Dark Avenger - Entrevista para a revista Valhalla

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Por Erick Tedesco Gimenes
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A banda brasiliense Dark Avenger rapidamente se consolidou no cenário metálico com o lançamento do CD auto intitulado em 1995, esbanjando categoria com seu Heavy Metal forte e cheio de vigor, como mostraram já na estréia da banda no mercado, e após dois anos de excursão pelo Brasil. Porém constantes mudanças na formação prejudicaram o andamento dos caras, e queiram ou não, o Dark Avenger caiu no esquecimento por certo tempo, até ser lançado "Tales Of Avalon – The Terror", que definitivamente recolocou a banda na estrada e no cd-player dos fãs de Metal. É um álbum temático que narra as histórias épicas do reino mágico de Avalon e Camelot em vinte e duas músicas. Conversamos com os atuais integrantes sobre esse CD e futuros lançamentos, gravadoras, oportunidades, e até mesmo sobre jornalismo!

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VALHALLA - Por que a banda ficou parada tanto tempo até o lançamento do segundo CD, Tales Of Avalon?

Mário Linhares - Na verdade, a banda jamais ficou parada nesses dez anos de existência. Mesmo nos períodos mais tempestuosos, sempre mantive acesa a chama que move o Dark Avenger. A sua afirmação, talvez, deva-se ao fato de termos levado tanto tempo entre os lançamentos do primeiro e do segundo álbum, pelo fato de o "Tales Of Avalon" ser um álbum temático, levamos algo em torno de quatro anos para transpor as fases de pesquisa, composição, ensaios e arranjos, gravação e lançamento do disco.

Rafael Dantas - Felizmente, o "Tales of Avalon - The Lament" não levará tanto tempo para ser lançado, nem os álbuns subseqüentes a ele.

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VALHALLA - Sobre este último lançamento, encontramos o Dark Avenger mais maduro em suas composições. O que de fato levou a banda a mudar tanto de formação e demorar a lançar este CD, que já era prometido desde 1999?

Mário - As mudanças de formação não foram premeditadas tão pouco desejadas, mas mostraram-se necessárias para a própria sobrevivência da banda. Diante de todos os problemas enfrentados, que não foram poucos, o mais óbvio era que eu desse como encerradas as atividades do Dark Avenger quatro anos atrás. Mas eu não me renderia ao fracasso, não antes de tentar. O resultado dessa perseverança é essa obra chamada "Tales Of Avalon", da qual me orgulho muito e que dia-a-dia me dá forças para continuar. O "Tales Of Avalon", além de fonte de força, deu-me a benção de ter junto a mim os meus companheiros atuais: íntegros, fortes, determinados e talentosos. Tenho certeza que o saldo final está e estará sendo muito mais positivo do que foi até hoje.

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VALHALLA - O primeiro CD teve reconhecimento no exterior? Rolou alguma turnê fora do Brasil?

Mário - A repercussão de ambos os álbuns tem sido maravilhosa. Recebemos elogios sinceros de várias partes do mundo sobre o nosso trabalho. Muitos consideram um trabalho maduro, à altura de grandes bandas internacionais, e isso nos dá a certeza de que estamos no caminho correto.

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Hugo Santiago - Recebemos também inúmeros convites para tocarmos em vários países, mas infelizmente a situação financeira do nosso país não nos permite fazer uma turnê no exterior com o dólar no valor que está. Mas essa perspectiva tende a mudar em 2003, diante das novas metas que estamos traçando.

VALHALLA - A gravadora de vocês, Megahard, está ajudando legal na divulgação e promoção do "Tales of Avalon"?

Thomaz Galuf - Infelizmente não. Não da forma que gostaríamos e não da forma como deveria ser feito. Nós sabemos o "caminho das pedras" para que o Dark Avenger funcione como uma grande banda, mas infelizmente falta investimento, investimento esse que as gravadoras não querem correr o risco de arcar, por isso só existe uma grande banda no Brasil, apesar de haver inúmeras outras com enorme potencial.

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Marcus Valls - Não vamos mais esperar por promessas que nunca serão cumpridas. Nós já sabemos o que temos que fazer e já tomamos todas as medidas para conseguirmos nos fixar no lugar que nos é merecido.

VALHALLA - No site oficial da banda há informações sobre o lançamento de um Box. Fale mais sobre isso. O que é, quando vai ser lançado, motivo, etc.

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Rafael - Primeiro deixa eu te explicar o porquê desse PROMO BOX. O Dark Avenger completa dez anos de existência em Março de 2003 e estamos prestes a lançar a segunda e final parte da obra Tales Of Avalon, além de já termos mais dois álbuns praticamente concluídos. Somos uma banda reconhecida e respeitada no mundo inteiro e, com o objetivo de alçar vôos maiores é que foi desenvolvido esse PROMO BOX, que se destina aos formadores de opinião no Brasil e no exterior, revistas, programas de rádio, TV, zines, produtores e gravadoras para que eles possam analisar os nossos trabalho e a gente possa negociar um contrato que vislumbre todas as necessidades da banda.

Mário - O PROMO BOX será em formato digipak e conterá, além do release completo da banda, fotos atuais e autografadas, os dois primeiros álbuns completos (promocionais) e ainda o Maxi-Single "X Dark Years", um Cd promocional com quatro músicas inéditas.

VALHALLA - Recentemente o Dark Avenger participou de um tributo ao Manowar, com a música Dark Avenger. Conte-nos como aconteceu o convite, e por que não foi divulgado?

Mário - O convite partiu da Megahard e foi o ápice de nossa relação com a gravadora. Temos colhido excelentes frutos deste tributo. Muitos nos parabenizam pelo sucesso de nossa versão frente ao álbum como um todo. Nossa maior alegria foi termos sidos elogiados pelo próprio organizador do tributo que ficou estupefato com a nossa versão. Recebemos alguns e-mails de fãs e amigos que dizem terem ficado emocionados ao ouvirem a música, como é o caso do meu amigo Fausto, proprietário da Die Hard em São Paulo. A todos esses que conseguiram sentir o nosso objetivo que é passar emoção em nossas músicas, o nosso muito obrigado.

VALHALLA – "Tales Of Avalon" é um álbum conceitual que narra a já conhecida saga do Rei Arthur. Na hora de compor as letras, vocês optaram por seguir um ponto de vista diferente do usual ou essa não era uma das principais preocupações?

Mário - Resolvemos dar vida aos personagens das lendas arthurianas de uma forma como nunca havia sido feita musicalmente, com novos personagens nunca antes abordados e alguns já bem conhecidos na trama de Camelot. Em Tales Of Avalon, cada personagem a seu tempo vai dialogando com outro e assim toda a peça vai sendo construída sempre na primeira pessoa. Nosso maior objetivo era privilegiar emoções, perfis e características humanas, tomando os personagens já clássicos e outros nem tanto, apenas como um veículo para exteriorizar os sentimentos.

VALHALLA - Qual a maior diferença entre os dois lançamentos do Dark Avenger?

Mário - Além do fato de um ser temático e o outro não, como a própria mídia evidenciou, somos uma banda mais madura e consciente do nosso papel no cenário metálico.

VALHALLA - Há previsão para o lançamento de "Tales Of Avalon Part II"?

Gustavo Zus – Sim. As composições estão bastante adiantadas e a gravação será em Fevereiro de 2003, com o lançamento previsto para Maio ou Junho, pois temos pressa em gravarmos os nossos trabalhos que também já estão praticamente prontos.

VALHALLA - Qual a opinião da banda sobre o trabalho do jornalismo que faz entrevistas com bandas, resenha CDs e shows e divulga o material.

Hugo - A mídia é de extrema importância para que o nosso trabalho chegue, de maneira mais eficaz e dinâmica, junto ao público. Temos realizado várias entrevistas, principalmente com os Zines do interior de São Paulo, que tem dado a maior força ao cenário metálico brasileiro, demonstrando uma atitude respeitosa para com as bandas e o próprio movimento. O nosso reconhecimento para com estes veículos vai muito além do expressado aqui, pois sabemos que, muito do que somos, se deve às opiniões que eles expressam sobre o nosso trabalho. Esse é momento ideal para nós do Dark Avenger expressarmos a nossa gratidão por todo o apoio dado pelos veículos de comunicação, como revistas, zines e sites especializados, em especial ao Whiplash!, durante estes dez anos.

VALHALLA - Atualmente o Brasil passa por uma crise financeira preocupante, com a alta do dólar e as eleições, mas nem por isso afastou os shows internacionais daqui, mesmo que nem sempre os ingressos sejam baratos. Essa não seria a hora das bandas nacionais se unirem e montar uma cena forte que garanta shows de alta qualidade e preços acessíveis?

Hugo - Você está absolutamente correto. Já tivemos a idéia de nos unirmos a bandas já consagradas como Eterna, DragonHeart, Thoten, Heaven’s Guardian, Sagga e muitas outras bandas boas do Brasil e fazer uma turnê por todo o país, barateando os custos para os produtores e levando Heavy Metal nacional de qualidade para todos os fãs que nos prestigiam, pois o dever de todo artista é estar onde o público está.

Mário - Inclusive o embrião do festival BMU (Brazil Metal Union) nasceu de uma conversa informal entre mim e o organizador Richard Navarro um ano antes da primeira edição, quando divagávamos sobre a necessidade das bandas nacionais tomarem iniciativas de levar o seu trabalho de forma mais efetiva ao público, unindo as forças em torno de um ideal.

VALHALLA - Shows de bandas estrangeiras também significa oportunidade de bandas nacionais abrirem o espetáculo para divulgar material para um público maior. Por que o Dark Avenger não se apresentou como banda de abertura nesses eventos que acontecem no país?

Hugo - Fomos convidados várias vezes neste ano para abrirmos shows como o do Blind Guardian, Saxon, Nightwish e Sonata Arctica. O fato de não aceitarmos ser open act de bandas internacionais, deve-se à total falta de respeito dos produtores e organizadores desses eventos para com as bandas nacionais. Acredito que em sua totalidade todas as bandas que abriram shows internacionais tiveram que pagar altas somas (senão elas, suas gravadoras) para poderem participar de tais eventos.

Mário - Além de terem que pagar, o que considero prostituir seu próprio talento, a grande maioria das bandas não teve acesso a um equipamento de palco digno de uma apresentação e tempo suficiente para desenvolver um bom show. O mais agravante de tudo isso é que depois de tantos sacrifícios o que se vê de resultado na mídia é: a banda de abertura foi XYZ. Logo em seguida veio a banda principal, etc. Um resultado pífio para tanto esforço.

VALHALLA - Deixem uma mensagem final para os fãs do Dark Avenger.

Dark Avenger - Nesses dez anos de Dark Avenger, temos vivido inúmeras situações e emoções diversas. Algumas ímpares, outras redundantes, mas entre todas elas uma única constante: o desejo e a recepção dos nossos fãs. A eles e a mais ninguém, temos dedicado dez anos das nossas vidas e de nossos talentos, e é para eles que dedicamos e dizemos de coração, a única forma possível de se dizer: muito obrigado! Esperamos poder ter o privilégio de continuar entrando em suas vidas e recebendo todo o carinho que vocês têm nos dedicado nesses dez anos. A todos os veículos que têm nos ajudado a divulgar o nosso trabalho com opiniões coesas e sinceras, também os nossos profundos agradecimentos.

Formação atual:
Mario Linhares - vocais
Hugo Santiago - guitarra
Marcus Valls - guitarra
Gustavo G Zus - baixo
Thomaz Galuf - piano e teclado
Rafael Dantas – bateria

Site oficial
http://www.darkavenger.com.br

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