Regis Tadeu e os cinco discos mais ridículos de heavy metal
Por Bruce William
Postado em 13 de março de 2026
Em 2020, Regis Tadeu publicou no canal oficial dele um vídeo em que lista o que chama de "cinco discos simplesmente pavorosos" dentro do heavy metal. Como a gravação continua disponível no YouTube, dá pra dizer, com segurança, que esse recorte ainda representa a opinião dele sobre esses álbuns. Assim como uma das várias réplicas feitas na época, que pode ser conferida no link abaixo.

Regis abre o vídeo lembrando que toda banda pode lançar trabalho fraco, inclusive as mais famosas, e diz que escolheu discos de "bandas bem famosas" justamente para cutucar um comportamento que ele enxerga em parte do público de metal: a ideia de se achar "superior" em relação a quem ouve outros estilos.
"Todo mundo sabe que toda banda, todo artista, está sujeito a fazer trabalhos absurdamente medonhos, ridículos… e eu escolhi cinco discos simplesmente pavorosos, ridículos, dentro do meio do heavy metal. (…) É porque o pessoal que gosta de metal costuma se achar um pouco superior em relação às pessoas que gostam de outras coisas."
A primeira "vaca sagrada" citada é o Black Sabbath, e o alvo é "Tyr" (1990), fase Tony Martin. Regis diz que, se você ouvir com isenção, parece demo de banda imitando Sabbath, reclama do som "achatado", aponta músicas fracas e diz que Tony Iommi estaria "preguiçoso" nos riffs e solos.
No Metallica, a escolha é "St. Anger" (2003), tratado por ele como fiasco e como um disco pretensamente "autopunitivo", com desejo infantil de chocar. Ele destaca o som de caixa/bateria como algo insuportável e usa uma comparação bem pesada: ouvir o álbum do começo ao fim seria uma espécie de tortura. "St. Anger… é um disco que passou pra história como o primeiro álbum a ser gravado com um baterista tocando lata de goiabada… (…) Um dos maiores fiascos musicais de todos os tempos… (…) Você se mete a ouvir esse disco do começo ao fim… é um tipo de tortura."
O Judas Priest entra com "Ram It Down" (1988). Regis descreve o álbum como um "arremedo" montado para cumprir contrato com gravadora, com sobras reaproveitadas e um elemento que, pra ele, é heresia no som do grupo: bateria eletrônica/programada. Ele ainda cita a versão de "Johnny B. Goode" como constrangedora e menciona o disco como ponto de ruptura que teria pesado para Rob Halford sair.
O Iron Maiden aparece com "Virtual XI" (1998), com Regis batendo na tecla do período Blaze Bayley e dizendo que o álbum é constrangedor, com energia "escorrendo pelo ralo", teclados vergonhosos e excesso de repetição em "The Angel and the Gambler". Ele ainda comenta: "Por muito pouco, a banda não acabou depois da turnê do 'Virtual XI', e seria um final melancólico e vergonhoso, por isso que chamaram o Bruce Dickinson de volta."
Pra fechar a lista, ele escolhe Manowar e vai de "Into Glory Ride" (1983). "É claro que eu não poderia encerrar uma lista como esta sem colocar pelo menos um disco de uma das bandas mais ridículas de todos os tempos" Regis diz que "poderia colocar qualquer disco do Manowar", escolhe esse por considerar a experiência especialmente ruim e descreve o som como abafado, produção amadora e riffs "esqueléticos", com piadas sobre o nível do material.
Confira no player a seguir o vídeo, na íntegra, com todos os comentários e explicações feitos por Regis sobre os cinco discos escolhidos.
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