O álbum que McCartney queria fazer desde "Sgt. Peppers"; "sensação de que tudo é possível"
Por Bruce William
Postado em 24 de fevereiro de 2025
Paul McCartney sempre teve um olhar nostálgico para a fase psicodélica dos Beatles, mas demorou anos para revisitar essa liberdade criativa de forma plena. Com "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", a banda criou um universo próprio, onde alter egos permitiam experimentar sem amarras. Décadas depois, McCartney encontrou um caminho semelhante com "Electric Arguments", disco lançado em 2008 pelo The Fireman, projeto paralelo com o produtor Youth.
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O conceito do álbum refletia esse espírito de liberdade. Ao contrário de seus discos solo convencionais, "Electric Arguments" foi criado sem pressões comerciais, com sessões espontâneas e improvisadas. McCartney comentou sobre essa sensação de desprendimento em fala resgatada pela Far Out:
"O original do The Fireman era se sentir completamente livre no estúdio, e isso é algo que me interessava desde 'Sgt. Pepper', quando criamos alter egos para alcançar esse efeito. Dá a sensação de que tudo é possível e impede que você leve as coisas muito a sério."
Embora "Sgt. Pepper" tenha sido um marco na experimentação musical, muitos esquecem o quão estranho ele pode soar. A cada faixa, os Beatles testavam novas abordagens, como os loops caóticos de "Being for the Benefit of Mr. Kite!" ou as camadas de efeitos em "Lucy in the Sky with Diamonds". De certa forma, McCartney reviveu essa mentalidade em "Electric Arguments", que trazia uma mistura de psicodelia e improviso que o afastava dos formatos tradicionais de suas composições.
Canções como "Sing the Changes" demonstram esse processo, nascendo de ideias aparentemente desconectadas e se transformando em algo maior. Assim como em "Sgt. Pepper", onde pequenos experimentos se tornaram peças fundamentais do álbum, McCartney usou o The Fireman para expandir sua criatividade sem as limitações de um disco pop convencional, aproveitando o projeto paralelo para explorar novas ideias e abordagens sem a necessidade de seguir um formato convencional.
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