Dream Theater: mais enxuto, menos épico, mais "mundano"
Resenha - Distance Over Time - Dream Theater
Por Ricardo Pagliaro Thomaz
Postado em 07 de junho de 2019
Nota: 9 ![]()
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Hoje conheceremos o novo álbum do Dream Theater, Distance Over Time. E eu peço desculpas pelos meses de atraso, o disco foi lançado no final de Fevereiro agora, mas eu vim protelando meus comentários. Faz parte, eu estava numa fase meio desligado para escrever.
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Neste novo lançamento, o Dream Theater aposta em uma coisa mais enxuta, menos épica, mais "mundana" por falta de termo melhor, o que não quer dizer que seja ruim, tem momentos de tirar o fôlego. Ainda soam como eles mesmos, e acho que isso nunca vai mudar, mas sem os arroubos épicos que permearam o disco anterior, que se for ver nem teve uma proporção tão épica assim, muito embora eles se esforçassem para imprimir isso na obra.

A pegada mais simples já é mostrada logo na primeira faixa, "Untethered Angel", que foi a primeira coisa divulgada do disco, se não me engano. Lá pelos dois minutos e quinze dessa primeira faixa fica mais bacana, muito embora não haja realmente nada de novo ou de cair o queixo, mas eu gosto desses arranjos com vocais seguindo a instrumentação, dá a impressão que o LaBrie usa a voz dele com a mecânica de um instrumento musical mesmo.
A terceira faixa, "Fall Into the Light", seria uma faixa apenas normal, se dependesse de seus extremos, mas entre os três minutos e quinze e os cinco minutos e dez há uma porção instrumental muito bacana, bem inspirada em música folk e de uma grande beleza nos arranjos que é o ponto forte da música.

Uma música que me cativou por inteira, foi "Barstool Warrior", de uma beleza melódica indescritível, uma letra falando sobre culpa, solidão, tudo do ponto de vista de uma banqueta de bar. Um prato cheio para os fãs, trata-se de Dream Theater clássico, e vale a pena cada segundo. Outra excelente é a pesada "S2N", o nome é abreviação de 'signal to noise' uma grandeza usada para se medir ruidos. Aqui se ouve um retorno total ao som dos nossos grandes ícones aposentados, o Rush.
Agora um destaque que eu realmente achei excelente e fiquei ouvindo diversas vezes é a primeira faixa que o grupo escreveu para este disco, "At Wit's End", uma composição epopeica, muito embora tenha menos de 10 minutos, mas de uma beleza absurda e descomunal! Sabe aquela composição que você ouve e pensa: "cara, todas as notas, todos os arranjos, melodias, viradas e solos estão exatamente onde deveriam estar: no lugar certo! É o que a gente costuma chamar de obra irretocável. Esta música, com certeza, é mais um clássico brilhantemente escrito do grupo americano e que vai perdurar por muitos anos. Ela faz par com a faixa seguinte, a linda balada "Out of Reach". Digo 'faz par', não por ser continuação, mas por ser uma composição bela executada após outra composição igualmente bela, e que eu acho que deveria ser tocada logo em seguida nos shows e turnês. Sensacional trecho do disco com faixas memoráveis.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | As demais três faixas restantes e a bonus track "Viper King" complementam a obra, mas as que mencionei são merecidos destaques no disco. Enfim, o Dream Theater segue na estrada com a costumeira qualidade musical que sempre imprimiu, mesmo em períodos de menos inspiração. Esta nova obra é um ótimo ponto de partida para não-fãs, um disco muito bom para os fãs também, muito embora não seja a melhor obra da banda, mas sempre vale a pena investir no som desses caras, quem já os acompanha a duas décadas e meia como eu, sabe bem. A formação mais recente, que vem desde 2011 com o baterista Mike Mangini tem, cada vez mais, encontrado seu caminho. Lançamento recomendado!
Distance Over Time (2019)
(Dream Theater)

Tracklist:
01. Untethered Angel
02. Paralyzed
03. Fall into the Light
04. Barstool Warrior
05. Room 137
06. S2N
07. At Wit's End
08. Out of Reach
09. Pale Blue Dot
Bonus track:
10. Viper King
Selo: Inside Out
Dream Theater é:
James LaBrie: voz
John Petrucci: guitarra
John Myung: baixo
Jordan Ruddess: teclados
Mike Mangini: bateria
Discografia anterior:
- The Astonishing (2016)
- Dream Theater (2013)
- A Dramatic Turn of Events (2011)
- Black Clouds & Silver Linings (2009)
- Systematic Chaos (2007)
- Octavarium (2005)
- Train of Thought (2003)
- Six Degrees of Inner Turbulence (2002)
- Metropolis Part 2: Scenes From a Memory (1999)
- Falling Into Infinity (1997)
- Awake (1994)
- Images and Words (1992)
- When Dream and Day Unite (1989)
Site oficial:
http://www.dreamtheater.net

Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog.
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