West Ham: o time do coração de Steve Harris
Por Paulo Roberto Unzelte
Postado em 01 de outubro de 2006
Extra!!! Steve Harris torce para o Bangu!!! Não se assuste caro leitor, o baixista do Iron Maiden não decidiu morar no Rio de Janeiro e escolheu o time do subúrbio carioca para torcer nas tardes de domingos. Pelo contrário, Steve Harris continua fiel ao seu West Ham, um time que pode ser facilmente comparado ao Bangu e Juventus da Moóca. Peço permissão a Mr. Harris para descrever um pouco da história deste simpático clube londrino.
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NOTA: a matéria abaixo foi escrita em 2006. Atualizações podem ser enviadas pelo link de correções logo abaixo do título.
O velho e bom Steve Harris não tem vergonha alguma de mostrar a sua paixão pelo West Ham...
O amor de Harris é tanto que o homem continua usando nos shows a munhequeira com as cores e o nome do clube, além de ter colocado no set de músicas, no primórdios do Iron Maiden, uma versão pesada de "Bubbles", cântico peculiar dos fanáticos torcedores do "The Hammer".
Falar que Steve é um baita músico é chover no molhado, porém o cara também é um excelente esportista, pois o West Ham é bem fraquinho, apesar de alguns momentos brilhantes em sua história. Peço permissão a ele, e aos outros torcedores do West Ham, para descrever um pouco da história do time que tem muitos admiradores no Brasil (advinha por causa de quem...)
O West Ham United Football Club foi fundado em 1895 por trabalhadores de um estaleiro localizado no rio Tâmisa, em Londres, com o nome de Ironworks F.C. O nome West Ham passou a ser adotado em 1900.
O time joga no estádio Boleyn Ground, mais conhecido como Upton Park, nome da estação de metrô mais próxima, com capacidade para cerca de 35 mil lugares. O West Ham é um time que tradicionalmente joga de forma ofensiva (pelos padrões ingleses do futebol), por isto ganhou o apelido de "The Academy of Football". Vale lembrar que o Palmeiras também é conhecido como a Academia. Os torcedores do clube recebem os apelidos de "The Hammers" e "The Irons".
Uma curiosidade é que até 1989 o clube só havia tido cinco treinadores em toda a sua história. Aqui no Brasil os clubes também têm a mesma postura, só que são cinco treinadores por ano.
O clássico de maior rivalidade é contra o Millwaal, um outro time ainda mais fraquinho de Londres. Neste jogo o bicho pega, tipo um Bangu x Bonsucesso...
O West Ham se orgulha por ter conquistado três títulos da F. A. Cup (1964, 1975 e 1980), Campeão da Recopa Européia (atual Taça da Uefa) em 1965, Campeão da Segunda Divisão Inglesa em 1958 e em 1980-81 e, bem mais recentemente e com certeza com a presença de Steve Harris na arquibancada, o vice-campeonato da Taça da Inglaterra de 2006, quando foi derrotado pelo Liverpool.
O West Ham jogou na inauguração do estádio de Wembley, em 1922, quando disputou a final da 1ª F. A. Cup contra o Bolton Wanderers. O jogo foi acompanhado por 250 mil (!!!) pessoas, muitas dentro do próprio campo, que viram a derrota do West Ham.
A primeira vez que o time jogou a Primeira Divisão Inglesa foi em 1923, sendo que a melhor colocação foi um 3º lugar na temporada 1985-86. Os torcedores já sofreram com o rebaixamento por quatro vezes. A última vez foi em 2002-2003, após dez anos na Premier League. Retornou na última temporada (2005-2006), quando ficou numa honrosa 9ª colocação.
A década de 60 é lembrada com saudosismo e alegria pelos "The Hammers", coincidentemente época em que Steve Harris deve Ter começada a acompanhar futebol. Foi neste período que o time figurou como um dos principais da Inglaterra e da própria Europa. A equipe era comandada por um trio de craques: Geoff Hurst, Martim Peters e o incomparável Bobby Moore, craques que integraram a seleção inglesa campeã mundial de 1966. Bobby Moore era o capitão da equipe nacional, além de ser um cracaço e maior ídolo na história do West Ham. Outros jogadores conhecidos que atuaram pelo West Ham foram o italiano Di Canio, o croata Suker, o costa-riquenho Wanchope e o inglês Paul Ince.
O West Ham não é uma equipe grande, apesar de ser bem mais rica que muitos dos nossos clubes. Nasceram no West Ham três craques ingleses, que disputaram a Copa da Alemanha: Joe Cole, Rio Ferdinand e Frank Lampard. Com a venda deles ainda jovens, o clube ganhou alguns milhões de libras.
O West Ham foi recentemente tema principal de um filme de cinema: ‘Green Street Hooligans’, que no Brasil ganhou o nome de "Rebeldes do Bairro’. O ator principal era Elijah Wood e tratava do tema de uma gangue violenta das arquibancadas. Apesar deste filme, a torcida do West Ham não é uma das mais violentas da Inglaterra.
Para nós brasileiros, o clube ficou ainda mais conhecido quando o presidente Lula ganhou uma camisa 10 durante visita a Londres ou quando o empresário e gestor do Corinthians, Kia Jorabichian, tentou comprar o clube. O West Ham esteve presente na Copa de 2006 através do goleiro de Trinidad e Tobago, Shaka Hislop, que foi negociado após a competição com o futebol dos Estados Unidos.
O mais curioso é que apesar do nome, a sede do clube fica na região sudeste de Londres.
Após este breve relato, convoco a todos que na próxima transmissão de uma partida do West Ham na tv a cabo, encarnemos um pouco de Steve Harris e cantemos a pleno pulmões "Bubbles":
"I'm forever blowing bubbles,
pretty bubbles in the air
They fly so high, nearly reach the sky
And like my dreams they fade and die
Fortune's always hiding,
I've looked everywhere
I'm forever blowing bubbles,
pretty bubbles in the air
UNITED! (clap hands) UNITED! (clap hands)"
Paulo Roberto Unzelte, metaleiro desde 1985, corintiano desde o nascimento e West Ham desde agora. Fã de hard rock, metal tradicional e do thrash da década de 80 e 90. Contatos: [email protected]
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