Como o Queen se virou nos trinta e ganhou o jogo que o AC/DC sequer tentaria, admite Angus
Por Bruce William
Postado em 28 de fevereiro de 2026
Live Aid tinha uma regra simples: você subia no palco com pouco tempo e sem espaço para aquecer. Era televisão para o mundo inteiro, relógio correndo e um monte de artista grande se revezando, então ninguém ia "fazer show completo" ali: era ganhar o público na marra, um "se vira nos 30" com plateia global, com menos, bem menos de trinta minutos;
Queen - Mais Novidades
O Queen fez isso como se já tivesse ensaiado a situação a vida inteira: entrou, tomou conta do lugar e saiu com a sensação de que tocou mais do que realmente tocou: cerca de 21 minutos, mas que se transformaram em um show gigantesco.
A apresentação é citada até hoje como uma das grandes do festival (e, para muita gente, a que melhor funcionou naquele formato). Parte da força está no óbvio: Freddie Mercury comandando a massa como se estivesse num estádio só dele. A outra parte é menos "mística" e mais prática: repertório certeiro, sem enrolar, e um senso de timing que fez o pouco parecer muito.
Só que o Live Aid também ficou marcado por ausências, e o AC/DC é uma das que sempre voltam na conversa. E não é por falta de tamanho de palco. Angus Young já explicou que a banda evitava eventos beneficentes daquele tipo porque achava que o repertório deles soaria estranho naquele contexto.
Num trecho repercutido pela Far Out, Angus lembrou que o grupo era questionado sobre eventos como o Live Aid e explicou o incômodo com o próprio repertório naquele tipo de evento. A fala dele, em entrevista de 1992 à Classic Rock, explica o ponto de vista: "As pessoas às vezes perguntam por que a gente não faz shows beneficentes como o Live Aid. Eu só achei que teria sido meio estranho: 'Oi, nós vamos tocar 'Highway To Hell', 'Hell's Bells' e 'Back In Black' pra vocês!' Eu não acho que isso teria sido entendido no contexto certo."
Dá pra entender a preocupação. O AC/DC sempre foi uma banda sem cerimônia, com títulos e refrões que brincam com inferno, sino e pecado, e que funcionam muito bem do jeito que são: alto, direto, com cara de estrada. Só que num festival com causa humanitária explícita e transmissão global, Angus achou que isso poderia virar ruído - não pela música, mas pela leitura que o público faria.
E aí reside o que podemos concluir disto: o Queen parecia feito sob medida para um set cronometrado e "televisivo", enquanto o AC/DC sempre foi mais "deixar a banda tocar" do que calibrar discurso e repertório para um evento desse tipo. Dá pra discordar do Angus, claro. Mas dá pra entender por que ele preferiu não colocar o AC/DC no papel de "a banda do 'Highway To Hell' pedindo doação" num palco assistido pelo planeta inteiro.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Em documentário, Rodolfo Abrantes afirma que "o Raimundos era o Canisso"
A opinião contundente de Canisso sobre reconciliação entre Rodolfo e Digão
O guitarrista que supera Eric Clapton, segundo Eddie Van Halen: "Mais suave e refinado"
O "segredo sujo" do Iron Maiden: o que mudou na banda - e quase ninguém percebeu
Após detenção, João Gordo ironiza caso com "notícia falsa" no Instagram
A exigente técnica de guitarra que até James Hetfield trapaceia, segundo Gary Holt
10 bandas de heavy metal que lançaram discos autointitulados
Rodolfo Abrantes diz que vendeu direitos autorais de músicas que gravou com o Raimundos
Os discos dos Beatles que não vale a pena ouvir, de acordo com Jack Black
A lenda do sertanejo que gravou com Guns N' Roses e Alice in Chains - e engavetou o disco
Rodolfo Abrantes revela sonho em que contratou amigo para matar Digão
João Gordo é detido em aeroporto após PF encontrar pequenas porções de drogas
As 10 maiores bandas da história do power metal, segundo o Loudwire
O clássico dos Titãs que Nando Reis confessa que queria ter composto: "Considero uma joia"
Ex-Ozzy e Black Sabbath, baterista sabia que tocaria com os gigantes


O hit do Queen em que Brian May não viu potencial: "Interessante, mas ninguém vai comprar"
De Queen a The Killers, 5 músicas que superaram 3 bilhões de plays no Spotify
O maior frontman da história do rock, de acordo com o Loudwire
As bandas que mais venderam discos no stand dentro do Rock in Rio 1985, segundo varejista
A música do Queen que Brian May diz ter sido "a mais bonita" que Freddie Mercury escreveu
"Você também é guitarrista?": Quando a Rainha da Inglaterra conheceu lendas do instrumento
A ideia do Queen que Brian May não repetiria hoje; na época, parecia "inocente e divertido"
"Eu tenho a força!" Brian May (Queen) trabalhou na trilha de novo filme do He-Man
Por que as guitarras de Brian May ficaram fora do "Chinese Democracy" do Guns N' Roses
Rob Dukes, do Exodus, gosta muito de álbum clássico do Queen
Ultimate Classic Rock: os 100 maiores clássicos do rock


