Dream Theater: Livre finalmente de toda a pomposidade e pretensão

Resenha - Distance Over Time - Dream Theater

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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Nota: 8

De repente o DREAM THEATER está livre. Livre como o anjo que dá nome à primeira canção de "Distance Over Time", "Uthetered Angel". Está livre finalmente de toda a pomposidade e pretensão que empregou em seu último álbum, o chato "The Astonishing". Enquanto aquele pretendia ser uma espécie de experiência cinematográfica transformada em música mas se tornou algo difícil de chegar até o final sem uma completa imersão, este é apenas música, pura e simples (o adjetivo simples aqui, claro, deve ser entendido nas medidas já estabelecidas pela própria banda, ou seja, centenas de acordes por minuto, dezenas de mudanças de andamento no mesmo período). É mais um, apenas mais um bom disco para a discografia da banda norte-americana, e pode se orgulhar disso.

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"Distance Over Time" é um disco que traz novamente à mesa o prazer de ouvir um disco novo do DREAM THEATER, como na era Portnoy ou como "A Dramatic Turn of Events". Para chegar ao resultado que se tem aqui, não bastou a fórmula física de ensino médio (V = X/T). O quinteto (formado por John Petrucci - guitarra, John Myung - baixo, James LaBrie - vocais, Jordan Rudess - teclado, e Mike Mangini - bateria) se trancou por meses no Yonderbarn, uma espécie de sítio convertido em estúdio (o que se vê no clipe de "Uthetered Angel"). Lá, livres de distração, como declararam, dedicaram-se à música, ao fortalecimento dos laços de amizade e fizeram longas jams (eu queria que alguma delas viesse a público). Talvez tenham brigado também, como o QUEEN, quando fez a mesma coisa (ou pelo menos como aparece no filme "Bohemian Rhapsody").

"Unthetered Angel" não é nem de longe a melhor do disco e se mostrou uma péssima escolha como single. Não é que seja ruim, mas há melhores. "Paralized" é outra que você já conhece e dispensa comentários.

"Fall Into The Light" promete encantar como "Space-Dye Vest". "Barstool Warrior" começa lindamente como balada e ganha peso depois. Caminho inverso de "Room 137", que inclusive teve participaçao de Mangini na letra (sua primeira contribuição lírica no DREAM THEATER). E "S2N" é uma excelente canção de metal progressivo, com tudo que os apreciadores do gênero fazem questão de ter numa composição. O quinteto se supera aqui antes de cair numa fritação nervosa cheia de nuances para falar do estresse pós traumático de vítimas de abuso, um mergulho nas entranhas da mente como "Six Degrees of Inner Turbulence", mas em um quarto do tempo.

"Out Of Reach" é uma baladinha até um tanto chatinha, mas é também mais um exemplo da beleza de Petrucci e Rudess conseguem extrair de seus instrumentos.

Se você desistiu de chegar ao final de "The Astonishing", pode ter certeza, vai querer repetir "Distance Over Time" do inicio logo que acabar a audição. E logo depois de "Pale Blue Dot" (ou "Viper King" se você tiver a versão deluxe) vem "Untethered Angel" de novo.

Track List

1. Untethered Angel (6:14)
2. Paralyzed (4:17)
3. Fall Into the Light (7:04)
4. Barstool Warrior (6:43)
5. Room 137 (4:23)
6. S2N (6:21)
7. At Wit's End (9:20)
8. Out of Reach (4:04)
9. Pale Blue Dot (8:25)


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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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