Music Radar publica review de "Death Magnetic", novo álbum do Metallica
Por Douglas Morita
Fonte: Music Radar
Postado em 29 de agosto de 2008
Traduçao originalmente publicada no site Metal Remains
O site MusicRadar.com postou um review do novo álbum do METALLICA, "Death Magnetic", o qual pode ser conferido abaixo:
Metallica Ltda tem algo a ser arrumado: o "St. Anger" de 2003 devia provavelmente ter sido mantido entre as paredes do QG da banda e rotulado como "Some Kind of Therapy".
Enquanto nós vamos fundo nas entranhas da gravadora deles para ser um dos primeiros a ouvir o "Death Magnetic", é com medo e trepidação. Murmúrios do Kirk Hammett solando de novo e riffs thrashs são todos bons mas eles foram entregues nesta besta de 80 minutos? Sim. E então algo mais.
That Was Just Your Life
Começa com um som de um coração batendo vagarosamente, muda para uma parte de palhetada limpa estilo "Sanitarium". Então todo o inferno é liberado. Este é um Metallica que achávamos que nunca ouviríamos de novo - as guitarras bases na velocidade da luz de "Blackened" e o grande James Hetfield com uma nova chama em sua voz. É o som da banda que de repente reconheceu sua força e estão de alguma forma criando uma ponte entre o "...And Justice For All" e o álbum preto de 1991. Que maneira de começar.
The End Of The Line
O riff principal aqui pode ser reconhecido instantaneamente por alguns fãs - foi salva da "The Other Song" que o Metallica estreiou ao vivo em 2006 (e então mandou para o lixo). Combina muito mais na introdução aqui, a primeira de um banquete de riffs nesta fonte de energia - incluindo o gancho recorrente que é reminiscência da "Even Flow" do Pearl Jam. O Kirk Hammett parece ter ficado com consciência culpada pelos últimos dez anos e está solando como se sua vida dependesse disso - e sim, ele trouxe seu wah wah junto com ele.
Broken, Beat & Scarred
Outra dose de peso com um riff simples mas efetivo que relembra o álbum preto. É porrada, dinâmica e mostra outro vocal mandão do Hetfield com um refrão grudento (algo sobre sobreviver a uma dificuldade). Embora neste momento comece a parecer meio repetitivo o vocabulário de viradas do Lars Ulrich.
The Day That Never Comes
O single é bem colocado aqui depois de todos as reviravoltas das três faixas anteriores. Duas coisas estão claras agora: 1) Os boatos sobre uma masterização ou mixagem risível do "Death Magnetic" não têm fundamento na maior parte. As guitarras têm muitas frequências médias e passagens mas o som não fica confuso. No entanto, 2) a bateria de Lars Ulrich ainda soa alta demais na mixagem desta música em particular. Quantos microfones ele colocou nessa caixa?
All Nightmare Long
As guitarras dominam esta música. Muito melhor do que o título escuso sugere, você pode querer checar seu pulso se sua cabeça não estiver mexendo ao ritmo do riff principal de guitarra. De volta ao território da mistura do Justice/Black, existem umas palhetadas alternadas ótimas que gritam "Dyers Eve" com um dos refrões mais fortes do álbum. O solo caótico de Hammett combina perfeitamente e até há um fim falso para ser contado - ei, funcionou com o Def Leppard na "Animal". As semelhanças acabam aí.
Cyanide
É estranho que a banda tenha escolhido esta música para ser a primeira a ser apresentada ao vivo, pois ela não é uma boa representação do "Death Magnetic". Diminuindo o ritmo, ela parece feita em laboratório na segunda parte - um pouco forçada. Ou talvez seja porque a bateria está muito alta na mixagem de novo...
The Unforgiven III
Outro título ameaçador. Começa com um piano triste estilo Einaudi e cordas antes de desenvolver em uma balada do Metallica surpreendentemente adorável com algum groove de southern rock. De novo, o Hetfield aumentou seu jogo vocal e isso ajuda a levar a música enquanto continua na segunda parte com alguns solos heróicos de Hammett. É interessante ouvir a banda reciclando alguns de seus antigos riffs aqui - algo da faixa título do "Ride the Lightning" se nós não estivermos enganados.
The Judas Kiss
Esta é uma que possivelmente crescerá e coloca alguns riffs fora do lugar antes de entrar de vez. A velocidade dos versos, a dinâmica mais lenta, são impressionantes e a parte do "Bow Down" do Hetfield no refrão tem mais do que um toque de "Master of Puppets" nele.
Suicide & Redemption
A primeira música instrumental do Metallica em 20 anos tem muita viagem nela - a marca registrada e a mágica na "Orion" e "To Live Is To Die" não podem ser ignoradas. "Suicide & Redemption" se torna a grande decepção do "Death Magnetic".
Os dois riffs principais simplesmente não são fortes o suficiente para mantê-la - privados de atmosfera, eles poderiam ter sido o trabalho de alguma banda de metal sem nome. Para uma banda que passou boa parte do álbum provando que eles ainda entendem de dinâmicas, isto soa como forçado e não passa da sua apresentação. Mas pelo lado bom - você pode ouvir o baixo do Robert Trujillo soando legal.
My Apocalypse
Uma excelente forma thrash de sair e a faixa mais direta do álbum. É quase como se o produtor/guru Rick Rubin tenha falado para eles "façam um Slayer" e julgando pelo riff do Hammett por volta dos dois minutos, o espectro de Jeff Hanneman estava definitivamente presente no estúdio naquele dia.
Quase 80 minutos e muito se pode tirar dessa primeira ouvida. É o álbum "...And Justice For All" que é o ponto recorrente de referência aqui, principalmente nas faixas pesadas. E o thrash progressivo e sombrio do álbum é um grande marco.
Há alguns problemas no caminho e sem dúvida não será o suficiente para satisfazer os pessimistas do old-school - especialmente os críticos vanguardistas das técnicas atuais (leia-se: limitadas) de Lars Ulrich.
Mas você tem que se perguntar, o que você esperava da banda de metal de maior sucesso mundial depois de todos esses anos de decepções no estúdio? Você pode muito bem se surpreender com o que eles têm desta vez. E se nós ouvirmos mais riffs de guitarra em um álbum neste ano, você pode nos chamar de Dave Mustaine.
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