A banda que poderia ter chegado ao tamanho do Led Zeppelin, segundo Phil Collen
Por Bruce William
Postado em 28 de fevereiro de 2026
Led Zeppelin virou referência inevitável quando o assunto é banda de rock com química fora da curva. Muita gente tentou seguir aquele caminho nas décadas seguintes, com mais ou menos personalidade, mas poucos nomes entram na conversa como possibilidade real de rivalizar em impacto, peso e repertório. Phil Collen, do Def Leppard, já apontou um candidato que, na visão dele, tinha esse potencial.
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A ideia passa por Jeff Beck, um guitarrista que sempre apareceu no mesmo universo de Jimmy Page. Os dois circularam pela cena inglesa de blues e rock nos anos 1960, com conexões diretas no período dos Yardbirds, e acabaram sendo comparados por gerações de fãs e músicos. Só que, para Collen, Beck tinha material para ir além da comparação individual entre guitarristas.
Ao comentar a formação original do Jeff Beck Group, com Rod Stewart nos vocais, Collen sugeriu que aquela banda poderia ter alcançado um patamar semelhante ao do Led Zeppelin se certas peças da história tivessem se encaixado de outro jeito. A leitura dele foi publicada em entrevista à Guitar World e repercutida pela Far Out.
Nas palavras dele: "Era tudo instrumental, o que era muito melhor. Isso destacava a guitarra dele. E depois tivemos Rod Stewart no Faces, então todo mundo saiu ganhando por eles não terem feito Woodstock, embora, se tivessem feito, eles poderiam ter sido tão grandes quanto o Led Zeppelin."
O comentário mistura duas ideias que ajudam a entender o raciocínio. A primeira é o peso de Jeff Beck como instrumentista, algo que influenciou guitarristas de várias gerações. A segunda é o fator "momento certo", que em rock costuma contar tanto quanto talento: festivais, exposição e formação estável podem mudar completamente o tamanho que uma banda alcança.
E ao falar que "todo mundo saiu ganhando", Collen reconhece que a história acabou abrindo outros caminhos importantes, como a fase de Rod Stewart no Faces e a sequência da carreira do próprio Beck. Ou seja, não é só um "e se" vazio. É quase uma observação sobre como uma ausência pode redesenhar várias trajetórias ao mesmo tempo.
Mesmo sem ter virado esse "Zeppelin alternativo" que Collen imagina, Jeff Beck seguiu como um nome de peso para músicos que vieram depois. E talvez seja justamente isso que mantém essa comparação viva: mais do que discutir quem foi "melhor", ela mostra como havia, naquela mesma época, outras combinações explosivas que poderiam ter produzido uma história bem diferente no topo do rock.
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