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Tommy Lindal: o ex-Theatre Of Tragedy e o seu caso de amor com o Brasil

Por Eliton Tomasi
Postado em 03 de agosto de 2008

Ex-guitarrista e fundador do Theatre of Tragedy que viveu de perto o movimento black metal da Noruega, hoje vive no ensolarado estado do Rio Grande do Norte aqui no Brasil e declara amor incondicional ao país. Além de sombra e água fresca, Tommy Lindal também dedica algumas horas para colaborar com a banda Ravenland que, pra ele, é um grupo que esbanja qualidade e originalidade.

Tommy, você foi um membro original do Theatre Of Tragedy. Esteve na banda desde sua formação em 1993 e junto com os demais músicos ajudou a fundar o gothic metal, já que o Theatre Of Tragedy foi uma das primeiras bandas de death/doom a incorporar elementos atmosféricos e eruditos à sua música. Antes do Theatre Of Tragedy, nenhuma outra banda de death/doom havia explorado vocais líricos femininos em contraste com vocais guturais masculinos. Vocês fizeram história! Mas qual era a sensação na época? Lá em 1993, o que os levou a fazer esses experimentos? Qual era o espírito dos ensaios e encontros da banda no início de carreira?

Quando eu me recordo do começo dos anos 90, a impressão é que era uma época totalmente diferente para o metal. A coisa mudou muito de lá pra cá. Me lembro que nessa época muitas bandas que hoje são grandes estavam apenas começando. Nós éramos um grupo de três amigos - eu, o Raymond (vocais) e o Pål (primeiro guitarrista da banda) – que amavam death metal. No início nós só queríamos fazer um som com os riffs e ritmos certos que pudessem nos fazer "bangear" até entrarmos em coma. Depois tivemos a ajuda de outros amigos, como o Goody (bateria), Eirik (baixo) e o Lorentz (teclados). Passamos então a ensaiar e tocar pela Noruega.

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Depois de alguns meses de barulho, começamos a encarar a banda com seriedade já que tínhamos descoberto que poderíamos expressar nossos mais profundos sentimentos através da música. Saímos então à procura de um baterista que fosse dedicado e que tivesse a mesma visão que a gente. Publicamos um anuncio numa loja de CDs e assim o Hein-Frode entrou pra banda. Nós já tínhamos algumas músicas prontas quando o Raymond veio dizendo que estava namorando uma garota que cantava num conservatório local. Ele então um dia a trouxe para o ensaio e fizemos alguns experimentos. Cara, o resultado tinha ficado ótimo! Compusemos mais algumas músicas com ela e em pouco tempo nós tínhamos criado um novo som, original e com um toque pessoal de perfeição. O Theatre Of Tragedy se tornava um fato! Gravamos uma "demo-tape" e com ela conseguimos um contrato com a Massacre Records da Alemanha.

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Você gravou dois dos principais álbuns da banda, o primeiro auto-intitulado e o clássico "Velvet Darkness They Fear". Gostaria que você comentasse cada um deles, suas particularidades e falasse sobre os bastidores durante as gravações.

Vamos começar com nosso debute. As coisas aconteceram muito rápido naquela época. A Massacre Records queria que gravássemos o debute alguns meses depois que tínhamos assinado o contrato. O problema é que tínhamos apenas cinco ou seis músicas que achávamos que dariam para serem gravadas. Passamos então alguns meses trabalhando duro. Era dezembro e acabamos decidindo ir comemorar o Natal num estúdio na Suécia. Todos na banda eram fãs da banda Pan-thy-monium do Dan Swanø. Então dissemos à Massacre que queríamos gravar no estúdio dele. Eles aceitaram e cuidaram de tudo. Nós então viajamos para a Suécia com a nossa árvore de Natal embaixo do braço. As coisas estavam ótimas lá, mas ainda tínhamos um problema: falta de músicas. E agora eu te contarei um segredo: a quinta faixa do CD, "...A Distance There Is..." foi composta dentro do estúdio para completar o álbum. O Dan Swanø tinha um amigo que tocava violoncelo e o convidou para vir gravar algumas partes. No geral, a produção do disco soava um pouco estranha, mas tinha características próprias, uma sonoridade velha/nova. Nos sentimos muito orgulhosos do trabalho.

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Já o "Velvet Darkness They Fear" é o meu trabalho mais pessoal e o que me dá mais orgulho. Depois de um ano inteiro de turnê e mais trabalho pesado, viajamos para a Alemanha para gravar nosso segundo álbum. As coisas estavam diferentes, já que com todo sucesso do nosso primeiro álbum, nós acabamos sentindo um pouco de pressão. Tínhamos que gravar um segundo disco ainda melhor que o primeiro, e isso era um grande desafio. Tínhamos crescido como músicos e pessoas, e aquela foi a primeira vez que tivemos um produtor profissional: Pete Coleman (Amorphis, Paradise Lost, Napalm Death, etc). Convencemos ele a sair da Inglaterra e vir até a Alemanha para gravar conosco por dois meses. Gravamos "A Rose For The Dead" no mesmo período que o "Velvet...". Em quatro músicas do "Velvet..." nós tivemos a participação de um quarteto de cordas de Moscou. O resultado ficou brilhante! "Velvet Darkness They Fear" é o meu melhor trabalho de todos os tempos.

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Você deixou a banda em 1996. Segundo informações, seu desligamento se deu devido a problemas de saúde. Entretanto, nessa época você já tinha montado a banda de black metal Imperium e o Theatre Of Tragedy estava migrando seu som para a sonoridade que ficou registrada no "Aegis", outro clássico da banda. Até que ponto sua saída do Theatre of Tragedy teve relações com as mudanças na sonoridade?

Durante o fim das gravações do "Velvet..." eu tive uma hemorragia cerebral. Sortudo como eu era, isso aconteceu no último dia das gravações. Fui internado no hospital local e de lá me transferiram para o hospital de Mannheim onde sofri uma cirurgia na cabeça. Fiquei lá por mais duas semanas até que voltei para Noruega e passei seis meses num centro de reabilitação. Isso foi por volta de 1996. A banda já tinha crescido bastante, e enquanto eu estava ouvindo bandas como My Dying Bride, Anathema e Deicide, o Raymond e o Hein estavam mais focados na música eletrônica e coisas como Kraftwerk e Lacrimosa. Liv estava ouvindo Black Sabbath e A-HA, e como eu continuava em reabilitação, aquela foi a melhor hora pra eu sair do Theatre Of Tragedy. Eu sabia que a banda nunca mais seria a mesma e não haveria razões para eu atrasa-los até que eu me recuperasse. Eles já tinham mudado drasticamente o estilo da banda. Eu nunca concordaria em tocar no Theatre of Tragedy o tipo de som que eles fazem hoje. Eu ainda sou Metal, não gay!

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Mas, no começo de 1995, eu e alguns amigos tínhamos formado a banda de black metal Imperium. Além de mim, a banda contava com o Trym (Enslaved, Emperor e Zyklon), Dag (Dismal Euphony) e o Frode (Dismal Euphony, Gehenna e Haggis). Eu ainda estava no Theatre of Tragedy mas sentia necessidade de expressar alguma agressividade. No inverno de 1995 nós entramos num estúdio na minha cidade natal e gravamos uma demo com quatro músicas. O som era um black metal "old school" com alguns elementos melódicos clássicos. O Lorentz participou como tecladista convidado no disco. Mais tarde nós lançamos um Picture-LP limitado. Eu não sei se você conseguiria comprá-lo hoje, mas pelo menos eu tenho minha cópia.

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E qual sua opinião a respeito do "Aegis"?

O "Aegis" é um álbum bom, eu gosto dele, mas é claro que se eu tivesse tocado nele o disco seria bem mais pesado, contrastante e menos eletrônico e melódico. Mas eu gosto dele mesmo assim. Aliás, fico feliz pelo fato do disco ser diferente, pois assim fica clara a diferença por eu não estar tocando (risos).

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Como você mesmo já citou, no Imperium você tocou com grandes nomes da cena norueguesa do black metal como o baterista Trym e o guitarrista Flode Clausen. Como era seu envolvimento com toda a cena black metal norueguesa da época e todos aqueles escândalos?

Para ser bem honesto com você, eu não me envolvia muito com essas coisas. É claro que vivenciei tudo aquilo e algumas coisas me afetaram, mas eu estava muito ocupado com o Theatre of Tragedy e o Imperium. Eu acho que todo mundo envolvido com metal na Noruega acabou sendo afetado por aqueles acontecimentos. No meu caso, eu tinha amigos muito próximos de certas pessoas e acabei vendo de perto de todos aqueles rumores e acontecimentos. Sigurd (Satyricon), Gaahl (Gorgoroth), Hellhammer (Mayhem), Fenriz (Darkthrone) eram todos amigos meus. E só pelo fato de você conhecer os caras já tinha gente julgando e dizendo coisas ruins sobre você, mas pro inferno, eles eram meus colegas!

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Por que o Imperium também acabou?

Nos separamos em 1996 porque na época eu estava muito ocupado com o Theatre of Tragedy e o Trym tinha acabado de mudar para o leste da Noruega para tocar como Emperor. Não havia como manter o Imperium vivo, apesar de toda boa repercussão da época.

Desde o fim do Imperium, em 1996, não há mais nada oficialmente registrado em seu nome. Por quê?

Devido ao meu "acidente" em 1996 eu sai do Theatre Of Tragedy e o Imperium acabou. Nos anos seguintes eu passei por uma reabilitação e também viajei por diferentes paises como o México e Portugal. Casei, me divorciei, fiz muitas festas, tive uma grande vida, conheci muitos amigos e algumas pessoas ruins também, mas tudo isso faz parte do jogo, certo? Sempre haverá pessoas querendo abusar pelo fato de você ser uma pessoa conhecida na cena. Enfim, eu achava que merecia um descanso depois de tudo que passei com o Theatre, o Imperium e o "acidente". Agora tive a sorte de estar vivendo no Brasil. Eu amo o Brasil!

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O que você tem achado do Brasil até agora? Você veio pra ficar mesmo?

A primeira coisa que um turista nota na América do Sul é a diferença de cultura. Na Europa tudo tem suas regras, é deprimente, frio e nada é natural. As pessoas lá são muito fechadas. Elas não sorriem tanto quanto aqui no Brasil. Elas estão sempre preocupadas com alguma coisa. Aqui no Brasil é totalmente diferente. Aqui as pessoas são mais tranqüilas e toda vez que você vira o rosto vê alguém sorrindo. As pessoas são simpáticas e solicitas. Não me interprete mal, a Noruega tem seus próprios valores, várias coisas boas, mas eu prefiro 100 vezes mais o Brasil. E isso sem contar as mulheres aqui do Brasil! Meu Deus! Eu estou no paraíso! E eu estou solteiro pra completar (risos)! Vou viver aqui pro resto da minha vida!

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Você está morando no Rio Grande do Norte. O que te trouxe especificamente pra esse estado?

Bem, é uma história um pouco estranha. Aconteceu assim: primeiro o meu pai veio até Natal com alguns amigos em férias. Ele se apaixonou por uma brasileira e depois acabou se mudando em definitivo pro Brasil. Depois de algum tempo, eu e meu irmão decidimos vir fazer uma visita para o nosso pai. E o que foi que aconteceu? Eu também acabei me apaixonando por uma brasileira! Mesmo tendo terminado com ela depois, eu acabei ficando aqui em Natal. Fiz muitos amigos aqui, alguns brasileiros, outros noruegueses, até mesmo alguns suecos, dinamarqueses e ingleses. Eu fui enfeitiçado pelo Brasil.

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Você já pensou em viver em cidades maiores como o Rio de Janeiro ou São Paulo que oferecem mais oportunidades, principalmente para músicos?

Eu nunca fui pro Rio de Janeiro e só estive por uma noite em São Paulo. Pra mim essas cidades são muito grandes. Sei que as oportunidades são muito maiores ai no sul, mas eu me mudei aqui pro Brasil a fim de ter uma vida confortável, e não para continuar minha carreira na música. Mas acho que não posso fugir da música, e nem quero. A música é minha e eu pertenço a ela, é um longo casamento.

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Então o que você tem feito pra ganhar a vida ai no Rio Grande do Norte?

Bem, depois do "acidente" em 1996 eu consegui uma aposentadoria através do estado da Noruega que funciona mais ou menos assim: receba uma pensão e não trabalhe nunca mais! Então é por isso que estou aqui hoje. A maior parte do meu tempo eu gasto com amigos, música e a praia, hehehe!

E em relação à música brasileira? Com exceção do rock/metal, você conheceu outras vertentes da nossa música como a MPB, Bossa Nova, Samba, etc? O que você achou?

Sim, eu conheci alguns estilos brasileiros como o forró, samba e o funk. É divertido de ouvir. É sensual e muito bem humorada para rolar em festas. Adoro ver aquelas garotas dançando essas músicas de forma sincronizada. Não há nada mais sexy e excitante que isso! Em relação a MPB eu a odeio! Um cara com um piano ou violão na mão cantando sobre o seu amor perdido ou sobre a morte do seu cachorro. Cara, isso não me interessa em nada! É enjoativo e deprimente! Não entendo como esse tipo de música pode ser feito aqui no Brasil. Os brasileiros são todos cheios de vida e energia, e a MPB não combina nada com isso.

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Aqui no Brasil você acabou se envolvendo novamente com o gothic metal ao conhecer a Ravenland. Como você acabou conhecendo a banda? A Ravenland foi a primeira banda brasileria de metal que você conheceu?

Bem, não é novidade que a banda brasileira de metal de maior sucesso no mundo é o Sepultura. Os caras são como pais do metal, inclusive pra mim. Conheci o Sepultura há muito tempo. Um dos primeiros LPs que comprei foi o "Beneath The Remains". Ele continua sendo um dos meus álbuns preferidos! Então esse foi o meu primeiro encontro com o metal brasileiro, mesmo sem saber em que lugar do mapa ficava o Brasil (risos). Já o meu primeiro contato com a Ravenland foi meio esquisito. Foi há mais ou menos um ano atrás. Eu já estava vivendo aqui no Brasil por um tempo e um dia eu estava caminhando num shopping de Natal quando um cara meio que me reconheceu. Ele perguntou se meu nome era Tommy Lindal e eu educadamente respondi que sim. Bem, pra encurtar a história, nós acabamos nos tornando muito amigos e há um ano atrás ele me apresentou a Ravenland. Fiquei curioso ao saber que a Ravenland era uma banda de gothic metal de São Paulo com vocais masculinos e femininos, teclados e com alguns lançamentos na praça. Eu meio que me senti em casa com isso, se é que você me entende. Ouvi o som deles e achei muito interessante. Percebi um grande potencial e estrutura musical, além de qualidade e originalidade. Então os caras da Ravenland acabaram sabendo do meu interesse pela banda e a coisa acabou se tornando uma grande parceria e correspondência.

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Em sua opinião, qual o diferencial da Ravenland em relação às outras bandas brasileiras e mesmo em comparação às demais bandas estrangeiras de gothic metal?

A Ravenland é diferente porque eles utilizam uma técnica nova em sua música que nos prende a atenção. Também destaco a originalidade dos vocais da Camilla Raven que torna o pacote todo bastante interessante. A maioria das bandas góticas, brasileiras e estrangeiras, apenas tentam copiar umas as outras, mas a Ravenland tem algo diferente para mostrar.

Nos conte mais sobre sua participação no primeiro disco da Ravenland, "And A Crow Brings Me Back".

Minha participação no CD dos meus amigos da Ravenland será de algumas guitarras adicionais em algumas músicas, e talvez eu adicione outros detalhes também. Mas como eu já disse ao Dewindson Wolfhert, esse é o disco deles e, dentre as coisas que eu gravei, eles devem decidir o que manter e o que excluir. Enfim, eu acho que está sendo muito interessante essa participação, pois o meu estilo é um pouco diferente, sou mais metal, mas não se preocupem com isso, a coisa vai ficar interessante. Com o Threatre Of Tragedy acontecia a mesma coisa. Quando você faz a mixagem e tudo trabalha junto, acaba rolando uma brilhante combinação. Eu era o cara do metal no Theatre, e acho que também estou sendo o cara do metal na Ravenland. As partes mais metal não precisam soar como o típico heavy metal, é a profundidade do peso que faz a diferença. No momento estou trabalhando em duas faixas que eu acho que são bem o meu estilo. O resultado vocês ouvirão em breve.

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O Dewindson Wolfheart me disse que você se ofereceu para excursionar com a Ravenland caso eles tenham a oportunidade de tocar no exterior, é verdade?

Sim, falamos sobre isso, e se a Ravenland quiser minha contribuição, eu tenho como fazer. Seria um prazer ajuda-los. Vamos ver o que acontece...

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Você acha que algum dia poderia se tornar um membro fixo da Ravenland?

Acho que isso seria difícil de acontecer. Veja bem: hoje eu moro no Rio Grande do Norte e tenho minhas coisas aqui, comprei um apartamento, tenho minha rede de amigos formada por aqui, e eu duvido que eu seria capaz de viver em uma cidade como São Paulo. Cara, que cidade grande! E a banda tem sua base em São Paulo, seus amigos e familiares. Mas, quem sabe? Qualquer coisa pode acontecer.

Quais são seus projetos para o futuro, Tommy?

Meus planos futuros por enquanto se resumem a dar o meu melhor para a Ravenland. Eu também preciso me acostumar com algumas coisas aqui do Brasil para me sentir mais confortável. Para um estrangeiro como eu há muitos ajustes a fazer. Mas já estou morando aqui há algum tempo e as coisas ficam melhores a cada dia. Mas ainda há coisas com as quais eu tenho que me acostumar como os ônibus que não têm horário definido, todo mundo se atrasa para os compromissos, se você marca algo num dia com uma pessoa ela vem no dia seguinte, as garotas levam muito tempo no banho, as pessoas não sabem dirigir, assaltos, enfim, todas essas coisas (risos). Há muita coisa com a qual eu tenho que aprender a conviver. Mas essa não será a última vez que vocês ouvirão falar de mim. Eu prometo!

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Contatos:
Orkut: www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15758223093279671865
E-mail: [email protected]

Discografia Theatre of Tragedy:
Demo (1994)
Theatre Of Tragedy (1995)
Velvet Darkness They Fear (1996)
Der Tanz der Schatten (Single - 1996)
A Rose For The Dead (EP – 1997)

Discografia Imperium:
Demo (1995)
Imperium (1996)

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Sobre Eliton Tomasi

Empresário artístico, gestor e produtor cultural, crítico musical. Foi fundador e editor-chefe da revista Valhalla (Rock Hard Brasil) - uma das mais importantes revistas especializadas em rock já existentes no Brasil - através da qual tornou-se um experiente e respeitado jornalista de rock. Há 20 anos atua como produtor de shows e eventos tendo já realizado desde pequenas gigs até produções internacionais de grande porte. Especializou-se na função de empresário e gestor de bandas e artistas nacionais e internacionais, participando da elaboração de diversos projetos culturais na área da música (rock) e realizando turnês freqüentes por todo Brasil e em mais de 15 países da Europa.
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