Os 3 álbuns que decepcionaram em 2025, segundo o Ibagenscast (um é do Angraverso)
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de janeiro de 2026
Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Manoel Santos, do Ibagenscast, apresentou uma lista pessoal com os três álbuns que mais o decepcionaram em 2025. Logo no início, ele faz uma ressalva importante: não se trata de discos ruins, mas de trabalhos que carregavam uma expectativa muito alta e que, por diferentes motivos, acabaram entregando menos do que prometiam. Segundo Manoel, todos os álbuns citados têm méritos e bons momentos, mas falham no conjunto.
"Eu não tô fazendo esse vídeo pra falar de discos que eu achei ruins. São discos que, de alguma maneira, me decepcionaram. Todos têm momentos de brilho, mas ficaram aquém do que eu esperava."
Parasomnia – Dream Theater
A primeira decepção citada vem justamente de uma das bandas mais aguardadas do ano. Para Manoel Santos, o retorno de Mike Portnoy ao Dream Theater criou uma expectativa quase impossível de ser atendida. Ele admite que acreditou - talvez de forma ingênua - que o reencontro resultaria em algo do porte de um Metropolis Pt. 3 ou, no mínimo, em um álbum cheio de clássicos instantâneos. "Talvez eu tenha sido muito inocente em achar que a volta do Portnoy ia resultar num Metropolis 3 ou pelo menos num disco cheio de hits."
Apesar de elogiar faixas específicas, como a instrumental que abre o disco, "Broken Man" e "The Shadow Man Incident", Manoel afirma que Parasomnia está longe de figurar entre os grandes álbuns da discografia da banda. "O disco tem momentos bons, mas não entra na prateleira dos melhores discos do Dream Theater. Na minha opinião, ele fica bem longe disso."
Outro ponto destacado é a sensação de repetição criativa, especialmente na bateria. "O Dream Theater está se tornando uma banda repetitiva. O Portnoy requenta viradas que ele mesmo já fazia no Train of Thought e no Octavarium."
Ele também menciona as limitações vocais atuais de James LaBrie, reconhecendo, no entanto, que parte da frustração vem da expectativa exagerada. "Eu gostei do disco, mas a minha expectativa tava muito além daquilo que ele entregou."
Skeletá – Ghost
A segunda decepção vem de uma banda pela qual Manoel Santos sempre demonstrou grande admiração. Declaradamente fã dos três primeiros discos do Ghost, ele afirma que o problema não começou em Skeletá, mas em uma mudança de rumo iniciada anos atrás. "Eu sou muito fã dos três primeiros discos do Ghost. Opus Eponymous é um disco 10 pra mim, do começo ao fim."
Para ele, a guinada mais acessível da banda começa em Prequelle e se consolida nos trabalhos seguintes, culminando em Skeletá, que reforça uma estética mais pop e menos sombria. "O Papa é pop. O Skeletá continua marcando essa guinada da banda pra um hard rock pop, feito pra animar festinha de shopping."
Embora elogie músicas como "Satanized" - que o iludiu positivamente no início - e "Marks of the Evil One", Manoel afirma que o álbum segue em direção oposta ao que o fez gostar do Ghost. "Quando saiu o clipe de 'Satanized', eu achei que viria um disco mais fiel às raízes da banda. Fui inocente de novo." Ele reforça que não se trata de um disco ruim, mas de uma frustração pessoal enquanto fã de longa data. "Não é um disco ruim. É um disco que me decepcionou."
Ready to Be Hated – o representante do Angraverso
Fechando a lista, Manoel Santos cita um álbum diretamente ligado ao chamado Angraverso, termo usado por fãs para definir projetos paralelos ou conexões criativas envolvendo ex-integrantes e músicos ligados ao Angra. Para ele, Ready to Be Hated simboliza uma grande oportunidade desperdiçada. "Era uma banda que tinha tudo pra dar super certo, mas deu tudo errado."
Manoel critica desde o nome da banda - que acabou se tornando um meme após a debandada de integrantes - até escolhas estéticas, como a capa do disco. "A capa não parece de um disco de heavy metal. Parece ilustração de história em quadrinhos."
Musicalmente, o álbum é descrito como irregular, com boas ideias que não foram devidamente lapidadas. "Em vários momentos soa mais como demo do que como produto final. Parece que faltou tempo e capricho pra finalizar as músicas."
Ele também aponta problemas na mixagem, que, segundo sua análise, prejudica o peso das guitarras. "O baixo engole a guitarra na maior parte do disco. Os solos são tímidos, muito curtos, e deixam a desejar."
Para Manoel, o maior problema é o potencial não aproveitado de um verdadeiro "time dos sonhos" do metal nacional. "É um dream team do metal brasileiro. Podia ter feito muito mais e muito melhor." Ele encerra reforçando que a crítica não vem de ódio, mas de frustração enquanto ouvinte. "Eu não odiei o disco. Reconheço qualidades, mas ele deixou muito a desejar. Por isso tá na minha lista de decepções de 2025."
Os melhores de 2025
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O que o retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy representa na prática?
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
Tony Iommi presta homenagem ao álbum de estreia do Black Sabbath
A música do Van Halen que Eddie dizia ser a mais difícil de tocar ao vivo
"Superou minhas expectativas", diz baterista sobre novo álbum do Evanescence
Mayara Puertas quebra silêncio e fala pela primeira vez do rumor envolvendo Arch Enemy
"Não havia uma única mulher na plateia": o começo estranho de uma lenda do rock
Dois anos após lançamento, guitarrista reflete sobre álbum mais recente do Pearl Jam
Vocal do Lamb of God diz que antigo logo da banda parecia cardápio de restaurante
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
A pior música do pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Heavy Consequence
"Ouvi e achei muito interessante": lenda do rock aprova o Sleep Token

Baterista quebra silêncio e explica o que houve com Ready To Be Hated, de Luis Mariutti
Os 10 melhores álbuns do metal em 2025, segundo Emanuel Seagal
Os 10 melhores álbuns do metal nacional de 2025, segundo o Heavy Talk
A banda Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs que André Barcisnski incluiu no melhores do ano
Os 10 melhores álbuns de 2025, segundo Mike Portnoy do Dream Theater
Loudwire escolhe parceria feminina como a melhor música de heavy metal de 2025
Novo álbum do Violator é eleito um dos melhores discos de thrash metal de 2025 pelo Loudwire
Metal Hammer inclui banda brasileira em lista de melhores álbuns obscuros de 2025
10 bandas que encerraram suas atividades em 2025
6 álbuns de rock/metal nacional lançados em 2025 que merecem ser conferidos
Os 20 álbuns de classic rock mais vendidos em 2025, segundo a Billboard
A melhor música de rock lançada em 2025, segundo o Loudwire
O New York Times escolheu: a melhor música do ano de 2025 é de uma banda de metal
O "Big 4" do rock e do heavy metal em 2025, segundo a Loudwire
Cinco músicas totalmente excelentes lançadas em 2025
Os melhores álbuns lançados por artistas brasileiros em 2025, segundo Regis Tadeu
As 11 melhores músicas de metal progressivo de 2025, segundo o Loudwire
Os 50 melhores álbuns de 2025 de acordo com a revista Kerrang!


