AC/DC: 34 anos de um dos registros mais emblemáticos do Rock
Resenha - Back In Black - AC/DC
Por David Torres
Postado em 26 de julho de 2014
Diversos lançamentos importantíssimos para o Rock/Metal fizeram aniversário nesse mês de julho e para o AC/DC não foi diferente. Hoje, 25 de julho, é o aniversário de 34 anos do grande clássico "Back in Black", simplesmente um dos registros mais importantes e adorados não apenas da banda em si, mas de todo o Rock. Após o lançamento do igualmente importante e clássico álbum "Highway to Hell’’, lançado um ano antes, em 1979, a banda já trabalhava em composições para o seu próximo disco de estúdio, entretanto, uma fatalidade da qual todos os fãs da banda conhecem aconteceu: Bon Scott, o vocalista da banda, faleceu em decorrência de uma "intoxicação alcoólica aguda", consequência de seu uso abusivo de álcool.
Esse fato poderia ter ocasionado o fim da banda ou ao menos o enfraquecimento dela, porém, os músicos decidiram seguir adiante e alteraram as composições das quais estavam escrevendo e recrutaram um novo vocalista que pudesse suprir a ausência do grande Bom Scott, o igualmente talentoso Brian Johnson. E assim, em 25 de julho de 1980, através do selo da Albert/Atlantic Records, o AC/DC lançou "Back in Black". Apresentando uma capa totalmente preta que representava o luto referente à morte de Bon Scott, além de quatro "singles" poderosíssimos e uma sonoridade que não deve em nada aos trabalhos anteriores realizados pelo grupo australiano, o AC/DC provou que, apesar de tudo, estava mais vivo do que nunca.
O som de sinos abre caminho para os primeiros acordes de um dos maiores hinos da banda, a emblemática "Hells Bells", um dos "singles" gravados para o álbum. Os riffs poderosos e marcantes da dupla de guitarristas e irmãos Angus e Malcolm Young são acompanhados por levadas hipnóticas do baterista Phil Rudd, além de contar com uma eficiente marcação de baixo de Cliff Williams e os vocais estridentes e potentes do até então estreante e excelente vocalista Brian Johnson. Uma abertura realmente impecável! O disco continua com a ótima "Shoot to Thrill", faixa que já se inicia com riffs pegajosos e grudentos que são muito bem acompanhados pela voz de Brian Johnson. É realmente uma música em tanto e mantém o padrão de composição da banda.
"What Do You Do for Money Honey" vem logo em seguida e novamente entrega mais uma grande sucessão de riffs e melodias de guitarra fenomenais. Mais uma vez temos uma "cozinha" de baixo e bateria infalível e que em momento algum decepciona, além dos vocais agudíssimos e inigualáveis de Brian Johnson. As guitarras de Malcolm e Angus Young ecoam pelos autofalantes e iniciam a quarta faixa do disco, "Givin the Dog a Bone". A banda não perde a força e novamente cumpre a sua proposta musical com exímio, brindando a todos com harmonias fantásticas de guitarras, grandes vocais e um grande desempenho de baixo e bateria. A lenta "Let Me Put My Love into You" dá sequência ao álbum e se os ouvintes pensam que por se tratar de uma faixa mais lenta e devagar que as anteriores a qualidade do disco decai, eles estão redondamente enganados. A banda manda o seu recado e executa tudo de forma extremamente competente. Boas linhas de bateria, um ótimo trabalho de guitarras e vocais sempre enérgicos podem ser ouvidos facilmente nesse som.
Alguns dos riffs mais marcantes da história do Rock pode ser ouvido logo em seguida, abrindo de forma estonteante o grande clássico e "single" "Back in Black", a faixa título do álbum e mais um dos grandes sucessos que a banda coleciona em sua vasta carreira. O que dizer sobre essa composição?! Riffs e solos absolutamente marcantes e grudentos, cortesia da dupla Malcolm e Angus Young, "cozinha" simplesmente irrepreensível de baixo de Cliff Williams e bateria de Phil Rudd e vocais brilhantemente agudos e estridentes executados com perfeição por Brian Johnson. Definir essa música é algo extremamente complexo, porém, talvez a palavra que melhor a defina seja simplesmente CLÁSSICO, com letras graúdas mesmo! Sem perder fôlego e tempo, a banda manda outro grande sucesso não apenas desse álbum, mas de toda a sua longa discografia, "You Shook Me All Night Long", que mais uma vez é uma canção simplesmente grudenta, cativante e viciante e que sem sombra de dúvidas representa novamente o que o AC/DC é, ou seja, um legítimo turbilhão do Rock’N’Roll! Também é um dos "singles" do álbum.
A oitava faixa é "Have a Drink on Me" e novamente recebemos uma ótima composição com mais uma boa dose do "arroz com feijão" sonoro praticado pelo quinteto. Riffs e solos repletos de "feeling", "cozinha" impecável e vocais maravilhosos ecoam do autofalante a todo instante e jamais dão descanso para os ouvintes. Em seguida, temos a ótima "Shake a Leg", trazendo também melodias poderosas, hipnotizantes e marcantes, cortesia do trabalho de uma banda que sabe muito bem o que faz e o faz de corpo e alma a todo o momento. E para encerrar essa obra prima do Rock, nada melhor do que mais um grande clássico e também "single" do álbum, "Rock and Roll Ain't Noise Pollution". Iniciando de forma lenta e progressiva, a faixa tem um andamento mais arrastado e cadenciado que as demais composições do álbum, entretanto, se o ouvinte acha que isso poderia comprometer o resultado final, devo informar que estão novamente enganados, pois o que temos aqui é mais uma boa dose do mais legítimo Rock’N’Roll: riffs fortes e marcantes e passagens vocais incrivelmente memoráveis são os grandes destaques dessa grande faixa que encerra esse excelente e importantíssimo registro de uma maneira coesa.
Definir o que o AC/DC representa não apenas para o Hard Rock, mas para o Rock’N’Roll como um todo é algo realmente inexplicável e sem palavras e definir um grande lançamento como "Back in Black" é ainda mais, uma vez que estamos falando de um dos discos mais importantes não apenas da banda, mas de todo o Rock. Uma legítima obra prima que influenciou e ainda influencia milhares de músicos ao redor do planeta. Como se pode ver, a banda poderia estar em clima de luto após a morte precoce de Bon Scott, porém, por mais terrível que a perda de seu incrível e inesquecível "frontmen" tenha sido, esse fato não impediu a banda de gravar um trabalho realmente histórico como "Back in Black". Felizmente para os fãs e admiradores da banda, os músicos jamais deixaram qualquer problema ou obstáculo impedir o crescimento da banda.
Faixas:
01. Hells Bells
02. Shoot to Thrill
03. What Do You Do for Money Honey
04. Givin the Dog a Bone
05. Let Me Put My Love into You
06. Back in Black
07. You Shook Me All Night Long
08. Have a Drink on Me
09. Shake a Leg
10. Rock and Roll Ain't Noise Pollution
Formação:
Brian Johnson (Vocal)
Angus Young (Guitarra solo / Guitarra rítmica)
Malcolm Young (Guitarra Rítmica / Vocal de apoio)
Cliff Williams (Baixo / Vocal de apoio)
Phil Rudd (Bateria / Percussão)
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