AC/DC: O rock não é um mistério, cara!
Resenha - Back In Black - AC/DC
Por Ricardo Cunha
Postado em 26 de julho de 2020
Nota: 10 ![]()
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Logo atrás dos Scorpions (55), o AC/DC figura como uma das bandas mais antigas da história do rock. São 47 anos de atividades quase que ininterruptas fazendo um Hard Rock poderoso e cativante. Por falar nisto, uma das principais características de sua música é a simplicidade. Nesses anos todos, seu som permaneceu praticamente inalterado, mas isso não impediu que os australianos alcançassem o topo das paradas musicais. Ao contrário, fez com que se tornassem um dos pilares do rock mundial.
Ganharam fama com o álbum Highway To Hell (1979), mas tiveram que lidar com a morte do seu vocalista Bon Scott, no início do ano seguinte. Por incrível que pareça sua morte possibilitou a entrada, na banda, daquele que se tornaria ícone do estilo inalienável da banda por todo o tempo que se seguiria, Brian Johnson.
O processo de composição (que já estava em andamento) e gravação foi rápido e para a surpresa de muitos, Brian conquistou à banda e ao público muito facilmente. Ele não precisou se esforçar ou usar de artifícios. Com seu cinismo alto declarado, ele simplesmente fez o que tinha que fazer e isso foi bom o bastante.
Back in Black, sétimo álbum, foi gravado em sete semanas, lançado quase um ano após o trabalho anterior e cerca de cinco meses após a morte de Bon Scott (1980). Disco considerado um dos mais acessíveis, mais bem-sucedidos e mais emblemáticos da banda até hoje e responsável pela redescoberta da banda num momento trágico. BIB não apenas impulsionou as vendas do disco anterior como também promoveu seu sucessor. O álbum não significou nenhum tipo de mudança ou reviravolta; ao contrário, mostrou o poder de êxtase de se fazer algo bom e bem feito, só que com mais alma e mais emoção. Em certo sentido, o sucesso do álbum ajudou a projetar os próximos passos: dar às pessoas o que elas querem, sempre mais e melhor! Eles entendiam que não há limites para a música e que sempre poderiam extrapolá-lo, desde que colocassem paixão e direção. Em resumo, o álbum tem muitos atributos e, talvez o principal esteja MAIS associado ao fato de que a evolução e o virtuosismo musicais são qualidades relativas e MENOS aos artistas por ele influenciados ou aos clássicos nele contidos. Por fim, o sucesso de BIB deixou os caras numa posição tão confortável que Angus teria falado uma frase casual, mas ela ficou célebre e virou lema do grupo: "O rock não é um mistério, cara!".
A formação que gravou o álbum era composta por Brian Johnson (vocals), Angus Young (lead guitar), Malcolm Young (rhythm guitar), Cliff Williams (bass) e Phil Rudd (drums).
FONTE: Esteriltipo Blog
https://wp.me/p16vjm-6Ub
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