RockHard-Valhalla: Músicos do Andralls comentam a carreira do Metallica

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Rodrigo Helfenstein, Vinicius Mariano, Alessandro Fogaça e Alexander Maurício, juntamente com Alex Coelho, Dennis Lallo e Alexandre Brito, do Andralls, comentam a carreira do Metallica ao som da trilha do documentário “Some Kind Of Monster”.

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Mesa Redonda é uma seção da revista RockHard-Valhalla. Esta matéria foi publicada na edição 28 da revista.
Mesa Redonda é uma seção da revista RockHard-Valhalla. Esta matéria foi publicada na edição 28 da revista.

Participantes:

Rodrigo Helfenstein; Vinicius Mariano; Alessandro Fogaça; Alexander Maurício.

Convidados Especiais:

Alex Coelho, Dennis Lallo e Alexandre Brito – Andralls.


Faixa 1 – Some Kind Of Monster

RH: Esse CD é a trilha sonora do DVD documentário da banda de mesmo nome.

AM: Vou começar falando que essa música é muito horrível (risos)!

VM: É aquele documentário que o Mustaine falou que queria processar a banda por ter colocado umas imagens dele que ele não tinha autorizado.

AB: O St. Anger não é um álbum do Metallica. Não é volta do thrash metal nenhum, não é volta de nada! Ao vivo eles podem até estar tocando legal.

RH: O vocal desse som é meio “rapeado”.

AC: Eles estão numa fase que lançam qualquer coisa e vendem milhões. O que eles tinham que fazer já fizeram, então lançam qualquer coisa. É essa impressão que o disco passa.

AB: Eles estão nessa por dinheiro. Mas o cara, como músico, vai tocar aquilo que ele tá com vontade de tocar, sem ficar preso. E o Metallica sabe que hoje não precisa manter uma linha para vender.

AF: Dá para se fazer mudanças, mas não radicalizar de vez. Inova, lança uma ou duas faixas diferentes, mas mantém a tradição. É tipo o Motörhead, que dá uma inovada, mas sempre mantém a tradição.

AM: O St. Anger lá fora teve seus altos e baixos. Algumas revistas falaram que o disco era bom e outras acharam que o disco era uma merda. A galera também ficou dividida nessa opinião. E lá o pessoal é radical mesmo. Se o cara curte só thrash e death metal, só ouve isso. Eu fui comprar o St. Anger numa loja onde um cara radical trabalhava. Quando eu pedi o disco para comprar, o cara me disse: Você está louco? Já ouviu o disco? E então ele colocou para eu ouvir e eu falei pra ele: Joga fora! (risos)

AB: No St. Anger não tem um riff que você ouve e sai cantando como antes. Até isso eles perderam.

AC: Até a produção do disco é um lixo. Nós ficamos com mais bronca ainda porque nós iríamos tocar com eles no Rio de Janeiro, mas os caras resolveram cancelar o show (risos).


Faixa 2 – The Four Horsemen (live)

AM: Agora o bicho pega.

VM: Vocês acham que mesmo depois de tudo, ainda compensa ver o Metallica ao vivo?

AC: Com certeza. Para ver as músicas velhas compensa.

AB: Aqui estamos ouvindo uma produção que passou por um tratamento. Mas na hora do show, com aquela pressão de você estar ouvindo e vendo o Metallica, você nem pensa se o cara errou ou não.

VM: O problema de ouvir essas faixas ao vivo é que elas quase sempre acabam num medley com outras.

AC: Pela quantidade de material que eles têm, o Metallica é uma banda que pode mudar o set list todo dia.

AB: Nesse som fica bem claro o “dedo” do Mustaine. Saca essa pegada. Não adianta, todo moleque que começa a ouvir metal vai se apaixonar pelo Metallica. O cara pode até ouvir coisas mais novas, mas quando você mostra um disco velho pra ele, o cara diz: “Meu, isso que é bom!”

AC: Faz parte daquele “be a bá” do metal. Pra mim, o Master Of Puppets é o melhor álbum deles.

RH: Eu gosto mais do Kill’En All

AB: Eu discordo de muita gente e uns querem morrer com isso, mas pra mim, o melhor álbum deles é o And Justice For All.

VM: Pra mim não é o melhor, mas o trampo de guitarras desse álbum faz qualquer aprendiz desanimar de tocar. Também, se você conseguir tirar uma música desse disco, você consegue tocar tudo!

DL: Não dá pra tocar igual o Lars toca no disco.

AB: Não tem como. As batidas são meio tortas, quebradas, sem chance.

DL: Essas músicas estão muito sossegadas, não tem energia nenhuma nelas.

AB: Era legal naquela época que tinha aquele efeito na voz (imitando o som). Todo mundo usava, mas era muito legal.


Some Kind Of Monster é a trilha do polêmico documentário de mesmo nome que conta a história do Metallica.
Some Kind Of Monster é a trilha do polêmico documentário de mesmo nome que conta a história do Metallica.

Faixa 3 – Damage, Inc. (live)

AB: Aí pega na veia também.

AF: As músicas são fodidas, mas elas parecem estar sendo tocadas sem vontade. Falta energia.

AC: Eles estão tocando as músicas precisamente, mas sem energia.

DL: O engraçado de tudo é que esse Robert Trujillo fica parecendo um sapo no palco, do jeito que ele toca (imitando). É um baita de um baixista, mas...

RH: No Suicidal o cara não fazia essas coisas. De onde ele tirou isso? Nem quando tocava com o Ozzy.

AM: Os caras do Machine Head, num show da Alemanha, tiraram sarro da cara dele quando o baixista deles, numa altura do show, falou que ia imitar o Trujillo e começou a fazer essas palhaçadas (risos).

RH: Depois do Black Álbum, a banda acabou. Das coisas novas, só gostei do disco que eles tocaram com orquestra. Pra se tocar com orquestra o cara tem que ter muita disciplina.


Faixa 4 – Leper Messiah (live)

AB: O Kirk Hammet é um puta guitarrista, mas a galera não dá muito valor pra ele.

DL: É porque ao vivo ele é muito grosso! Agora ele até melhorou, mas ele sempre foi grosso.

AC: Dos shows que eu assisti, o cara tocou bem.

DL: Mas ele não toca ao vivo metade do que ele faz no estúdio. Principalmente nos solos, que ele erra muito.

AF: As músicas do Metallica são muito elaboradas. Então é até normal o cara errar ao vivo.

DL: Errar, todo mundo erra. Mas ele errava demais.

VM: Demais para o que a posição do Metallica representa e do que ele pessoalmente também representa.

AB: Por isso que o James grava a maioria das bases.

RH: Foi bem estranho os caras terem cancelado os shows aqui no Brasil.

AM: Cancelaram aqui e uma semana depois tocaram no Japão. Por que será, né (risos)?

AF: Até no show do Iron Maiden o Bruce aproveitou o gancho e tirou um sarro dos caras, dizendo que eles não eram como o Metallica que marcaram datas no Brasil e cancelaram e daí a galera foi a loucura xingando em uníssono o Metallica.


Faixa 5 – Motörbreath (live)

AC: Aí era a fase thrash metal.

RH: Eles também não tocaram nenhuma música do Load ou Reload. Só tocaram músicas antigas mesmo. Não dá para saber se eles mesmos que estão renegando elas ou coisa parecida.

AC: Acho que não valia a pena colocar mesmo.

RH: Será que o St. Anger vendeu bem? Acho que o Load até vendeu, mas o St. Anger... sei não.

AC: Antes ainda teve o Reload.

RH: Esse esquece. (risos) O Reload consegue ser pior ainda.

AB: Reload, igual a ”remerda”.

AC: Ouvi falar que o Lars tem uma mansão de 5 milhões de dólares.

AM: Nesse documentário, inclusive, mostra a casa dele, com ele vendendo aquelas obras de arte que ele faz. Tem até uma parte bem legal, numa discussão, onde James está sentado no sofá e aparece o Lars para xingar ele, apontando o dedo na cara dele gritando que não ia ser igual ao Jason (Newsted). O Kirk fica do lado, mas não fala nada.

RH: O Kirk, aliás, não apita nada na banda.

DL: Ele parece até um músico contratado.

RH: Só tem treta nessa banda, não entendo como continuam.

AC: Cada um deve viajar separado porque um não agüenta mais o outro.





Faixa 6 – Ride The Lightning (live)

VM: Você já ouviu essa música umas 500 vezes, mas até hoje arrepia de ouvir.

AB: Esse riff é para fazer o cara sair bangueando.

RH: Esse CD ta recheado de clássicos, mas não está tão tocante quanto você ouvir a mesma música ao vivo nos shows antigos.

AC: É como se fosse um pirata ao vivo. Eles estão tocando por tocar, sem vontade. Já começou pela capa, que é horrível.

RH: O CD não tem nem encarte!

AB: Eles podiam pelos menos colocar umas fotos dos shows.

RH: Ou colocar fotos do DVD, para chamar a venda dele. Podiam ter feito um documento mesmo, cheio de informações sobre a banda, fotos, já que essa era a proposta. Por isso que o pessoal pirateia os discos. Pagar ai uns R$ 30,00 num CD que não tem encarte, nem nada, fica difícil.

AF: Essa virada do som é foda. Mostra bem a pegada da época.

AC: Pra se empolgar com algo ao vivo do Metallica só mesmo vendo a banda ao vivo, que daí você mata a saudade dos clássicos e vai à loucura. Se não for assim não rola.

AF: O Metallica não volta mais a fazer o som que fazia antes.

AB: É a mesma coisa que você falar que o Sepultura vai lançar outra Beneath The Remains. Mesmo que o Max volte pra banda, isso nunca mais vai acontecer. Aquela fase acabou. Ele poderia trazer mais energia de palco e a força de uma segunda guitarra, mas não vai mais rolar outro álbum como esse. Mas ao vivo faria muita diferença.

AC: Por isso eu nem espero muita novidade do Judas novo com o Rob Halford.

RH: Mas se eles não curtem mais fazer o tipo de som que faziam antes, e acham que continuam fazendo um som legal, vocês acham que os caras deveriam ficar presos ao passado?

AM: Claro que não. É que nem o lance do Kreator. Eles tiveram a coragem de fazer um álbum diferente e ficou legal. Mantiveram a base pesada, colocaram algo mais, mas também fizeram um som mais na manha.

AB: Quem está ouvindo enxerga de uma forma diferente. O Metallica fez o Load pensando que seria a melhor coisa do mundo, musicalmente falando. Mas quem é fã e gosta de ouvir a coisa mais tradicional, acaba não curtindo. É aquilo que já discutimos: o cara atinge um patamar profissional que não precisa se prender a fazer coisas do passado que não está fim. Ele pode fazer o que quiser que não vai ter gravadora impondo nada.

RH: Mesmo que o Metallica voltasse a fazer algo como antigamente, soaria muito falso.

DL: Mas eu acho que ainda acontece. Só que tem aquele negócio: faz a volta e depois acaba com a banda por que ninguém mais vai agüentar.

RH: Eu acho que não volta mais.


Faixa 7 – Hit The Lights (live)

AC: Não tem jeito. Quando você vai fazer um disco, você tem que pensar em músicas que vão agradar a você e também as pessoas. Mas tem coisas que agradam você e acabam não agradando as pessoas.

AB: Você sabe o riff que pega no show. A estrada deixa a banda muito mais amadurecida.

AM: Pra vocês verem como esse disco é ruim: estamos conversando aqui sobre um monte de coisa e ninguém não está nem prestando atenção no álbum (risos).

AF: Não tem mesmo o que falar dele. O assunto Metallica já foi encerrado mesmo.

VM: O problema é que o disco não tem feeling e isso faz você passar batido.

RH: Ele ta cantando de um jeito diferente, não tem vida.

AB: É o Metallica que está aí e ao mesmo tempo não é.

AC: Era melhor colocar uma banda cover que fazia melhor (risos).

VM: Pelo menos tocariam com mais vontade.

AF: Esses contratos em que as gravadoras obrigam a lançar discos assim, realmente é um absurdo.


Faixa 8 – Some Kind Of Monster (edit)

DL: Pô, colocaram o disco pra rolar de novo?

AM: É que tem duas versões dessa música. Uma é a original e essa é a versão pra rádio.

AB: A verdade é que você treme quando vê eles ao vivo em cima do palco.

DL: Treme no primeiro minuto. Mas depois você já começa a xingar.

AF: O problema é que você sabe que vão colocar um monte de coisas ruins no meio de todos os clássicos.

VM: Você vai num show pra ouvir um som clássico de primeira e ouve uma porcaria como essa.

RH: Será que eles estão curtindo fazer um som assim? Já sabemos que os fãs não gostam, então só eles podem gostar.

DL: Nem sei se eles gostam de tocar isso.

RH: Acho que não. Eles nem são mais amigos. Só estão lançando isso por grana mesmo.

AC: Nem conversam mais entre eles. Por isso que a banda tem falta de feeling nessa gravação ao vivo.

AB: A verdade é que pra muita gente o Metallica morreu.

RH: Vocês querem ouvir de novo?

AB: Não, não. Já deu para sacar bem o disco (risos).


Foto dos convidados: Vinicius Mariano

Fotos Metallica: Annamaria DiSanto - Divulgação

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