A música do Metallica que James Hetfield achou fraca demais; "Tá maluco? Que porra é essa?"
Por Bruce William
Postado em 26 de fevereiro de 2026
James Hetfield já falou algumas vezes sobre o desconforto que sentiu ao compor "Nothing Else Matters". Não por achar a música ruim, mas porque ela puxava o Metallica para um território que, na cabeça dele naquele momento, parecia incompatível com a imagem "hardcore" da banda - e com a ideia de vulnerabilidade que ele não queria expor.
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A resistência dele aparece numa fala bem crua, em que ele descreve a própria implicância com a ideia de escrever uma canção de amor dentro do Metallica. "O que era essa história de não querer escrever uma canção de amor? Isso é bem simples. É um enorme sinal de fraqueza. Você está no Metallica. Isso aqui é hardcore. Tá maluco? Que porra é essa?"
Na mesma fala, ele explica que a música nasceu de algo pessoal, sem intenção de "mudar a banda": "Mas essa música era pra mim. É sobre estar na estrada, sentindo falta de alguém em casa. Só que ela foi escrita de um jeito que se conectou com tanta gente." Ou seja, o que começou como algo quase privado acabou virando uma das faixas mais identificáveis do repertório, relembra a Far Out.
O contexto também ajuda a entender o peso disso. "Nothing Else Matters" saiu no chamado "Black Album" (1991), período em que o Metallica já estava mudando a forma de gravar e de soar, com produção mais "cheia" e foco em canções que funcionassem fora do nicho do thrash. Para parte do público antigo, isso já era polêmico por si só. Aí vem uma balada com um lado mais íntimo - e a tensão estava armada.
O próprio Hetfield descreve essa fraqueza como um reflexo de postura e de imagem, não necessariamente como avaliação musical. O que incomodava era a ideia de "Metallica fazer isso". Só que, quando a música encontrou o público, ela ganhou vida própria e virou uma espécie de prova de que aquela dureza toda também tinha espaço para um outro tipo de emoção.
E essa é a história da faixa é justamente essa: ela nasceu com o compositor achando que estava passando do limite do que era "permitido" para a banda, e acabou virando uma das canções mais populares do Metallica. E, para um grupo que sempre vendeu intensidade, talvez esse seja o detalhe mais revelador: às vezes a coisa mais difícil não é tocar rápido ou pesado - é admitir que dá para fazer barulho e, ainda assim, falar de saudade.
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