O ano da década de 80 que foi dominado por belos duetos, segundo a American Songwriter
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de março de 2026
Os anos 1980 foram especialmente generosos com duetos - e poucos anos simbolizam isso tão bem quanto 1983. Segundo o jornalista Jim Beviglia, da American Songwriter, aquele período reuniu algumas das colaborações mais marcantes da década. "Talvez mais do que em qualquer outra década, os anos 80 foram muito gentis com os duetos."
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De acordo com ele, havia dois tipos principais dominando as paradas: os duetos românticos entre vozes masculinas e femininas e as parcerias entre grandes estrelas, muitas vezes em músicas mais animadas. "Às vezes eram duetos românticos. Em outros casos, eram músicas mais agitadas com duas das maiores estrelas da época."
Duetos dos anos 1980
O resultado disso foi um ano especialmente forte nas paradas. Três músicas em particular exemplificam esse fenômeno - todas alcançando o topo e somando semanas no primeiro lugar.
Uma delas foi Baby, Come to Me, parceria entre Patti Austin e James Ingram. Para Beviglia, o destaque da música está na forma como os vocais são construídos com equilíbrio. "É um ótimo exemplo de dueto que não exagera na força vocal… quando eles finalmente soltam tudo, o momento é merecido e memorável."
Outro clássico citado é Islands in the Stream, de Dolly Parton e Kenny Rogers. Escrita pelos Bee Gees, a canção mostra como o country ainda conseguia dialogar com o pop naquele momento.
Segundo o jornalista, o entrosamento entre os dois artistas foi essencial. "Rogers e Parton mostraram uma química leve e natural na música."
Fechando a lista está Say Say Say, encontro entre Paul McCartney e Michael Jackson. A faixa uniu diferentes estilos e reforçou o impacto de dois dos maiores nomes da música. "A música combina com facilidade rock, pop e R&B em uma mistura vibrante."
Para Beviglia, esses exemplos mostram como 1983 foi um ano único para colaborações - reunindo talento, química e apelo comercial em igual medida. "Esses três duetos passaram, juntos, oito semanas no topo das paradas."
Décadas depois, essas parcerias seguem como referência de como dois artistas podem dividir os vocais - e ainda assim potencializar o impacto de uma canção.
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