Dream Theater: a banda está viva depois do coma
Resenha - Distance Over Time - Dream Theater
Por Mario Liz
Postado em 24 de fevereiro de 2019
Não é um renascimento. Aliás, longe disso. Porém, depois do pouco inspirado The Astonishing (em que toda canção parecia ser o encerramento do álbum), Distance Over Time surge como um fôlego extra para o Dream Theater.
Os integrantes da banda, principalmente Petrucci, trabalharam como ninguém para a criação de uma grande expectativa para o álbum. E funcionou! Não o álbum como um todo, mas as expectativas criadas, sim. Nota 10 para o marketing, nota 7.5 para o álbum.
Comecemos pela abertura: ela é, digamos, uma nova "velha" conhecida dos fãs (pois já vem sendo divulgada há um bom tempo). "Untethered Angel" inicia bem o álbum, sem grandes pretensões, mas boa naquilo que propôs. Digamos que é a "On The Backs of Angels" do Distance Over Time, não tão grandiosa, porém, mais direta. A segunda é uma boa surpresa (e aí vamos ao que eu disse anteriormente sobre um fôlego), "Paralyzed" é uma faixa moderna, com uma interpretação sem exageros em que a banda acertou em cheio. O clima sombrio e futurista agradará aos fãs de Falling Into Infinity e Octavarium. Em seguida temos "Fall In To the Light", que apesar da arte piegas (uma rosa à deriva no mar), é agressiva e climática (com uma bela "caída" em sua metade). Nem é preciso ser fã do Metallica para perceber a influência da banda. O álbum segue com "Barstool Warrior", bem progressiva (a introdução remete ao Six Degrees of Inner Turbulance) e ela tem lindas harmonias. Sem dúvida é a melhor do álbum. "Room 137" tem uma intro bem característica do Dream Theater. Em um primeiro momento, o ouvinte vai lembrar do Alcoholics Anonymous Suite do Mike Portnoy. Já num outro momento, vai lembrar também (risos) – o que não tira o brilho da canção, que é muito boa. "S2N" é o renascimento do Myung, que há muito tempo andava apagado da banda. Ainda sobre a canção, "S2N" é uma música com deliciosos excessos da banda. Sim, nela os "excessos não se excederam muito" e criaram uma atmosfera bem divertida. O destaque é o baixo, sem dúvida. "At Wit’s End" é outra bem progressiva e cheia de variações. Com um lindíssimo solo de guitarra, com certeza é séria candidata a ser eleita a melhor faixa do álbum pela maioria dos fãs da banda. "Out of Reach" é a baladinha do DOT. Focada no piano de Jordan e na Guitarra de Petrucci, a música não é a melhor da obra e lembra as baladinhas dos 5 álbuns anteriores, incluindo Black Clouds & Silver Linings ("The Wither"). Não agrega nem compromete. "Pale Blue Dot" foi construída para a bateria de Mangini brilhar. A intenção foi boa e ela realmente tem destaque, porém a faixa soa como um compêndio de colagens de experimentalismos da banda. Sim, "excessos demais" até para os padrões da banda. "Viper King", bônus track, é de fato bem estranha. Imaginem Deep Purple e Uriah Hepp executados com o instrumental de Panic Attack. No mínimo incomum, né mesmo? O vocal do Labrie contribuiu muito para deixar a música bem chata, talvez pelos excessos de máscaras que ele usa na voz para se preservar.
Dream Theater - Mais Novidades
Além das 2 últimas músicas, o ponto fraco do álbum é a produção. A banda perdeu muito de seu "clean" desde a saída de Portnoy e em alguns momentos as músicas parecem "abafadas". O timbre da bateria de Mangini continua sem brilho, embora ela seja um baterista extraterrestre.
Não é um novo Dream Theater, mas um Dream Theater que está vivo. E isto já é um ótimo sinal!
Outras resenhas de Distance Over Time - Dream Theater
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música do Rainbow de todos os tempos, segundo Ritchie Blackmore
A limitação do Slayer e Exodus que James Hetfield não quis seguir no Metallica
5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
Mantas e Abaddon não descartam novas músicas após shows de reunião
O hit que Gene Simmons considera o auge do hard rock: "Não existe nada melhor"
A maior banda de rock de todos os tempos para o jornalista Leandro Demori
Saxon anuncia título do novo álbum, que sai em janeiro de 2027
A opinião do lendário Ronnie James Dio sobre o AC/DC
Gravação de ensaio do Guns N' Roses em 1986 vaza online
Vocalista do Godsmack defende opção por Mike Mangini como novo baterista
4 bandas clássicas da Irlanda que todo fã de rock precisa conhecer
A única banda de metal que Paulo Ricardo realmente curte: "Muito bons músicos"
Doro Pesch já ficou apaixonada por James Hetfield, do Metallica
Rush deve ser a próxima banda a confirmar temporada no The Sphere
Rolling Stones igualam marca histórica dos Beatles com "Foreign Tongues"
A ideia de jerico dos Beatles que gravadora impediu e que Biquini Cavadão fez e se deu mal
A banda dos anos 90 que Ricardo Confessori considera a melhor da história do rock nacional
A canção do Scorpions que levou seis anos para ficar pronta e afetou a população de um país
Dream Theater: Distance over Time é o melhor da era Mangini
Dream Theater: mais enxuto, menos épico, mais "mundano"
Jordan Rudess (Dream Theater) faz vídeo com IA, é detonado por fãs e bloqueia comentários
A ideia que Mike Portnoy "roubou" dos Beatles e foi inserida no maior sucesso do Dream Theater
Mike Portnoy celebra os 34 anos de "Images and Words", clássico do Dream Theater
13 bandas de rock e metal que nasceram na faculdade e conquistaram o mundo
O vocalista contestado que mudou os rumos de uma das maiores bandas da história do metal
Dream Theater era uma mistura entre Metallica e Yes, segundo John Petrucci
Mike Portnoy - o melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi



