O guitarrista que Hetfield disse ter sido uma bênção conhecer: "nos inspiramos um ao outro"
Por Bruce William
Postado em 24 de fevereiro de 2026
James Hetfield já falou muitas vezes sobre influências como Tony Iommi e Lemmy, mas existe um nome de uma geração mais próxima dele que aparece com um peso diferente quando o assunto é convivência real: Dimebag Darrell. Não entra só como referência distante de guitarrista admirado, e sim como alguém com quem houve troca de ideias, de som e de estrada.
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Essa relação entre Metallica e Pantera foi se fortalecendo ainda no período em que o Pantera estava subindo de patamar no metal. As duas bandas circularam juntas em turnês, dividiram bastidores e criaram um respeito mútuo que ia além daquele elogio protocolar entre colegas de cena. No caso de Hetfield e Dimebag, isso virou amizade mesmo. A ponto até de existir a dúvida se um riff do Pantera teria surgido a partir de uma ideia de Hetfield.
Em material repercutido pela Far Out a partir de fala de Hetfield no Metal Ambassador (SiriusXM), o vocalista e guitarrista do Metallica resumiu a importância desse vínculo de um jeito bem direto: "Bom, foi uma bênção ter estado na vida dele e ele na minha. Eu gosto de lembrar de alguns daqueles primeiros dias, quando a gente descia para a região de Dallas, encontrava aqueles caras e ficava lá com eles."
Hetfield também citou uma lembrança bem específica dessa convivência, ligada ao timbre de guitarra. Segundo ele, Dimebag foi o cara que o apresentou aos amplificadores transistorizados de um jeito que chamou atenção na hora: "O Dimebag me apresentou ao amplificador solid-state. Lembro que ele tinha aquele crunch absurdo, incrível. E eu ficava tipo: 'Que porra é essa?'"
Na sequência, James deixou claro que a influência não foi de mão única: "Então sim, nos inspiramos um ao outro. Sem dúvida." Essa afirmação deixa claro que a relação entre eles fugia daquela narrativa comum de "um ídolo e um discípulo". O que ele descreve é troca entre dois músicos sérios, cada um puxando o outro para um caminho.
Quando Hetfield menciona o impacto do som do Dimebag, dá para entender que não está falando apenas de equipamento, mas de resultado: aquele tipo de som seco, agressivo e encaixado, que corta a mix sem perder porrada.
Também chama atenção o tom da lembrança. Em vez de imortalizar Dimebag em um altar, Hetfield fala como quem lembra de dias de estrada, curiosidade de músico e descoberta de timbre entre amigos. Isso acaba dizendo bastante sobre a relação dos dois e sobre como certas influências no metal nasceram longe de estúdio caro ou de entrevista coreografada: nasceram no convívio, no susto de ouvir um som diferente e na vontade de levar aquilo adiante.
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