O álbum do Metallica que James Hetfield diz ainda não ter sido apreciado: "Vai ter sua hora"
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de março de 2026
O Metallica lançou alguns dos discos mais influentes da história do heavy metal. Ainda assim, nem todos os trabalhos da banda foram recebidos com o mesmo entusiasmo por parte do público. Alguns deles continuam dividindo opiniões até hoje.
Segundo o jornalista Dale Maplethorpe, em matéria publicada no site Far Out, o vocalista e guitarrista James Hetfield acredita que um dos álbuns mais controversos do grupo ainda não foi devidamente valorizado pelos fãs: St. Anger, lançado em 2003.

Na época de seu lançamento, o disco chamou atenção por diversas mudanças na sonoridade da banda. O álbum apresentou uma produção mais crua, bateria com timbre metálico bastante peculiar e, de forma incomum para o Metallica, praticamente não trouxe solos de guitarra. O resultado foi um trabalho intenso e agressivo que acabou gerando forte divisão entre críticos e fãs.
Para muitos ouvintes, o disco soava excessivamente caótico e diferente do padrão que o grupo havia estabelecido em álbuns clássicos como Master of Puppets e Metallica. Mesmo assim, Hetfield acredita que o álbum expressava um momento muito autêntico da banda.
Em entrevistas posteriores, o músico destacou que a emoção presente na música do Metallica - muitas vezes associada à raiva - pode ser interpretada de forma equivocada. "Acho que a raiva tem uma má reputação", comentou o vocalista. Para ele, essa energia pode ser usada de forma positiva e criativa, servindo como uma maneira de transmitir ideias e sentimentos de forma intensa.
Segundo Hetfield, foi justamente essa honestidade emocional que guiou a criação de St. Anger. Embora muitos fãs não tenham se identificado com o resultado final, ele afirma que o álbum representa exatamente o momento que a banda vivia naquela fase.
O baterista Lars Ulrich também comentou na época que o disco marcava um novo capítulo para o grupo, especialmente com a chegada do baixista Robert Trujillo à formação. Para Ulrich, a energia trazida pelo músico ajudou a renovar a dinâmica interna da banda.
Apesar das críticas que o álbum recebeu ao longo dos anos, Hetfield mantém a convicção de que o trabalho poderá ser visto de outra forma no futuro. "É honesto", afirmou o vocalista. "Talvez você não se identifique com ele ou não goste do som. Mas era onde estávamos naquele momento. Vai ter sua hora, talvez… ou talvez não."
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