Os únicos dois músicos que Humberto Gessinger poupou ao criticar geração do rock nacional
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de dezembro de 2023
Em uma entrevista concedida em 1996 e publicada no canal do Lindomar Aguiar, Humberto Gessinger, eterno vocalista e baixista do Engenheiros do Hawaii, não poupou críticas e alfinetadas à geração de músicos contemporâneos dos anos 1980. Em um discurso direto e ácido, o músico deixou apenas dois músicos de fora de suas críticas.
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Gessinger começou a entrevista expressando sua irritação com a "bola da vez". Segundo ele, toda a geração musical em destaque na época o incomodava, revelando um incômodo em relação ao cenário musical brasileiro.
O músico, famoso por suas letras icônicas, não economizou nas críticas ao afirmar que sua geração foi capaz de produzir apenas dois músicos com "assinatura e competência técnica": Edgard Scandurra (Ira!) e João Barone (Paralamas do Sucesso).
Contudo, Gessinger não se esquivou de elogiar a habilidade lírica de sua geração, enfatizando que todos eram "maravilhosos" quando se tratava de letras. No entanto, ele apontou que, com o tempo, a qualidade das composições se tornou excessiva e "over". Até mesmo os roadies, segundo Gessinger, escreviam bem.
A explosão de críticas atingiu em cheio a Legião Urbana, banda que, na época, figurava como a mais vendida do Brasil. Gessinger chamou a atenção para a "pobreza musical" da banda, questionando como era possível vender tanto com tal qualidade musical.
Um dos pontos mais impactantes da entrevista foi quando Gessinger apontou para a falta de músicas instrumentais entre os guitarristas de sua geração, afirmando que todos eram, antes de tudo, compositores.
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