O prato onde o Pink Floyd comeu, apesar de Roger Waters torcer o nariz para o cardápio
Por Bruce William
Postado em 14 de fevereiro de 2026
Se tem uma coisa curiosa na história do Pink Floyd é que a banda virou sinônimo de "psicodelia" pra muita gente - só que o Roger Waters nunca foi fã do rótulo - muito pelo contrário. E não é nem pela música em si (até porque a fase inicial do grupo está ali, registrada), e sim a ideia de transformar uma palavra ligada a drogas e "viagens" num gênero musical com carimbo e tudo.
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A lembrança aparece numa fala recuperada pela Far Out, em que Waters explica por que a palavra sempre soou errada pra ele. Ele até aceita "psychedelic" como adjetivo ligado a psilocibina, cogumelos e drogas "que expandem a mente", mas diz que usar isso para descrever um estilo de música era outra história: "Eu nunca gostei muito de psicodelia da primeira vez que ela apareceu. Eu consigo entender esse termo como um adjetivo para descrever psilocibina, ou cogumelos, ou drogas 'que expandem a mente', mas psicodélico como um adjetivo anexado a um certo estilo de músicos sempre me pareceu ridículo."
A ironia é que o Floyd "comeu esse prato" no começo, especialmente na era Syd Barrett. "The Piper at the Gates of Dawn" virou um dos cartões de visita daquela cena londrina de 1967, com letras fantasiosas e um jeito de soar que o público, naturalmente, passou a chamar de psicodélico, um rótulo que colou e nunca mais largou.
Só que a trajetória do grupo logo foi para outro caminho. Depois da saída de Barrett, o Floyd foi procurando uma linguagem própria, e quando acertou a mão em peças mais longas e atmosféricas, a banda passou a ser lembrada menos como "som de viagem" e mais como um projeto que construía clima, narrativa e textura, às vezes com letras bem pé no chão, inclusive quando eram pesadas.
E tem um ponto pessoal por trás dessa implicância do Waters com o termo. Ele perdeu um amigo muito cedo para a espiral de substâncias e instabilidade mental, e isso muda a lente: se a palavra "psicodelia" vira um atalho para "música que você precisa de droga pra curtir", ele não ia comprar essa ideia com facilidade, nem como imagem pública, nem como "definição" do que o Floyd fazia. É o tal detalhe: o "prato" estava na mesa, o mundo inteiro jura que era o principal - e o cara que estava sentado ali diz que nem gostava do nome do cardápio.
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