Discos pouco falados no mundo do rock: Iron Age

Resenha - Iron Age - Mother's Finest

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Por Zé Elias
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Talvez este seja o mais desconhecido, em termos de Brasil, dos discos que listei até agora para a série dos pouco falados. A banda Mother's Finest, apesar de ter colocado meia dúzia de hits em listas de Top-100 nos Estados Unidos e aberto para gente como AC-DC, Aerosmith, Ted Nugent, The Who e Black Sabbath, tudo isso durante os anos 1970, está naquela lista do "Inexplicável F.C." em relação a um sucesso maior.

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Uma banda negra tocando hard rock e metal com elementos de funk (aquele, não este), tendo uma mulher à frente dos vocais? Num universo roqueiro quase que exclusivamente branco e masculino naqueles tempos? Ousado, mas o resultado é respeitável. Pergunte aos caras da Living Colour.

E como a conheci? Em 1981, pedi a um amigo que estava indo para os EUA que trouxesse uma fita cassete com algo pesado. Ele não era especialista em rock e posso dizer que eu estava no be-a-bá também. A sugestão veio do lojista: o álbum recém-lançado, que marca a mudança de gravadora (sai Epic, entra Atlantic), deixa de lado o funk e vai ao metal puro.

"Iron age" mostra a Mother's Finest com todos os elementos que o rock pesado daquele tempo exigia - e que a banda e gravadora estavam querendo. A capa é atraente; o instrumental é afiado e headbanger; o guitarrista-base Glenn Murdock canta com competência algumas faixas; mas pra mim, o destaque é a cantora Joyce "Baby Jean" Kennedy. Não era de brincadeira, a moça. Fica a amostra a seguir, a faixa "Time", com um solo vocal de arrepiar:

Desconheço se algum disco dessa banda foi lançado no Brasil. Não achei nada a respeito. Se você tem notícia disso, deixe por favor nos comentários. :)

Faixas:

1 Movin' On 04:23
2 Luv Drug 02:58
3 Rock 'N' Roll 2 Nite 04:02
4 U Turn Me On 03:55
5 All the Way 05:20
6 Evolution 03:48
7 Illusion (C'mon Over to My House) 03:18
8 Time 04:12
9 Gone With th' Rain 04:33
10 Earthling 03:20

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Sobre Zé Elias

José Elias da Silva Neto é paulista de Santo André, nasceu em 1965. Mora em Poços de Caldas, MG. É designer gráfico, baixista e palmeirense. O primeiro rock ouviu com 2 anos de idade, "Wooly Booly", de Sam the Sham and the Pharaos. Em 1972, foi apresentado ao "Machine Head" do Deep Purple e ao "Santana 3". Uns anos depois vieram a coletânea "1962-1966" dos Beatles e "No Mean City", do Nazareth. Aí virou mania. Quem tá sempre no player: Jethro Tull, Queen, Led Zeppelin, Genesis, Gentle Giant, Dixie Dregs, Emerson Lake & Palmer, Rush, Focus. E alguma coisa de jazz anos 30-40, música erudita, MPB. O que não lhe faz a cabeça: rock farofa, solos muito longos e metal muito zoeira.

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