gostarem, ótimo. Se não, é pena. Esta é nossa atitude, e por isso ainda somos relevantes. Se não fosse assim, deveríamos fazer pesquisas: 'OK, que tipo de som você quer no próximo álbum? Que músicas temos que fazer?' (risos).

Metal Hammer: E aí dá um sorvete pra eles no fim da pesquisa.

Steve Harris: É isso aí (risos).

Metal Hammer: Agora vou perguntar sobre outro assunto, embora não queira [gastar tempo nele]: o Ozzfest do ano passado. Vocês sempre foram uma banda profissional, que mantinha a sujeira embaixo do tapete e não discutia seus problemas na imprensa. No entanto, parece que rolaram alguns problemas entre Bruce e o resto da banda.

Steve Harris: Somos músicos profissionais e agimos como tal. Preferiam que isso tivesse ocorrido longe do palco, tenho certeza, mas não foi assim. O bom é que o público estava conosco e, quando o som do PA foi cortado, nos apoiaram. Isso me deixou orgulhoso e me deixou arrepiado. Foi incrível o que aconteceu. Não por jogarem coisas em nós, como nossos roadies fazem quando acabamos as turnês (risos), mas é triste ver gente agindo desse modo quando têm problemas. Se você tem um problema, por quê não age como... eu diria um homem, mas tenho certeza que se fosse um homem envolvido, as coisas teriam sido diferentes. Os problemas teriam sido discutidos e acabou. Ponto final. Mas não foi um homem quem fez isso, então (as ações) foram completamente diferentes, e nem vou tentar entendê-las.

Metal Hammer: Pensei que havia algum problema com Bruce, pois ele se manifestou claramente seu descontentamento com os fãs obesos sentados na 1ª fila nos EUA.

Steve Harris: Sempre que vamos pra lá, o Bruce fala toda vez sobre essas coisas pois há muita coisa errada naquele país. Os fãs são ótimos e fiéis, e lamento quando entendem a mensagem de modo errado e acham que não gostamos de tocar nos EUA. O problema é as casas de show. Elas vendem os ingressos da frente para pessoas que não estão nem aí pra banda. Os verdadeiros fãs estão na 20ª fila, e o pessoal das primeiras filas foram convidados ou têm grana pra comprar aqueles lugares e ficar lá comendo frango frito. Imagine tocar em frente a esse pessoal. Você fica chateado mesmo!

O problema é que, se você está no fundo, nem sempre consegue ver a razão de estarmos tão irritados, pois não consegue ver o que rola nas filas da frente. No futuro temos que tocar em outros lugares. Existem outros locais, mas nem sempre estão disponíveis. Às vezes você tem que tocar em lugares onde essas coisas acontecem, mas vamos tentar trazer os fãs verdadeiros para os lugares da frente. Quando somos a banda principal em Denver, por exemplo, tocamos nos mesmos lugares que o Ozzfest [usa] e o problema é exatamente o mesmo. Tem idiotas nas fileiras da frente que não ligam pra o que você está fazendo. Sério, parece que se eles tivessem um controle remoto, mudariam o canal da TV (risos). Por quê eles vão ao show? Pra quê estão lá? É o tipo de gente que deveria estar no fundo. Eles têm o direito de estar no show, compraram seus ingressos, mas não acho que deveriam sentar nas primeiras filas.

Nós temos o retorno dos fãs da frente mais do que qualquer outra banda. Precisamos deste contato para curtirmos o show. Podemos ser profissionais e continuar a jogar, mas não deveria ser assim. Os reais fãs deveriam estar nas fileiras da frente.

Metal Hammer: O problema é que a maioria das casas são da Clear Channel, e não dá pra combater esses elementos.

Steve Harris: Dá sim, e combateremos. Vamos ver o que acontece.

Metal Hammer: As pessoas não vêem o que acontece nos lugares da frente, e pensam que Bruce está dando xilique. Talvez devido à sua reputação, apesar dele estar mais maduro do que há 20 anos atrás.

Steve Harris: Mas o Bruce sempre reclamou do que acontece nos EUA, pois esse problema não é novo. Se o Bruce não suporta algo, ele tem que dizer isso e agir de tal forma, apesar de que eu faria de um jeito diferente. Quando o Bruce reclama da MTV, ele está certo, e não me refiro ao 'The Osbournes'. Não é um programa tão grande quanto eles acreditam ser. Eu gosto do 'The Osbournes', acho um porograma incrível. O problema é que a MTV só tem reality shows e coisas assim, não ligam pra música. É disso que o Bruce reclamava. Eles acham que quando criticamos a MTV e toda aquela m*rda, criticamos o 'The Osbournes'. É um problema de ego deles.

Metal Hammer: Mas ela [Sharon Osbourne] pensou que era algo pessoal.

Steve Harris: Por quê? Porque ela tem um ego do tamanho da p*rra da Califórnia!

Metal Hammer: Sei lá, Steve, parece que a Sharon Osbourne é uma mulher peculiar. Vocês que trabalharam com ela devem saber mais que eu.

Steve Harris: Eu a encontrei diversas vezes no passar dos anos e nunca tive nenhum problema com ela antes, mas o que ela fez foi amador. Se ela tinha um problema com alguém, deveria ter falado com o Rod [N. do Tr.: Smalwood, empresário do IRON] ou direto com o Bruce. Por quê ela esperou até o final da turnê e agiu daquele modo? Se não gostava de algo, deveria ter parado bem antes. E vou te contar, não foi só isso. Fizemos um grande show em Boston, na 1ª noite do festival, e ela não disse nada. Mas no 2º, entramos no palco e não havia som. Nada vinha do PA durante a 1ª música. Acho isso extremamente anti-profissional.

Metal Hammer: Você acha que um possível motivo seria que no IRON MAIDEN o vocalista ainda canta, ao invés de balbuciar e gaguejar?

Steve Harris: Sei lá, não sei o que a levou a agir assim. É uma m*rda... não repetiríamos isso. Somos a banda principal nos EUA desde 1983 e fizemos o Ozzfest para tentar alcançar uma nova geração de fãs. É difícil ganhá-los de outro modo, e acho que funcionou. Mas veja o que rolou no fim...

Metal Hammer: Como foi tocar um set maior porque o Ozzy não conseguia se apresentar algumas noites?

Steve Harris: Sabíamos que isso ia acontecer. A gente sabia que ele não conseguiria fazer 2 shows em seguida. Sabíamos que poderia rolar.

Metal Hammer: Então não foi uma surpresa.

Steve Harris: Não, estávamos prontos pra isso. Não tivemos nenhum problema com Ozzy. Numa das noites ele não pôde se apresentar, o Bruce disse algumas palavras gentis no palco, desejando a ele uma pronta recuperação e tudo de bom. Parece que a esposa dele não estava escutando...

Metal Hammer: Ozzy não é o problema, é a esposa dele.

Steve Harris: Ah, eu não disse nada. Já falei muito (risos).

Metal Hammer: Voltando ao disco... 2 músicas me surpreenderam: "For the Greater Good of God" e "The Reincarnation of Benjamin Breeg". Esses são os sons que mais se parecem com o material do "Dance of Death". Eles são sobras de gravações do álbum anterior?

Steve Harris: Não, tudo neste lançamento é novo. Só tem uma parte da música em que eu usei uma idéia de baixo de um som antigo, mas ela não tem nada a ver com 'Dance of Death'.

Metal Hammer: Acho que às vezes você tenta criar espaço pra 3 guitarras quando a música não tem espaço para 3 solos ou harmonias múltiplas. Você não acha que as 3 guitarras estão sendo usadas demais?

Steve Harris: Acho que não. No passado, fizemos harmonias gêmeas com uma 3º guitarra base. As 3 guitarras não são o motivo por trás da duração das músicas.

Metal Hammer: Quais os planos para o futuro? Há alguns anos você disse que fariam menos apresentações, iam gravar discos no inverno e fazer turnês no verão.

Steve Harris: Pra ser sincero, não queremos mais fazer turnês de 9 ou 10 meses. Não conseguimos mais, fisicamente. Se fizéssemos isso, nos arriscaríamos a ficar queimados e então tirar uns anos de férias. A última durou 4 meses, e quando acabamos queríamos mais, algo que é realmente bom (risos)! Significa que poderíamos voltar ao trabalho mais rapidamente, ao invês de fazer turnês por 10 meses e então descansar. O único problema é que não podemos tocar mais de uma vez na Espanha, e então deixamos de tocar em Portugal, Grécia ou Bélgica, onde deveríamos ir.

Metal Hammer: Mas vocês não fazem 7 datas no mesmo país, como ocorreu antes na Espanha.

Steve Harris: Não temos mais 20 anos de idade. O problema é que a banda cresce a cada ano, mas não podemos fazer turnês por 9 meses, porque depois...

Metal Hammer: ... você se sente velho.

Steve Harris: Não é que a gente se sinta velho; é uma questão de qualidade sobre a quantidade. É melhor fazer as coisas direito. Temos que ser realistas.

Metal Hammer: Têm rolado muitos rumores na imprensa sobre o fim do MAIDEN.

Steve Harris: Não podemos continuar pra sempre. Agora estamos fortalecidos. A única razão pela qual continuamos é porque, hoje em dia, planejamos as coisas melhores. Se continuássemos a fazer as coisas como antigamente, perceberíamos que não conseguiríamos continuar a tocar.

Metal Hammer: Não me leve a mal, eu não quero que o MAIDEN acabe!

Steve Harris: Claro, é algo típico a ser especulado. Temos que planejar bem as coisas, então podemos manter a banda viva e unida.

Metal Hammer: Pensei que vocês fariam a turnê deste álbum, seguida de shows com músicas do "Powerslave", "Somewhere in Time" e o que saiu, e finalmente um último disco e uma turnê antes de se aposentarem.

Steve Harris: Ainda não sabemos. Queríamos fazer muitas coisas. Adoraríamos fazer outro álbum de estúdio, e provavelmente o faremos. Ou talvez não. Temos que ser passionais em relação ao que fazemos.

Metal Hammer: Se não fossem os aviões particulares, vocês continuariam a fazer turnês?

Steve Harris: Quando fazer show se torna um problema, você percebe que não quer mais isso. Agora gostamos de turnês. Devido à nossa popularidade, deveríamos fazer mais apresentações, mas não podemos mais. Agora tocamos em algumas cidades num ano e em outras no próximo. Talvez as pessoas devam viajar para nos ver ao vivo...

Metal Hammer: É o que muitos artistas clássicos fazem: turnês com 15 ou 20 datas. O público vem a eles, ao invés do contrário.

Steve Harris: Bom, fomos uma das bandas que mais fez turnês em todos os tempos, e garantimos nosso direito de tocar menos. O que as pessoas preferem? Uma turnê de 9 meses e depois a banda acabar porque não agüentamos esse ritmo? Não creio que esta seja a melhor solução possível...

Metal Hammer: As pessoas deveriam ver a agenda da World Slavery Tour.

Steve Harris: Infelizmente, esse é um problema para nossos fãs mais jovens, que não nos viram tanto ao vivo. Mas não podemos fazer nada relativo a isso. Não podemos fazer turnês longas. Hoje em dia os vôos são mais baratos, e um fã tem mais oportunidades de pegar um avião para nos assistir. Sei que é um problema, mas não podemos fazer nada se quisermos continuar a fazer shows.

Metal Hammer: Assim vocês também evitam ser vistos ao vivo muitas vezes, como o SAXON que tocou em todos os festival europeus, ano após ano.

Steve Harris: Você está certíssimo. Vamos escutar um monte por não tocarmos em Portugal — ainda mais eu, que tenho uma 2ª casa lá — ou na Bélgica, Grécia, Austrália e demais países. Mas fazer o quê? Não se pode agradar a todos.

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Sobre Glauco Silva

36 anos, solteiro, estudou Linguística e Engenharia de Alimentos na UNICAMP. Tem sua sobrevivência (CDs, cigarro e cerveja) garantida no trabalho em uma multinacional. Iniciado no Metal em 1988, é baixista/vocal do LACONIST (Death Metal) e acredita fielmente que o SARCÓFAGO é a melhor banda do universo.

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